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22
OUT
2019

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul inaugura laboratório onde será monitorado gás liquefeito de petróleo

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Fonte: www.zerouminforma.com.br

Por meio de um acordo de cooperação firmado com a Copagaz, empresa do grupo Zahran que atua no mercado de distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP), e a Superinspec, empresa que opera nas áreas de supervisão, vistoria e inspeção de produtos, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) irá monitorar o gás liquefeito de petróleo que será importado da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos e comercializado no estado e região Centro-Oeste. A atividade será realizada no Laboratório de Análise de GLP, inaugurado quarta-feira (16) nas dependências do Instituto de Química na Cidade Universitária.

“É uma satisfação muito grande estar aqui hoje com essa equipe inaugurando o Laboratório de Análise de GLP e firmando essa parceria com a Copagaz e Superinspec. O maior patrimônio da UFMS é seu capital intelectual, são nossos pesquisadores, professores, técnicos e alunos de diferentes áreas de conhecimento que se empenham em desenvolver pesquisas e tecnologia para melhorarmos o nosso País. As cooperações vêm para trazer benefícios para todos, com as empresas proporcionando equipamentos que muito vão colaborar com a formação dos recursos humanos e com a geração das pesquisas, e com nossos pesquisadores colaborando com a sociedade, entregando serviços e gerando conhecimentos que o Brasil precisa para se desenvolver de maneira sustentável. Agradeço a toda a equipe da nossa Universidade pelo empenho para que essa análise possa ser feita aqui e pela confiança que nos é depositada pela Copagaz, Superinspec e ANP”, afirmou o reitor Marcelo Turine.

Cézar Caram Issa, superintendente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), destacou que este foi o primeiro grande passo de muitos que virão em prol da sociedade brasileira. “Parabenizo a Copagaz pela iniciativa e a eficiência da UFMS no atendimento à demanda”, disse.

Ivan Fuerte, representando a YPFB, declarou que a comercialização do gás natural no Brasil é uma operação que a empresa buscava há bastante tempo. “Termos consolidado isso com o apoio das empresas, da ANP e da Universidade nos permite vislumbrar a diversificação e ampliação dos serviços, em benefício tanto da Bolívia quanto do Brasil”.

Caio Turqueto, presidente do grupo Zahran, lembrou que “nos últimos anos enfrentamos problemas e crises de abastecimento e a greve em 2018 disparou um alerta para a situação do Centro-Oeste enquanto região distante das bases de petróleo. Buscamos então a importação do gás liquefeito que surgiu como solução. Ficou a percepção de que quando enfrentamos momentos de crise devemos abrir o foco e buscar soluções alternativas. Creio que a partir dessa cooperação outros desdobramentos devem surgir para benefício da sociedade. Agradeço particularmente a Universidade pelo empenho e rapidez no desenvolvimento deste grande projeto”.

 

Pedro Alberto de Mattos da Superinspect reiterou a satisfação com a cooperação. “Montamos o laboratório em conjunto com a Universidade e estamos muito felizes em apresentar as novas técnicas e equipamentos que trouxemos para atender à Portaria da ANP e demais exigências para a comercialização do gás. Queremos mostrar a qualidade com que trabalhamos e temos certeza que vamos imprimir em conjunto nesse projeto”, comunicou.

O diretor do Instituto de Química, Lincoln Carlos de Oliveira manifestou também a alegria em participar do momento e declarou que a o Instituto está aberto a novas parcerias e cooperações, que são diversas as possibilidades de serviços e pesquisas a serem realizados no local. O coordenador do laboratório na Universidade, Carlos Eduardo Domingues Nazário, também celebrou o momento, “que é fruto de muito trabalho e dedicação de toda a equipe em prol da preparação do laboratório. Muito obrigado a todos os envolvidos”, finalizou.

Na solenidade, além da assinatura e descerramento da placa e da faixa de inauguração, o grupo Cavagna fez a demonstração de diversos equipamentos que funcionam com a utilização de gás.

Análise e certificação

O gás será trazido da Bolívia ao estado já com a certificação do governo boliviano. Ao chegar à Copagaz receberá a inserção de odor, para atender à norma de segurança da legislação brasileira. Após esse processo precisa passar por novas análises, que serão realizadas no Laboratório de Análise do GLP da UFMS. Os resultados serão então enviados à Superinspect, que irá certificar o produto, possibilitando a comercialização dentro dos parâmetros exigidos no Brasil.

 

 

 

Fonte: UFMS