default-logo1
default-logo1
04
ABR
2019

Evite os riscos do gás de cozinha (GLP)

Posted By :
Comments : Off

Fonte: Revista AD Normas | Notícias  São Paulo | SP

O gás liquefeito de petróleo (GLP) engarrafado é um produto de primeira necessidade e utilizado como fonte de energia na maioria das residências brasileiras, é inflamável, o que exige muita atenção no manuseio do botijão. Não tem cheiro, por isso um composto a base de enxofre é adicionado ao gás para revelar a sua presença caso haja vazamento. O GLP não é venenoso, mas é asfixiante. Por ser mais pesado que o ar, quando há vazamento de GLP num local fechado este vai se acumulando ao nível do chão e expulsa gradualmente o oxigênio do ambiente, causando asfixia em quem permanecer ali. Assim, o botijão com vazamento precisa ser removido para um local aberto. Para a instalação residencial, a mangueira e o regulador de gás devem, obrigatoriamente, ser fabricados de acordo com as normas técnicas.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho – O GLP é engarrafado no botijão sob pressão, o que faz com que se torne líquido. Para suportar a pressão do gás, o botijão é feito de chapas de aço resistentes. Sua fabricação deve obedecer obrigatoriamente às normas técnicas e estas são muito rígidas.

No botijão de gás de 13 kg, cerca de 85% do gás ficam em estado líquido e 15% em estado gasoso. Por isso nunca se deve deitar o botijão de gás, pois se o gás em fase líquida for expelido pode provocar acidentes muito sérios.

Instalar o botijão de gás no fogão é coisa relativamente simples, mas que exige cuidados. Em primeiro lugar, é preciso usar uma mangueira de gás e um regulador de pressão de gás fabricado conforme as normas técnicas.

A mangueira é transparente com uma tarja amarela e traz a inscrição NBR 8613 e a data de validade. O regulador de pressão tem a marca Inmetro gravada e é válido por cinco anos, após o que precisa ser substituído. Instale o botijão rosqueando a borboleta do regulador na válvula. Não use ferramentas para fazer isso, apenas as mãos.

Para entender melhor a importância dessa peça na segurança dos consumidores durante o manuseio do GLP, é fundamental a compreensão do funcionamento de um botijão. O GLP é colocado sob alta pressão no botijão e, nessas condições, parte dele assume seu estado líquido.

A alta pressão mantêm o gás em estado líquido, reduzindo seu volume. Toda vez que acendemos os queimadores do fogão, o gás é liberado e uma parte do líquido se transforma em gás, ocupando o espaço liberado dentro do botijão.

Considerando que o gás está sob alta pressão, o regulador é fundamental para reduzir a pressão da chama em até 250 vezes, possibilitando uma chama constante e uniforme. Tudo isso visa possibilitar um adequado grau de confiança aos consumidores de que esse produto atende a requisitos mínimos de segurança estabelecidos na norma técnica.

Segundo a Petrobras, o GLP é o produto derivado de petróleo de consumo mais popular. Ele é o principal combustível de uso doméstico, utilizado principalmente nos fogões residenciais, por meio do botijão de 13 kg. Por isso, é importante que o consumidor conheça como funciona o mercado desse produto, desde o produtor até o consumidor final, e ainda saiba como é formado o seu preço.

Atualmente esse mercado é regulamentado pelas portarias da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pela Lei 9.478/97 (Lei do Petróleo). Esta lei flexibilizou o monopólio do setor petróleo e gás natural, até então exercido pela Petrobras, tornando aberto o mercado de combustíveis no país. Dessa forma, desde janeiro de 2002 as importações de GLP foram liberadas e o seu preço passou a ser definido pelo próprio mercado.

O GLP pode ser produzido pela Petrobras, por outros refinadores instalados no país, pelas centrais petroquímicas particulares ou, ainda, importado por qualquer empresa autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A comercialização do GLP começa com a venda pelo produtor ou importador do produto a granel para as companhias distribuidoras. As companhias distribuidoras, por sua vez, podem revender o produto para o segmento industrial (geralmente a granel, utilizando caminhões-tanque), para os pontos de revenda ou diretamente para clientes dos segmentos comercial, residencial e institucional (a granel ou engarrafado em cilindros ou botijões).

Além de poder adquirir diretamente das distribuidoras, quando estas estão autorizadas pela ANP para tal, os consumidores dos segmentos comercial e residencial também podem comprar o GLP já engarrafado nos milhares de pontos de venda varejista. A forma mais comum de comercialização no varejo é o botijão de 13 kg, destinado exclusivamente ao uso residencial e que responde pela maior parte das vendas de GLP no país através dos pontos de revenda.

