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09
NOV
2018

No Pará, reajuste do gás de cozinha prejudica orçamento de famílias que recebem um salário mínimo

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Fonte: G1

O aumento de 8,5% do gás de cozinha apertou ainda mais o orçamento de famílias que recebem apenas um salário mínimo ao mês. Em Belém, o reajuste fez com que famílias deixassem de ter lazer para poder adquirir o botijão.

“Eu prefiro não cortar o gás do que cortar outra coisa. Eu não sou mulher de passear porque eu não vou tirar dinheiro para passear com os meus filhos e deixá-los sem nada”, fala a dona de casa Marivana Monteiro, que tem orçamento familiar de R$ 957.

A Petrobras autorizou o reajuste nas refinarias na segunda-feira (5). A média nacional era de R$ 23,50 nas refinarias, sem tributos, e agora custa R$ 25,07. No bairro do Jurunas, na capital paraense, o botijão de 13kg era vendido a R$ 65, agora custa R$ 68, para quem for buscar. Para entregar, o produto deixou de ser R$ 70 e agora custa R$ 75.

Onde a dona Marivana mora, o preço do gás deu um salto de R$ 10, saindo de R$ 70 e agora custa R$ 80.

“Faz diferença sim, como faz diferença, porque não está fácil. Com R$ 10 de charque eu faço até um macarrão, pelo menos dá para dar o almoço para os meus filhos. Daí esse R$ 10 que vai no gás vai fazer falta lá na frente”.