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14
NOV
2017

Preço do GLP ‘asfixia’ setor têxtil da região

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Fonte: Indústria Têxtil e do Vestuário

Os constantes reajustes no preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) industrial e comercial – aquele vendido a granel ou em recipientes de mais de 13 kg – estão colocando em risco as operações de todo o setor têxtil da região e do país, reclamam empresários, que já vêm hoje o gasto com o gás superar o da energia elétrica, e clamam por apoio político para pressionar a Petrobras por reduções. De dezembro do ano passado até a semana passada, foram seis aumentos, que somados resultam em um valor 35,4% mais alto, já que houve no período duas reduções, que somam 9%.

O presidente do Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagem de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara e Sumaré), Dilézio Ciamarro, encabeça a briga do setor por reduções no preço do gás. Ele relatou que já pediu ajuda ao prefeito de Americana, Omar Najar (PMDB), e aos deputados estaduais e federais da região para ajudar na pressão. Essa, segundo ele, é a única alternativa.

“É um absurdo, porque a gente vem num período muito complicado de recuperação, e falar de aumentos em um momento que não estamos vendendo, e estamos retomando de um jeito muito tímido as vendas, vai na contramão. As empresas não estão conseguindo absorver isso. Está sobrando para as empresas pagarem a conta da Petrobras diante de tudo o que aconteceu”, afirmou o empresário. De acordo com Ciamarro, o gás é utilizado nas empresas têxteis no processo de tinturaria. “É um uso muito intenso do calor, em todos os processos. É o que usa a temperatura, então acaba encarecendo todo o produto, porque todos os tecidos passam, vai encarecer para a confecção, o consumidor final”, disse.

Segundo o diretor da empresa Têxtil GL, de Sumaré, Laerte Antonio Dell’Agnezze, a situação prejudica os empresários locais na competição com os produtos trazidos de fora do país.

Hoje, segundo ele, o gasto com GLP já corresponde a 20% do custo da produção, enquanto no ano passado isso ficava na casa dos 8%. “Muitas empresas estão tentando migrar para um sistema de geração de energia através de lenha, só que isso demanda alto investimento, e acabam não conseguindo. A situação pode colocar em risco o setor, mas não só o têxtil, mas a indústria toda, porque a concorrência externa, da Ásia, não esse tipo de problema”, afirmou.

Em nota, a Petrobras afirmou que não tem monopólio do fornecimento do GLP, e que os preços praticados pela estatal sofrem reajustes para buscar a paridade de preços internacionais.

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