O preço que a Petrobras pratica ao comercializar o GLP para as distribuidoras pode ser representado pela soma de duas parcelas: a parcela valor do produto Petrobras e a parcela tributos, que são cobrados pelos estados (ICMS) e pela União (CIDE, PIS/Pasep e Cofins). No preço do botijão pago pelos consumidores nos pontos de revenda também estão incluídos os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos pontos de revenda.

Na maior parte dos Estados, o cálculo do ICMS é baseado em um preço médio ponderado ao consumidor final, atualizado quinzenalmente pelos seus governos. Isso significa que o preço nos postos revendedores pode ser alterado sem que tenha havido alteração na parcela do preço que cabe à Petrobras.

Ao entender que a cadeia de formação do preço final do botijão de GLP é formado por várias parcelas, fica fácil perceber que qualquer alteração, em pelo menos uma delas, terá reflexos, para mais ou para menos, nos preços para o consumidor final. Novamente, é importante salientar que a Petrobras tem ingerência apenas sobre uma parcela na formação do preço final ao consumidor.

Há situações nas quais a Petrobras não participa da cadeia de comercialização do produto. É o caso, por exemplo, do GLP produzido pelas refinarias e centrais petroquímicas privadas, e ainda do produto que venha a ser importado diretamente por outro agente que não a Petrobras.

Os preços nos postos de revenda de todo o país são monitorados pela ANP por intermédio de pesquisas semanais, cujos resultados podem ser consultados diretamente no site da agência (www.anp.gov.br). Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail para sac@petrobras.com.brou pelo telefone 0800 728 9001.

O ICMS inclui a parcela referente à substituição tributária, que é o valor recolhido pela Petrobras referente às operações de venda das distribuidoras para os postos revendedores e destes para o consumidor final. Os dados baseados na média dos preços do GLP ao consumidor das principais capitais na formação de seu preço: 44% para a distribuição e revenda; 16% ICMS; 03% para o PIS/Pasep e Cofins; e 37% para a realização da Petrobras. Veja na figura abaixo a cadeia de comercialização e a composição dos preços do GLP.

A mangueira para gás GLP é produzida a partir de policloreto de vinila (PVC) flexível, um material fácil de ser reciclado, auto extinguível, resistente ao impacto entre outras características. Entre as camadas existe uma trama de fios de poliéster para aumento da resistência. Toda mangueira deve sair de fábrica acompanhada de instruções claras e objetivas a respeito da sua correta instalação e utilização, contendo todas as informações necessárias.

Confirmada em 12/2017, a NBR 8613 de 09/1999 – Mangueira de PVC plastificado para instalações domésticas de gás liquefeito de petróleo (GLP) estabelece os requisitos, as dimensões e os ensaios necessários para fabricação e comercialização de mangueiras de PVC reforçadas com fibra têxtil, para instalações domésticas de GLP. As mangueiras devem ser fabricadas de cloreto de polivinila plastificado, com aditivos a critério do fabricante, e por processo que assegure a obtenção de um produto em conformidade com essa norma.

Essas mangueiras devem ser constituídas por: camada interna: camada que constitui a parte interior, ficando em contato direto com o gás; reforço têxtil: componente intermediário, destinado a garantir as características de resistência mecânica da mangueira; camada externa: camada que se sobrepõe ao reforço, e se destina a proteger os componentes interiores e a conferir ao tubo o acabamento final. A camada interna deve ser perfeitamente lisa, sem costura e isenta de quaisquer partículas estranhas que em serviço possam ser arrastadas pelo gás ou combinadas com este.

As camadas interna e externa devem ser transparentes e incolores, com uma tarja amarela na camada externa, a fim de indicar a sua utilização, e totalmente isentas de bolhas, falhas ou saliências que possam ser detectadas visualmente. Somente devem ser utilizadas com regulador de pressão conforme a NBR 8473, para condução de GLP na sua fase gasosa.

O comprimento admissível para utilização da mangueira destinada à condução do GLP deve estar entre 0,80 m e 1,25 m, sendo que esta deve sair da fábrica já cortada. As mangueiras devem ser acopladas através do emprego de braçadeiras apropriadas, sem que passe pela parte traseira do aparelho de queima. Não é admitido qualquer tipo de emenda.

As mangueiras, quando instaladas em aparelhos de queima, devem resistir à temperatura de 120°C. Não é permitido o uso de mangueiras em aparelhos de queima embutidos em nichos, onde pode ser que estas fiquem total ou parcialmente embutidas. Não é permitida a aplicação de qualquer tipo de revestimento externo que venha a descaracterizar o produto na sua forma original, bem como a sua utilização.

