Sindigás Opina

Gás LP - um combustível eficiente e de queima limpa
Data: 03/02/2010

A energia traz vida ao mundo. O homem, onde quer que viva, depende todos os dias de energia para se alimentar, cuidar das suas famílias, dispor de aquecimento, luz e transporte.


Sergio Bandeira de Mello – Presidente do Sindigás


A energia traz vida ao mundo. O homem, onde quer que viva, depende todos os dias de energia para se alimentar, cuidar das suas famílias, dispor de aquecimento, luz e transporte. Entretanto, a geração de energia pode produzir também poluição, agredindo o meio ambiente e a saúde humana. Felizmente, alguns combustíveis apresentam uma queima muito mais limpa, como é o caso do Gás LP. Isso reduz enormemente o potencial de prejuízos que podem ser causados.

A medição das emissões totais produzidas pela queima de lenha ou carvão mostra que esses combustíveis produzem cerca de 150 vezes mais monóxido de carbono (CO) do que o Gás LP, por gigajoule de energia produzida. A poluição do ar em ambientes fechados como resultado da queima de biomassa é uma grande causadora de infecções respiratórias e dos olhos.

Em vários países pobres, o cozimento com uso de lenha e carvão, resíduos de culturas ou mesmo excrementos animais apresenta um impacto devastador sobre a saúde humana. No Brasil, de acordo com o Balanço Energético Nacional, em 2007, a lenha representou 7,6% do consumo total, enquanto o Gás LP registrou 3,4%. Na avaliação do consumo total da lenha, em primeiro lugar aparecem as carvoarias, com 42,9% do consumo, seguidas pelo setor residencial, com 27,6%. Nas residências, utiliza-se lenha catada, e o maior problema é a inalação de gases.

 Há centenas de poluentes potencialmente danosos para a saúde humana. Entre esses, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (United States Environmental Protection Agency - EPA) destaca seis: ozônio troposférico (O3), óxidos de enxofre (SOx), monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), chumbo (Pb) e matéria particulada (PM). Os danos para a saúde causados pela exposição a esses poluentes geram um enorme ônus social e econômico para a sociedade, que chega a centenas de bilhões de dólares a cada ano.

No caso específico das matérias particuladas, um projeto de pesquisa abrangente da União Européia sobre os impactos das partículas suspensas sobre a saúde, concluído em 2005 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), enfatiza que esses materiais podem penetrar profundamente nos pulmões dos seres humanos causando enfermidades respiratórias, doenças cardíacas e problemas neurológicos. As descobertas dos pesquisadores são ao mesmo tempo claras e perturbadoras: “A poluição do ar a partir de matéria particulada (PM) diminui, em média, 8,6 meses da vida de cada pessoa na União Européia" (OMS, 2005-1).

A exposição a níveis elevados de poluentes emitidos por essas formas de combustão é reportada pela OMS e por outros pesquisadores independentes como a causa da morte prematura de mais de 1,5 milhão de pessoas a cada ano. As mulheres e as crianças pequenas são as mais afetadas.

Os governos em todo o mundo estão introduzindo ou incentivando uma ampla gama de medidas a fim de reduzir as emissões de poluentes, por meio de regulamentação, educação e programas de incentivo. Estudo de custo/benefício feito pela OMS em 2006, que avalia estratégias para evitar as consequências para a saúde da exposição a fogões a lenha em países mais pobres, conclui que o investimento anual de US$ 13 bilhões para proporcionar acesso mundial ao Gás LP diminuiria pela metade o número de pessoas que cozinham com combustíveis sólidos até 2015. Isso geraria retorno de US$ 91 bilhões com a redução nos gastos com saúde e outros benefícios comunitários.

Portanto, a seleção do combustível adequado pode beneficiar a sociedade não apenas ao reduzir a exposição humana a poluentes perigosos, mas também em termos monetários diretos, ao diminuir o ônus do tratamento médico e dos serviços sociais para as pessoas afetadas. Nesse contexto, o Gás LP se destaca como a alternativa mais limpa, conveniente e acessível, além de possuir uma das mais baixas emissões de gases de efeito estufa.




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