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Gás LP: energia limpa para os lares brasileiros
Data: 23/01/2012

Os combustíveis fósseis têm sido encarados nos últimos tempos como vilões do aquecimento global. Neste ponto é preciso aqui separar o joio do trigo.

Os combustíveis fósseis têm sido encarados nos últimos tempos como vilões do aquecimento global. Neste ponto é preciso aqui separar o joio do trigo. Enquanto usinas movidas a carvão são de fato uma preocupação em relação ao nosso meio ambiente global, outros derivados de petróleo podem trazer benefícios imediatos para a população. Em artigo recente, no jornal Folha de S.Paulo, o Dr. Dráuzio Varella nos informa que um dos maiores fatores de mortalidade no mundo é a utilização de biomassa no interior das residências (lenha, carvão, esterco etc.) para preparo de alimentos, aliada ao uso de aparelhos de queima ineficientes.

Os dados da Organização Mundial da Saúde atestam que, em nosso planeta, ainda dependem exclusivamente da biomassa para essas funções cerca de três bilhões de pessoas (aproximadamente 43% da população mundial), das quais 2 milhões morrerão nos próximos 12 meses de doenças obstrutivas pulmonares e cardiovasculares, decorrentes dessa prática. O uso de biomassa, longe de estar ligado ao romantismo do fogo crepitante no fogão de lenha, traduz-se em paredes enegrecidas e crianças doentes, além de devastação ao ambiente.

Em nosso país, esta situação tem sido fortemente mitigada pela eficiente distribuição capilar de um combustível derivado de petróleo, o Gás LP ou o popular gás de cozinha, combustível de baixíssima emissão de poluentes durante a sua queima e com alta eficiência energética. O Gás LP atinge hoje, por meio de uma rede de mais 40 mil agentes autorizados pela Agência Nacional de Petróleo, 100% dos municípios brasileiros, desde a fronteira sul com o Uruguai, até os mais distantes recantos da Amazônia.

O setor de distribuição de Gás LP entrega mensalmente, em domicílio, cerca de 35 milhões de botijões, num processo de logística just-in-time, no qual a dona de casa  aguarda entre 15 e 30 minutos pela entrega do botijão. Como mais da metade das residências tem apenas um botijão (o reserva foi eliminado assim que o telefone se popularizou e permitiu pedidos emergenciais), esse é o tempo que a dona de casa tolera esperar pelo produto. Se a primeira tentativa de compra não atender às suas expectativas de prazo de entrega, o ímã do segundo fornecedor de gás, colado em sua geladeira, proporcionará a alternativa concorrencial de imediato. Apenas para termos uma idéia, isso representa entregar 12 botijões em domicílio, a cada segundo, de Norte a Sul no Brasil, ininterruptamente durante os 30 dias do mês.
O nosso país não está imune ao tipo de situação descrito pelo Dr. Dráuzio, mas os fatos aqui ocorrem em uma escala muito menor. Os dados disponíveis da última PNAD de 2004 informam que, no Brasil, das cerca de 50 milhões de residências, apenas 5,5% utilizam exclusivamente biomassa para obtenção de energia, enquanto aproximadamente 26% delas ainda utilizam um esquema de cozinha “flex”, em que ora se cozinha com gás, ora com lenha de coleta.

Em uma primeira conta, utilizando os números da OMS para o Brasil, o uso de Gás LP tem evitado mais de 30 mil óbitos por ano, com as conseqüentes reduções de custos de saúde pública inerentes e a economia de tempo de uma multidão de donas de casa, que não necessitam mais despender tempo ou se arriscar na atividade de coleta de lenha. No entanto, outras tantas vidas poderiam ser salvas anualmente, se excluíssemos definitivamente a biomassa de dentro das residências, em especial das casas da população mais pobre.

Cristiane Lyra
Gerente de Comunicação do Sindigás




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