Para a correta identificação, devem ser fabricadas de acordo com esta norma e devem possuir no mínimo as seguintes inscrições indeléveis, apostas na camada externa da mangueira, a intervalos regulares não superiores a 60 cm, com caracteres de 3 mm a 6 mm de altura: marca ou identificação do fabricante; símbolo de conformidade reconhecido pelo Sistema Brasileiro de Certificação; número desta norma; a expressão “GÁS – GLP”; ano de término da vida útil, com quatro dígitos, considerado como cinco anos após o ano de sua fabricação, com a seguinte inscrição: “VÁL. _____”; a expressão “USO DOMÉSTICO COM REGULADOR”; a expressão “Pn 2,8 kPa”; número do lote.

Toda mangueira deve sair da fábrica acompanhada de instruções claras e objetivas a respeito da sua correta instalação e utilização, contendo no mínimo as seguintes informações: “UTILIZAR SOMENTE COM REGULADOR DE BAIXA PRESSÃO”; “UTILIZAR SOMENTE EM INSTALAÇÕES DOMÉSTICAS DE GLP”; “A MANGUEIRA NÃO DEVE ATRAVESSAR NEM SER EMBUTIDA EM PAREDES”; “FIXAR AS EXTREMIDADES SOMENTE COM BRAÇADEIRAS APROPRIADAS”; “NÃO SE DEVE EFETUAR QUALQUER TIPO DE EMENDA (SOLDAGEM OU COLAGEM)”; “NÃO DEVE SER UTILIZADA EM FOGÕES DE EMBUTIR”; “NÃO DEVE PASSAR POR TRÁS DO FOGÃO”; “OBSERVAR O PRAZO DE VALIDADE”; “PRESSÃO NOMINAL 2,8 kPa; o comprimento nominal, em metros.

Quanto às dimensões, as mangueiras de PVC reforçadas com fibra têxtil devem ter as seguintes dimensões: diâmetro interno DI = (10 ± 0,3) mm; espessura da parede entre 3,9 mm e 4,9 mm; largura da tarja de 4,0 mm a 8,0 mm, mantendo-se a inscrição dentro da tarja. As mangueiras não devem apresentar quaisquer imperfeições de fabricação. O furo interior e a seção externa do tubo devem ser circulares e concêntricos. A respectiva descentralização, quando determinada, não deve exceder a 0,3 mm.

Quando ensaiada na perda de massa em butano líquido, a mangueira não deve perder mais que 2% de sua massa inicial nem ganhar massa. Este ensaio deve ser executado mensalmente ou a cada lote, quando o intervalo de produção entre dois lotes for superior a um mês.

O corpo-de-prova da mangueira deve ser submetido ao ensaio de ciclos de torção/flexão após perda de massa em butano líquido e não deve apresentar alterações visuais, tais como fissuras e rasgaduras substanciais generalizadas, nem deve apresentar perda de estanqueidade e alterações de cor após 4.000 ciclos. Nas condições estabelecidas pela NBR 7456, a dureza das camadas interna e externa deve ser de (70 ± 5) Shore A, no estado de entrega.

Após envelhecimento em butano líquido, é admissível um aumento de 10% em relação ao valor inicial. Nas condições estabelecidas na ASTM D 792, a massa específica das camadas externa e interna deve ser de (1,25 ± 0,03) g/cm3. Nas condições de ensaio estabelecidas na ASTM D 638, os corpos-de-prova devem ser do tipo IV e devem apresentar as resistências mínimas à tração e alongamentos conforme a tabela abaixo. Este ensaio deve ser executado mensalmente ou a cada lote, quando o intervalo de produção entre dois lotes for superior a um mês.

Para a resistência à pressão hidrostática, quando ensaiadas, as mangueiras devem ter resistência a uma pressão hidrostática não inferior a: novas = 5 MPa; envelhecidas = 4 MPa. Para o ensaio de dilatação sob pressão hidrostática, quando ensaiadas, as mangueiras devem satisfazer, sob a ação de pressão hidrostática interna, as seguintes condições: pressão = 1,7 MPa; tempo = 1 min; e dilatação no diâmetro externo ≤ 2 mm.

Para o ensaio de aderência entre camadas, quando ensaiados, os componentes da mangueira não devem se desprender com força inferior a 100 N. Para a estabilidade dimensional após imersão em óleo aquecido, o corpo de prova da mangueira deve manter o diâmetro interno de tal forma que permita a passagem pelo seu interior de uma esfera rígida de diâmetro (6,0 ± 0,1) mm. Não deve ocorrer carbonização.

