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10
OUT
2019

Inflação fica negativa em 0,04%, menor taxa para setembro desde 1998

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Fonte: Tribuna do Norte – RN | Economia  Natal | RN

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o oficial do país, registrou deflação (queda de preços) de 0,04% em setembro deste ano. Trata-se do menor resultado para um mês de setembro desde 1998, quando o IPCA ficou em -0,22%, e da primeira deflação desde novembro do ano passado (-0,21%). Em setembro de 2018, a taxa foi de 0,48%. É a primeira vez desde maio de 2018 que a inflação oficial do País fica abaixo de 3% no acumulado em 12 meses. O índice ficou em 2,49%.

Dez entre as dezesseis regiões que integram o IPCA amplo registraram deflação em setembro, informou nesta quarta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A maior variação ocorreu no município de Goiânia (0,41%), puxada pela alta no preço da gasolina (2,80%). Na direção oposta, o menor resultado foi o de São Luís (-0,22%), em função da queda de energia elétrica (-6,97%).

Em São Paulo, região de maior peso no IPCA, houve deflação de 0,06% em setembro.
Segundo dados divulgados hoje (9), no Rio de Janeiro, pelo IBGE, a inflação oficial do País acumula 2,49% no ano e de 2,89% em 12 meses.
A deflação de setembro foi influenciada principalmente pela queda de preços de 0,43% dos alimentos e bebidas. Comunicação (-0,01%) e Artigos de residência (-0,76%, maior recuo de grupo em setembro). Em Artigos de Residência, a deflação foi puxada pelos itens eletrodomésticos e equipamentos (-2,26%) e TV, som e informática (-0,90%).
Na direção contrária, os custos aumentaram nos grupos Habitação (0,02%), Vestuário (0,27%), Despesas pessoais (0,04%), Educação (0,04%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,58%). As despesas com Transportes ficaram estáveis (0,00%) em setembro.

Alimentos
Os alimentos para serem consumidos em domicílio passaram a custar, em média, 0,70% menos no mês. As principais quedas foram registradas pelo tomate (-16,17%), que foi o item individual que mais impactou o IPCA; a batata-inglesa (-8,42%); a cebola (-9,89%) e as frutas (-1,79%). Ainda assim, alguns alimentos tiveram alta, como o leite longa vida (1,58%) e as carnes (0,25%).
Higiene pessoal
Em Saúde e Cuidados Pessoais, o destaque foi o item higiene pessoal, com alta de 1,65% e contribuição de 0,04 ponto porcentual, maior impacto positivo no IPCA de setembro.
Já o item plano de saúde acelerou de 0,03% em agosto para 0,57% em setembro, devido à apropriação integral da fração mensal do reajuste de 7,35% autorizado, em 23 de julho, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Energia elétrica
A tarifa de energia elétrica ficou estável (0,0%) em setembro, após uma alta de 3,85% em agosto, segundo a inflação medida pelo IPCA. A incidência da bandeira tarifária vermelha patamar 1 se manteve na passagem de agosto para setembro, permanecendo a cobrança adicional de R$ 4,00 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.
Houve reajuste de 1,94% no valor das tarifas de Belém, em 7 de agosto. Na mesma data entrou em vigor a redução de 6,48% nas tarifas residenciais em Vitória, mas teve aumento da alíquota de PIS/Cofins. Em São Luís, as tarifas recuaram cerca de 3,94%, a partir do dia 28 de agosto.
Sem a pressão da energia, o gasto das famílias com Habitação desacelerou de um avanço de 1,19% em agosto para 0,02% em setembro. O gás de botijão ficou 0,17% mais barato, enquanto a taxa de água e esgoto aumentou 0,09%.

Passagens aéreas
As passagens aéreas voltaram a pesar menos no bolso das famílias em setembro, com redução de 1,54% nas tarifas, após já terem recuado 15,66% em agosto.
O grupo Transportes saiu de uma redução de 0,39% em agosto para estabilidade em setembro (0,0%). A contribuição do grupo para a inflação passou de -0,07 ponto porcentual para 0,00 ponto porcentual no período.
Os combustíveis tiveram alta de 0,12% em setembro. A gasolina ficou 0,04% mais barata, enquanto o óleo diesel subiu 2,56% e o etanol aumentou 0,46%.