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08
JUL
2019

Mercado reduz previsão de crescimento do PIB e mantém previsão para a inflação em 2019

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Fonte: G1

Os analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez a previsão de crescimento da economia em 2019, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (8). É a 19º queda seguida na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com dados do boletim de mercado, conhecido como relatório “Focus”, a previsão de crescimento do PIB em 2019 passou de 0,85% para 0,82%.

Os analistas ouvidos pelo Banco Central mantiveram a previsão de inflação para 2019 em 3,80%.

meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

O relatório Focus é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

2020 e 2021

Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de crescimento do PIB para 2020, mantendo a expectativa em 2,20%. A previsão de inflação para o próximo ano também foi mantida em 3,91%.

Já para 2021 a previsão de crescimento do PIB foi mantida em 2,5% com uma inflação de 3,75%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Na última semana, os analistas do mercado financeiro mantiveram previsão da taxa básica de juros da economia, a Selic, para o final de 2019. Segundo dados do boletim, os economistas esperam que a taxa básica de juros encerre o ano em 5,50%.

Para o fim de 2020, a estimativa do mercado financeiro para a Selic ficou em 6,5% ao ano.

Em junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic, em 6,5% ao ano. Foi a 10ª vez consecutiva que a taxa é mantida no menor patamar da série histórica. A Selic serve como referência para as demais taxas de juros cobradas de pessoas e de empresas.

Outras estimativas

  • Dólar – Os analistas ouvidos pelo relatório Focus não mexeram na projeção da taxa de câmbio para o fim de 2019, que ficou estável em R$ 3,80 por dólar pela sétima semana consecutiva. A previsão do dólar para o fechamento de 2020 e 2021 também não foi alterada ficando em R$ 3,80 e R$ 3,84, respectivamente.
  • Balança comercial – Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2019, os analistas aumentaram a previsão de superávit de US$ 50,8 bilhões para US$ 51,5 bilhões. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado ficou em US$ 46,4 bilhões.
  • Investimento estrangeiro – A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, ficou estável em US$ 85 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas subiu de US$ 84,36 bilhões para US$ 84,68 bilhões.