Para o ensaio de envelhecimento à temperatura elevada, a mangueira não deve apresentar alterações visuais, tais como fissuras e rasgaduras substanciais e generalizadas, nem deve apresentar perda da estanqueidade, deformações do diâmetro (fechamento) e perda de massa superior a 2%. Para a identificação e a determinação do comprimento e dimensões das mangueiras, deve-se adotar o plano de amostragem dupla normal, com nível de qualidade aceitável (NQA) de 1,5 e nível de inspeção I, conforme a NBR 5426.

Os reguladores de pressão de gás são utilizados em muitos  segmentos como o uso doméstico, comercial e industrial. O regulador de gás é usado em fogões, fornos, lareiras, etc. e sua principal função é regular a pressão e vazão dos fluidos para utilização dos equipamentos de consumo. A redução da pressão da entrada para uma pressão de saída inferior é a característica chave dos reguladores de pressão.

O regulador de pressão é uma válvula que regula automaticamente o fluxo de um líquido ou gás a uma determinada pressão necessária ao funcionamento dos equipamentos. É usado para permitir que as linhas ou tanques de abastecimento de fluido de alta pressão seja reduzida a pressões de trabalho seguras e utilizáveis para várias aplicações conforme citado acima. Os reguladores não são feitos para medir consumo, essa função é dos medidores, destinados a medir vazões.

Confirmada em 12/2015, a NBR 8473 de 05/2005 – Regulador de baixa pressão para gás liquefeito de petróleo (GLP) com capacidade até 4 kg/h estabelece as características de construção e de funcionamento e os métodos de ensaio para reguladores de baixa pressão para gás liquefeito de petróleo (GLP) com capacidade até 4 kg/h. Aplica-se a reguladores com pressão nominal de saída de 2,80 kPa e vazão nominal em massa de até 4 kg/h de GLP, entre temperaturas de – 10°C a 60°C, para instalações com recipientes transportáveis de aço para GLP conforme a NBR 8460 ou para instalações prediais conforme NBR 13932 ou NBR 14570.

No projeto de construção do regulador de pressão, deve ser previsto que nenhum componente venha a sofrer deterioração, desarranjos ou desajustes espontâneos que o torne inoperante ou inseguro para o seu uso, durante sua vida útil. O regulador de pressão deve ser construído de modo a apresentar praticidade para seu manuseio, com os seus sistemas operados, identificando as posições “aberto” e “fechado”.

É admitido o uso de dispositivos que auxiliem a instalação do regulador tipo doméstico à válvula do botijão, desde que o mesmo garanta um torque máximo de 5 N.m neste acoplamento, que não possa ser alterado pelo usuário final. O regulador de pressão deve ser projetado, evitando-se cantos vivos e contundentes nas suas partes externas. O regulador de pressão da categoria 1 deve ser construído de tal forma que impeça: alteração em seus valores pré-ajustados e/ou regulagem do fabricante com seus componentes originais; sua remontagem, utilizando obrigatoriamente todos os seus componentes originais, no caso de haver violação do produto ou substituição de algum componente interno.

Para as categorias 2 e 3, devem ser previstas formas que identifiquem violações em seu mecanismo interno, que possam colocar em risco a segurança do consumidor durante a utilização do aparelho de queima. Os dispositivos que auxiliem o acoplamento do regulador ou de sua vedação em relação à válvula do botijão, dispositivos de segurança ou corte de fluxo integrados ao regulador, ou outros não previstos nesta norma são admitidos desde que não alterem as características básicas de funcionamento do regulador de pressão e sejam ensaiados em conjunto com o mesmo para garantir que suas características exigidas por esta norma não se alterem.

A vida útil deve ser de cinco anos a partir da data de fabricação. Os reguladores de pressão devem ser construídos com materiais cuja resistência mecânica e química seja adequada à sua utilização, bem como resistentes aos agentes atmosféricos para materiais ferrosos, conforme a NBR 8094; e resistentes ao GLP para materiais termoplásticos que possuam contato com o mesmo.

Se aprovado após este ensaio, os componentes termoplásticos devem ser submetidos aos ensaios de resistência mecânica e à tração específicos para cada um, segundo seus critérios de aprovação. As características dos materiais termoplásticos devem atender os ensaios previstos no anexo A.

Os materiais empregados na fabricação dos reguladores de pressão, que se destinam a revestimentos superficiais, em contato com o GLP, não devem deteriorar-se mediante ação química deste. O conjunto regulador de pressão deve suportar o impacto de uma queda livre, da altura de 1 m, sobre uma superfície lisa, mantendo suas características iniciais, quando ensaiado conforme o impacto (queda livre).

