default-logo1
default-logo1
29
NOV
2018

Diminui a extração de petróleo

Posted By :
Comments : Off

O Brasil tem condições de ser líder mundial na fase de transição energética

 LUIZ GONZAGA BERTELLI •

A Universidade Americana Rice, em recente trabalho divulgado, antevê, ainda, o crescente consumo dos combustíveis fósseis. Diante do desenvolvimento das energias limpas e renováveis: biomassa, eólica, solar e hídrica, os especialistas têm suscitado dúvidas no tocante ao futuro da matriz energética mundial, onde o petróleo predomina com 31%.

Índia e a China, notadamente com uma população de 3 bilhões de pessoas e crescimento do PIB em torno de 6% ao ano, irão liderar, nas próximas três décadas, o uso dos mencionados combustíveis fósseis.

Paralelamente, o Brasil desenvolve novas tecnologias de retirada do petróleo em águas profundas do oceano. Ademais, empenha-se na obtenção do gás natural, a valores mais competitivos, a fim de diminuir a importação da Bolívia.

Quanto ao preço da gasolina, produzida pela Petrobrás, já alcança níveis recordes, o que possibilita ao consumidor final o maior uso do etanol para abastecer o seu veículo, pois um litro do álcool custa 60% do preço do derivado do petróleo na média do Brasil. Em alguns postos de abastecimento, o etanol já representa metade do volume de vendas.

A Venezuela, possuidora das maiores reservas mundiais, diminuiu a sua produção na gestão Nicolas Maduro para 2,5 milhões de barris diários e, nos dias atuais, está em cerca de 1,5 milhão. Quanto ao Irã, terceiro maior produtor da OPEP, as suas vendas externas do petróleo já diminuíram 800 mil barris diários, em face das divergências políticas com os EUA. A Rússia, ao lado da Arábia Saudita lidera a OPEP, em primeiro e segundo lugar.

Quanto aos americanos do Norte, com a ajuda do petróleo do xisto, dobraram a sua extração para 9,5 milhões b/d, ocupando o terceiro lugar na produção do universo.

Há economistas consagrados que vaticinam a diminuição do crescimento da economia universal em 2019 e, desta forma, a menor aplicação do petróleo.

Desta forma, em decorrência, a era do petróleo estaria agonizando, com o sensível recuo, a partir de 2040, do consumo mundial do petróleo e derivados, hoje perto de 100 milhões de barris diários.

Daí, a recomendação, no sentido da exploração das nossas jazidas em regime de urgência. Caso isto não ocorra, com maior celeridade, a riqueza do petróleo do Pré-sal poderá permanecer sepultada no fundo do mar, com fantásticos prejuízos para a economia da Nação.

Recentemente, foram leiloadas quatro áreas do Pré-sal na Bacia de Campos, no Estado do Rio.

Em relação aos países dependentes das importações do petróleo, a atual conjuntura dos preços é preocupante. No final do mês passado as cotações do petróleo de melhor qualidade (Brent) eram de US$ 80/barril. As majorações e baixas características desse mercado continuarão a acontecer.

No longo prazo, a mencionada universidade dos Estados Unidos afiança que os valores do petróleo devem ficar bem perto do patamar atual.

O Brasil tem todas as condições, a fim de ser um líder mundial na fase de transição energética, com 43% da sua energia proveniente de fontes limpas e renováveis, inclusive atendendo ao Acordo climático de Paris, assinado em 2015, para a redução de 37% das emissões de dióxido de carbono até 2025 e em 43% até 2030.

Luiz Gonzaga Bertelli  é diretor da FIESP-CIESP e presidente da APH