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18
OUT
2019

Produção de óleo e gás da Petrobras cresce 9,3% no 3º trimestre

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Fonte: Valor Econômico

A Petrobras registrou, no terceiro trimestre, um aumento de 9,3% na produção de óleo e gás, ante o trimestre anterior. A companhia produziu, em média, 2,878 bilhões de barris diários de óleo equivalente (BOE/dia) entre julho e setembro, o que representa uma alta de 14,6% na comparação com igual período de 2018. A estatal afirmou que, com os resultados, mantém a ?trajetória para o cumprimento da meta de produção anual?, de 2,7 milhões de BO/dia, com variação de 2,5% para mais ou para menos.

A petroleira atribuiu o resultado à curva de crescimento gradual (ramp-up) de sete novas plataformas que entraram em produção em 2018 e 2019 nos campos de Búzios (P-74, P-75, P-76 e P-77) e Lula (P-67 e P-69), no pré-sal da Bacia de Santos, e em Tartaruga Verde (FPSO Campos dos Goytacazes), na Bacia de Campos. As plataformas P-69 e P-76, por exemplo, atingiram a capacidade de produção de 150 mil barris/dia em 10,3 e 7,7 meses (tempo recorde no pré-sal), respectivamente.

Os dados operacionais da empresa foram puxados para cima pela produção de petróleo do pré-sal, que produziu 1,367 milhão de BOE/dia e já representa 60,4% da produção de óleo no Brasil.

A produção de petróleo na região abaixo da camada de sal cresceu 17% em relação ao segundo trimestre e 40,2% frente ao terceiro trimestre e 2018.

Já a produção de óleo do pós-sal em águas profundas e ultraprofundas permaneceu estável (alta de 0,8%) ante o trimestre anterior, principalmente por causa da entrada de novos poços produtores no campo de Tartaruga Verde, que ajudaram a compensar o declínio natural da produção nessa região. Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, porém, houve uma redução de 4,9%.

A produção de óleo em águas rasas, objeto de desinvestimento da empresa hoje, foi de 69 mil barris/dia, aumento 9,8%, decorrente do retorno a produção das plataformas PPM-1 e PCH-2, que tiveram parada para manutenção no trimestre anterior. Na comparação anual, houve uma redução de 22,7%, devido ao declínio natural e à parada das plataformas PCP-1, PCP-2 e P-9.

A produção de óleo nos campos terrestres, por sua vez, somou 123 mil barris/dia, alta de 0,7% frente o segundo trimestre e queda de 6,3% ante igual período do ano passado.

Derivados

A companhia informou ainda que aumentou em 2,9% a produção de derivados em suas refinarias no período de julho a setembro, ante o trimestre anterior, para uma média de 1,816 milhão de barris/dia. Segundo a estatal, a alta acompanha a maior demanda no mercado brasileiro.

O fator de utilização do parque de refino cresceu de 76% para 80%. Com o crescimento da produção interna, houve uma redução das importações, especialmente de gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP). As compras de óleo e derivados do exterior caíram 14,7% no terceiro trimestre, ante o trimestre anterior, para 332 mil barris/dia.

As vendas de derivados aumentaram 3,5% face ao trimestre anterior, para uma média de 1,785 milhão de barris/dia. O destaque foi o diesel, cujas vendas subiram 5,2%, impulsionadas pelo plantio da safra de grãos e pela atividade industrial.

As vendas de GLP subiram 3,2% na comparação com o segundo trimestre, principalmente pelas temperaturas médias mais baixas.

A Petrobras registrou, ainda, aumento de 32,2% na exportação de óleo e derivados, para 801 mil barris/dia, acompanhando o aumento da produção interna.

A estatal informou, ainda, que diante das novas exigências regulatórias mundiais para redução do teor de enxofre do bunker (combustível marítimo) de acordo com o IMO 2020, a companhia está aumentando a sua produção de bunker em 0,5%, ?capturando oportunidades de exportação e preparando o atendimento ao mercado?.

No segmento de gás e energia, a petroleira destacou o aumento de 124% da geração termelétrica, em relação ao trimestre anterior, refletindo as condições hidrológicas e os menores custos de gás natural.