Deve ser submetido ao ensaio de vida do mecanismo a 100.000 ciclos, com uma frequência de 0,20 Hz a 0,33 Hz (12 ciclos/min a 20 ciclos/min) e pressão igual à de utilização. Deve suportar um impacto de 5 J nas condições de uso, quando ensaiado conforme 6.16, permanecendo estanque após o ensaio.

O regulador de pressão deve suportar em sua câmara de baixa pressão 686 kPa, sem ocorrer desmontagem dos componentes ou do conjunto, quando ensaiado na resistência mecânica do conjunto regulador, permanecendo estanque após o ensaio conforme a verificação da estanqueidade do conjunto montado (corpo, acoplamento de entrada e de saída). O regulador de pressão deve ser estanque a uma pressão pneumática de 7 kPa em sua câmara de baixa pressão e 686 kPa em sua câmara de alta pressão, quando em uso normal

O corpo deve ser fabricado com ligas metálicas não ferrosas, cujo ponto de fusão seja superior a 350°C (623 K) ou material não-metálico (termoplástico) cujo ponto de amolecimento seja superior a 200°C (473 K), devendo resistir a uma pressão interna pneumática mínima de 686 kPa para câmara de baixa pressão e pressão interna hidrostática mínima de 1,68 MPa, para a câmara de alta pressão. Os acoplamentos roscados devem resistir a um torque conforme a tabela abaixo, sem apresentar trincas ou vazamentos.

O sistema de bloqueio manual deve ser fabricado de forma a assegurar um perfeito bloqueio de fluxo na entrada (alta pressão) ou saída (baixa pressão), enquanto o regulador de pressão estiver conectado ao recipiente ou tubulação, e ser prático no seu manuseio. Deve suportar pressão interna pneumática de 686 kPa garantindo a interrupção do fluxo gasoso para o aparelho de queima para sistemas que atuam na baixa pressão, devendo ser ensaiado, e pressão interna hidrostática de 1,68 MPa para sistemas que atuam na alta pressão, devendo ser ensaiado junto com o acoplamento de entrada.

Deve suportar pressão interna pneumática, sem apresentar vazamentos, de 7,0 kPa para sistemas que atuam na baixa pressão, devendo ser ensaiado junto com o corpo, e de 686 kPa para sistemas que atuam na alta pressão, devendo ser ensaiado junto com o acoplamento de entrada, conforme 6.14. Deve ser realizado em 100% do lote.

Deve ser submetido ao ensaio de vida do mecanismo a 10.000 ciclos, com uma frequência de 0,20 Hz a 0,33 Hz (12 ciclos/min a 20 ciclos/min). Os sistemas não solidários ao corpo e fixados através de roscas devem assegurar um torque mínimo de 15 N.m para início de afrouxamento.

Os sistemas não solidários ao corpo que possibilitem giro de 360º, devem ser submetidos a 240 ciclos e também suportar uma força de 500 N durante 3 min. Deve suportar em sua posição fechada, uma pressão de 686 kPa aplicada em sua entrada, durante 30 s, sendo verificado que a pressão medida na saída do mesmo seja de 1 kPa no máximo. O mecanismo do bloqueio automático deve atuar interrompendo o fluxo do gás quando com pressão de entrada de 686 kPa e 69 kPa, o fluxo atingir valores compreendidos entre 125% a 250% da vazão máxima permitida na tabela abaixo.

Todos os reguladores de pressão devem possuir inscrições permanentes e visíveis, com os seguintes dados: marca ou nome do fabricante; sentido do fluxo; identificação da validade, constando mês e ano ou prazo de validade, desde que estejam identificados o mês e o ano de fabricação; Indústria Brasileira (Made in Brazil) ou país de origem; pressão nominal de saída, em quilopascal; vazão nominal em massa, em quilograma por hora de GLP (kg/h de GLP); modelo. É admitida uma tolerância de + 3 meses para a validade do regulador.

A fim de garantir sua integridade, todo regulador de pressão deve ser acondicionado em embalagem individual, acompanhado de instruções, podendo conter acessórios. Na embalagem individual devem constar no mínimo as seguintes informações: características técnicas dos reguladores (aplicação, pressão nominal de saída e vazão nominal em massa), instrução de instalação, composição do produto (identificação dos materiais empregados), garantia e prazo de validade; além de mencionar que na ocasião da instalação o aperto pode ser manual, sem uso de ferramentas. Na embalagem individual devem constar as conexões de entrada e saída do regulador, caso não estejam mencionadas no produto.