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12
SET
2018

Preço em agosto cai mais para baixa renda, diz Ipea

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Fonte: Valor Econômico

A variação de preços para as famílias de renda mais baixa mostrou deflação de 0,12% em agosto, o dobro da retração registrada entre as famílias de renda alta (-0,06%), segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente ao mesmo passado.

O alívio inflacionário dos mais pobres no mês passado ocorreu, sobretudo, graças à queda dos preços de alimentos no domicílio, principalmente de itens mais importantes na cesta de consumo desse segmento, como tubérculos (-9,7%), carnes (-1,5%), leites e derivados (-1,3%) e aves e ovos (-1,3%), diz o Ipea.

As famílias de renda mais baixa também se favoreceram da queda no preço do gás de botijão (-1%).

Já as famílias de renda mais alta se beneficiaram em menor escala da queda dos preços dos alimentos. Isso porque itens que pesam mais nas contas dessa parcela da população tiveram aumento, como tarifas de gás encanado (1,2%), planos de saúde (0,8%) e cursos diversos (0,5%).

Outros produtos que têm impacto maior na inflação dos mais ricos registraram deflação no mês, como a gasolina (-1,5%) e as passagens aéreas (-26,1%).

Em todos os níveis de renda houve deflação no mês passado. A deflação registrada entre as famílias mais pobres foi menor que a observada no mesmo mês de 2017 (-0,22%). No caso das famílias de renda alta, ocorreu o inverso: em agosto do ano passado, houve inflação, de 0,53%.

Na perspectiva dos últimos 12 meses, a inflação acumulada pelas famílias de menor poder aquisitivo acelerou. Ela passou de 3,45% em julho para 3,55% no mês passado.

O indicador do Ipea é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É com base nesse sistema que o IBGE produz o IPCA e o INPC.

O IPCA do mês passado apontou deflação de 0,09% na comparação com julho, com queda nos preços de alimentos, bebidas e passagens aéreas. No acumulado em 12 meses, o índice aponta alta de 4,19% – a meta do Banco Central neste ano é de 4,5%.