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05
OUT
2018

O carro do futuro

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Fonte: DCI

Já se fala na Fórmula E – campeonato mundial de automóveis elétricos

 LUIZ GONZAGA BERTELLI

As nações nórdicas, nos próximos anos, proibirão a comercialização de veículos movidos a diesel. O precípuo objetivo é reduzir emissões de gases maléficos à saúde da população e ao meio ambiente. Copenhagen lidera essa política, o que já repercute em outras metrópoles europeias, caso de Paris, que aprovou legislação impedindo circulação de novos veículos a diesel no território francês. Qualquer modelo acionado com combustível fóssil ou derivado do petróleo não poderá ser licenciado depois do ano 2020.

Na Inglaterra, tão somente modelos elétricos (VEs) poderão percorrer as ruas de Oxford.

Os alemães, da mesma forma, estão solidários com tais decisões. Stuttgart, Dusseldor e Munique, na próxima década, irão abolir os automóveis a diesel.

Tais carros serão substituídos por movidos a eletricidade (VEs), recebendo financiamentos e incentivos fiscais nas suas aquisições, além da redução de tributos e autorização especial de movimentação.

A Volvo da Suécia já relevou o seu proposito de não mais fabricar carros diesel e a BMW de produzir híbridos ou elétricos (VEs). Na China, a frota de veículos elétricos cresceu sete vezes desde o ano 2014 e já se tornou a maior do universo, superando os EUA.

O Brasil é cativo do combustível fóssil (diesel), com o agravamento dessa difícil situação, quando praticamente eliminou o transporte ferroviário, privilegiando os caminhões e ônibus a diesel e a expansão das rodovias.

A recente paralisação dos caminhoneiros aflorou, mais ainda, a questão. Faltaram-nos combustíveis, neles inclusive o etanol, nos postos de abastecimento. Consoante a Anfavea já foram vendidos 3.296 veículos híbridos ou elétricos no País, um número considerado ainda baixo, quando comparado com nações referencias no tema. A nova licitação de ônibus urbano, ainda em aprovação, prevê que, num prazo de dez anos, a frota eletrificada em circulação reduzirá as emissões atuais de CO² em 50% e chegue a zero em 20 anos, na cidade de São Paulo. Já é irrefutável, que tão somente veículos elétricos poderão cumprir a meta de emissão zero. Queimar derivados do petróleo, antes relacionado com o progresso econômico, está presente na consciência popular como fator de poluição e mudança climática.

Ano passado, o número de carros elétrico vendidos no mundo passou de um milhão. A previsão é a mobilidade elétrica representar 10% do total em 2025 e tornarmos maioria, alcançando 55% daqui a 20 anos.

É incontestável que quanto mais combustíveis fósseis uma Nação consome, mais difícil tornar-se-á a sua substituição pelos energéticos mais limpos e renováveis. Apesar dos compromissos havidos dos diferentes países, celebrados em Paris, pouca evolução foi evidenciada e a emissão de gases, provocadores do efeito estufa, voltou a crescer.

A imprensa noticia a chegada no Brasil, em breve, de nova geração de caminhões e ônibus menos poluentes que tradicionais veículos acionados a diesel, biometano e gás natural. Para a indústria automobilística constituiriam nos primeiros caminhões a GNV/biometano do universo. Tais veículos teriam o custo operacional inferior ao do diesel, com o índice de emissão de poluentes de até 70% inferior.

Pesquisa recente prevê que cada mil veículos elétricos, colocados em circulação poderão diminuir o consumo diário do petróleo em 500 barris. Já se fala, inclusive, na Fórmula E – campeonato mundial de carros elétricos.

Luiz Gonzaga Bertelli é diretor e conselheiro da FIESP-CIESP