{"id":18869,"date":"2020-06-04T09:11:24","date_gmt":"2020-06-04T12:11:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=18869"},"modified":"2020-06-04T09:11:24","modified_gmt":"2020-06-04T12:11:24","slug":"com-precos-altos-e-vendas-fracas-80-revendedoras-de-gas-fecham","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=18869","title":{"rendered":"Com pre\u00e7os altos e vendas fracas, 80 revendedoras de g\u00e1s fecham"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: Correio do Estado<\/strong><\/p>\n<p>A Petrobras anunciou o aumento de 5% no pre\u00e7o do g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP), g\u00e1s de cozinha, no fim do m\u00eas passado. Com o aumento e a redu\u00e7\u00e3o das vendas em 30%, conforme o Sindicato das Micro, Pequenas Empresas e Revendedores Aut\u00f4nomos de GLP, G\u00e1s Canalizado e Similares do Estado (Simpergasc-MS), mais de 80 revendedoras j\u00e1 fecharam as portas em Mato Grosso do Sul, em 2020.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Simpergasc, Vilson de Lima, o aumento na estatal \u00e9 ruim tanto para revendedores quanto para o consumidor. \u201cCobrar mais caro pelo botij\u00e3o de g\u00e1s num momento de crise economia como esse n\u00e3o nos parece sensato. G\u00e1s \u00e9 produto essencial na vida das pessoas, assim como \u00e1gua e luz. Os revendedores precisam repassar o aumento e isso causa impactos negativos diretos e imediatos no bolso do trabalhador\u201d, disse Lima.<\/p>\n<p>O representante das revendedoras ainda informou que mais de 80 revendedoras j\u00e1 fecharam as portas em Mato Grosso do Sul neste ano. \u201cCom o pre\u00e7o aumentando para n\u00f3s e somado a queda nas vendas, que \u00a0\u00e9 de em m\u00e9dia 30% para a maioria das revendas, tem muita gente que fechou as portas no Estado. S\u00e3o mais de 80 revendedoras \u00a0que fecharam\u201d, salientou Lima.<\/p>\n<p>O Presidente do Sindicato ressaltou ainda que apesar da flexibilidade que os revendedores tem para precificar e comercializar o produto, o aumento acaba afetando a todos e incorporar o aumento \u00e9 uma necessidade. Desde novembro de 2019, a Petrobras trabalha com um pre\u00e7o \u00fanico para o GLP no Brasil, sem diferenciar mais os segmentos residencial e industrial e comercial.<\/p>\n<p><strong>M\u00c9DIA DE PRE\u00c7OS<\/strong><\/p>\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio praticado nesta semana ficou entre R$ 65 e R$ 80, conforme pesquisa realizada pelo Correio do Estado com as revendedoras de Campo Grande. J\u00e1 o \u00faltimo levantamento de pre\u00e7os da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) aponta que o pre\u00e7o m\u00e9dio do g\u00e1s de cozinha em Mato Grosso do Sul, registrado entre os dias 24 e 30 de maio, foi de R$ 71,74.<\/p>\n<p>O menor valor encontrado no Estado foi de R$ 59,99 e o maior valor R$ 95, varia\u00e7\u00e3o de 58,35%. De acordo com o levantamento, \u00a0o pre\u00e7o m\u00e9dio se mant\u00e9m nas \u00faltimas quatro semanas. A m\u00e9dia registrada entre os dias 3 e 9 de maio foi de R$ 71,64, caiu para R$ 70,14 (entre 17 e 23 de maio) e aumentou novamente na semana passada.<\/p>\n<p>Entre os munic\u00edpios, o g\u00e1s de cozinha mais caro \u00e9 comercializado em Corumb\u00e1, o pre\u00e7o m\u00e9dio para o produto entre 24 e 30 de maio foi de R$ 95, conforme levantamento da ANP. Enquanto o menor valor m\u00e9dio \u00e9 praticado em Ponta Por\u00e3, onde o g\u00e1s custa R$ 69, variando entre R$ 68 e R$ 70<\/p>\n<p><strong>VENDAS<\/strong><\/p>\n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o do GLP teve um pico nas primeiras semanas de isolamento social, mas depois despencaram. Com o fim de algumas revendedoras, outros locais acabam incorporando mais clientes, de acordo com o presidente do Simpergasc. \u00c9 o caso do Deivison Silva, que viu as vendas dobrarem no per\u00edodo de pandemia. \u201cN\u00e3o tenho o que reclamar, a gente tem \u00a0tido aumento nas vendas. \u00a0Vendiamos em m\u00e9dia de 20 a 30 botij\u00f5es \u00a0e estamos vendendo mais de 60 agora\u201d, disse.<\/p>\n<p>Alguns consumidores j\u00e1 perceberam o aumento nos pre\u00e7os do botij\u00e3o de 13 kg nos \u00faltimos meses. A aposentada Maria Aparecida Pinheiro, 62, afirma que compra sempre no mesmo local e viu o pre\u00e7o aumentar 10% entre mar\u00e7o e maio. \u201cEm mar\u00e7o eu comprei por R$ 61, isso indo buscar no local de revenda. Em maio j\u00e1 paguei R$ 67 no mesmo local e indo buscar\u201d, contextualizou.<\/p>\n<p><strong>DISTRIBUIDORAS \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O pre\u00e7o de venda \u00e0s distribuidoras n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico determinante do pre\u00e7o final ao consumidor, de acordo com o Simpergasc. A lei brasileira garante liberdade de pre\u00e7os no mercado de combust\u00edveis e derivados, as revis\u00f5es feitas pela Petrobras podem ou n\u00e3o se refletir no pre\u00e7o final, que incorpora tributos e repasses dos demais agentes do setor de comercializa\u00e7\u00e3o, como distribuidores e revendedores.<\/p>\n<p>Conforme o levantamento mais recente da ANP, o valor m\u00e9dio repassado pelas distribuidoras em Mato Grosso do Sul, \u00e9 de R$ 53,86. Com o valor \u00a0m\u00ednimo de R$ 49,96 e o maior patamar chegando a \u00a0R$ 64,22. Os dados s\u00e3o referentes a semana passada, entre 24 e 30 de maio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Correio do Estado A Petrobras anunciou o aumento de 5% no pre\u00e7o do g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP), g\u00e1s de cozinha, no fim do m\u00eas passado. 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