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28
NOV
2018

Gasolina e GLP terão redução de preço

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Fonte: Folha Pe

A queda da cotação internacional do petróleo, registrada na semana passada, provocou nova redução no valor de derivados, a exemplo do GLP Industrial e da gasolina. O primeiro terá redução de 9,2% a partir desta segunda-feira, a segunda consecutiva neste mês. Já a gasolina, que tem queda acumulada de 19% desde o início de novembro, atinge hoje seu menor preço desde outubro de 2017, com o litro comercializado a R$ 1,50 na refinaria, recuo de 3,33%, considerando a última atualização, no dia 24.

De acordo com o Sindigás, com mais essa queda, o preço do insumo industrial consegue uma discreta redução em relação ao valor do GLP residencial, caminhando para uma possível equiparação. Cálculos da entidade indicam que essa diferença será de 30,6% a mais do que o gás comercializado em embalagens de até 13kg. A entidade reforça que a falta de uma política de preços para o GLP empresarial faz persistir essa diferença de preços entre o GLP residencial e o empresarial. “Nós defendemos que o preço seja unitário, afinal, estamos falando da mesma molécula. Logo, não faz sentido preços diferentes. Para cumprir a diferença de preço que a resolução 49 da ANP determina, uma política de governo é que deve determinar o preço do gás de 13 kg, não a Petrobras comercializar com base nela”, argumenta o gerente técnico do Sindigás, Adriano Horta.

Já a gasolina, embora tenha tido sua 17ª queda de preço consecutiva na refinaria, o preço nas bombas não tem acompanhado essa evolução. Segundo último levantamento da ANP, em Pernambuco, por exemplo, na semana de 18 a 24 de novembro, o valor médio do litro foi de R$ 4,44. Para a entidade que representa o setor, a Fecombustíveis, no centro do motivo da demora do repasse está a compra do produto sem a redução do preço. “Como os postos de combustíveis não podem comprar das refinarias, os preços da revenda estão ligados diretamente aos preços das companhias distribuidoras, ou seja, se elas reduzirem, os postos, consequentemente, também repassam a redução”, justifica a entidade.

Para especialistas, no entanto, o segmento de revenda pode estar recuperando margens de lucro perdidas durante o período de preços recordes. Informação que por questão mercadológica é negada pelo setor, que não comenta margem de ganho.