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06
AGO
2018

Ação de Ultrapar sobe 7% após balanço do 2º tri

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Fonte: GS Notícias

Os resultados do grupo Ultra no segundo trimestre foram fracos, na avaliação de analistas, mas vieram acima do esperado e deram suporte para as ações da Ultrapar, que lideraram as altas do Ibovespa. Ao longo do dia, enquanto a direção da empresa comentava o balanço, o papel chegou a marcar alta de 10, 5%, mas perdeu força e encerrou a sessão com ganho de 7,56%, a R$ 42,70.

A maior preocupação dos analistas está nas margens da holding, que vêm se deteriorando sobretudo por causa da operação de distribuição de combustíveis, a Ipiranga. Isoladamente, escreveram analistas do Credit Suisse, os números do trimestre não preocupam, também porque trouxeram os efeitos negativos não recorrentes da greve dos caminhoneiros. Mas, no longo prazo, persiste a incerteza quanto a esses indicadores.

A paralisação teve impacto negativo estimado de R$ 213 milhões no resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), dos quais R$ 187 milhões na Ipiranga. Desse valor, R$ 40 milhões são relativos a perda em volume de vendas e gastos extra com logística e segurança e R$ 147 milhões em estoques, por causa da redução do preço do diesel. Outros R$ 24 milhões, também de estoque, pesarão no terceiro trimestre.

Diante disso, o Ebitda ajustado ficou em R$ 718, 1 milhões, queda de 6% na comparação anual – mas melhor do que os R$ 687 milhões esperados na média por Santander, Morgan Stanley, Credit Suisse e Itaú BBA. De acordo com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, André Pires, descontados os efeitos da greve, o resultado teria chegado a R$ 907 milhões, com alta de 18%.

Sem entrar no detalhe da estratégia que colocou em curso, a direção da Ultrapar informou que tem adotado uma série de iniciativas para fortalecimento dos negócios, com destaque para a Ipiranga. “Estamos confiantes de que estamos tomando as medidas necessárias para retomar o nível de crescimento”, disse Pires.

Na Ipiranga, o foco é melhorar o retorno sobre o capital empregado, a partir de ajustes na base de custos e despesas, redução do capital de giro e maior seletividade dos investimentos. “O capex é um tema que está no topo da lista das prioridades. De fato, fizemos uma revisão na estratégia de capex, mais adequado à realidade de mercado e temos priorizado outras formas de embadeiramento e novos negócios, com foco na melhor utilização do balanço”, afirmou.

Diante disso, a tendência histórica de aceleração dos investimentos na Ipiranga no segundo semestre não deve se repetir neste ano. “Haverá um desembolso mais homogêneo de capex”, afirmou o executivo. Uma possibilidade, em linha a estratégia, poderia ser o maior número de embandeiramento de postos, que tragam bons retornos. Em 2018, a rede deve inaugurar entre 200 e 300 postos.

Segundo o executivo, o ambiente competitivo segue pressionando a distribuição de combustíveis e o cenário é desafiador, à medida que ainda há efeitos da greve dos caminhoneiros e a recuperação da economia é lenta. “Isso diminuiu a visibilidade de desempenho futuro, então não esperamos uma evolução significativa dos resultados no curto prazo”, destacou Pires. O balanço da Ultrapar consolida resultados de empresas na área de distribuição de combustíveis e gás liquefeito de petróleo (Ipiranga e Ultragaz), varejo farmacêutico (Extrafarma), especialidades químicas (Oxiteno) e armazenagem de granéis líquidos (Ultracargo). (Stella Fontes, com Paula Selmi).