{"id":19039,"date":"2020-06-17T11:03:53","date_gmt":"2020-06-17T14:03:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=19039"},"modified":"2020-06-17T11:03:53","modified_gmt":"2020-06-17T14:03:53","slug":"4-acoes-sociais-que-empresas-podem-adotar-na-pandemia-da-covid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=19039","title":{"rendered":"4 a\u00e7\u00f5es sociais que empresas podem adotar na pandemia da covid"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: Circuito Mato Grosso<\/strong><\/p>\n<p>A pandemia do novo coronav\u00edrus escancarou ainda mais o abismo da desigualdade social no Brasil. Com a economia do pa\u00eds em crise, o desemprego em alta e a doen\u00e7a em forte expans\u00e3o, as consequ\u00eancias desse per\u00edodo para as classes mais vulner\u00e1veis ainda s\u00e3o inimagin\u00e1veis.<\/p>\n<p>Para atravessar esse momento, algumas empresas adotaram a\u00e7\u00f5es de responsabilidade social envolvendo diversas necessidades da popula\u00e7\u00e3o, como alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e viol\u00eancia dom\u00e9stica. A seguir a EXAME compilou quatro iniciativas tomadas durante a pandemia para inspirar outros neg\u00f3cios a fazer o mesmo:<\/p>\n<p>Alimenta\u00e7\u00e3o para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua<\/p>\n<p>A Unilever fechou uma parceria com a Coca-Cola Brasil, a\u00a0<span class=\"marcado bold\" data-title=\"\"><span><b>Copagaz<\/b><\/span><\/span>\u00a0e o IFood para distribuir comida \u00e0 popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o, chamada de \u201cTodos \u00e0 Mesa\u201d, possibilita que o consumidor compre uma marmita a partir de 9 reais no Eats for You, Ame Digital ou IFood e a empresa dobre o valor para que sejam produzidas duas refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim, al\u00e9m de conseguir alimentar o maior n\u00famero de pessoas, a iniciativa tamb\u00e9m aumenta o faturamento dos pequenos restaurantes. \u00c9 poss\u00edvel acessar mais informa\u00e7\u00f5es no site do \u201cTodos \u00e0 Mesa\u201d.<\/p>\n<p>Bot\u00e3o contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/p>\n<p>Por conta das restri\u00e7\u00f5es de deslocamento, os casos de viol\u00eancia contra a mulher aumentaram durante a pandemia. Segundo um relat\u00f3rio do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, s\u00f3 em S\u00e3o Paulo os atendimentos da Pol\u00edcia Militar a mulheres que foram v\u00edtimas de viol\u00eancia subiram 44,9% em mar\u00e7o deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo no ano passado.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, duas empresas decidiram criar um bot\u00e3o para denunciar a viol\u00eancia dom\u00e9stica: Rappi e Magazine Luiza. Essa \u00e9 uma alternativa para empresas que t\u00eam aplicativos.<\/p>\n<p>No caso do app de delivery, o bot\u00e3o consiste de socorro chamado \u201cS.O.S Justiceiras\u201d leva a v\u00edtima a entrar em contato com profissionais das \u00e1reas jur\u00eddica, psicol\u00f3gica, sa\u00fade e assist\u00eancia social.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Magalu tem a fun\u00e7\u00e3o desde 2019, mas a empresa decidiu divulgar com mais intensidade durante a pandemia, para refor\u00e7ar a possibilidade de uso desse canal pelas v\u00edtimas. Neste caso, a den\u00fancia vai direto para o canal 180, do governo federal.<\/p>\n<p>Em entrevista recente, Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza disse que houve aumento de quase 400% no uso do recurso do aplicativo em maio.<\/p>\n<p>Doa\u00e7\u00e3o para o setor de sa\u00fade<\/p>\n<p>Diversas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil lan\u00e7aram iniciativas arrecadar recursos financeiros para as institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade que est\u00e3o na linha de frente do combate \u00e0 covid-19.<\/p>\n<p>Todas as empresas podem fazer doa\u00e7\u00f5es, como foi o caso da Fundaci\u00f3n MAPFRE, que faz parte do grupo espanhol de seguros, e anunciou a doa\u00e7\u00e3o de 3 milh\u00f5es de euros, equivalente a cerca de 16 milh\u00f5es de reais, para o combate \u00e0 pandemia. O recurso tem sido destinado para iniciativas governamentais e entidades de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Apoiar ONGs que atuam nas periferias<\/p>\n<p>Empresas tamb\u00e9m podem decidir apoiar organiza\u00e7\u00f5es que atuam nas periferias, n\u00e3o s\u00f3 durante a pandemia. A ONG Gerando Falc\u00f5es, por exemplo, \u00e9 composta por um time de investidores bilion\u00e1rios, como Jorge Paulo Lemann, um dos homens mais ricos do Brasil.<\/p>\n<p>EXAME j\u00e1 contou a trajet\u00f3ria da iniciativa, criada e desenvolvida pelo empres\u00e1rio social Edu Lyra, na reportagem \u201cOs falc\u00f5es da periferia\u201d. Agora, durante a pandemia, a ONG fez uma verdadeira opera\u00e7\u00e3o de guerra para proteger a popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel aos efeitos da covid-19 chamada \u201cCorona no Pared\u00e3o \u2014 Fome N\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para colocar o projeto em pr\u00e1tica, as empresas de cart\u00e3o-alimenta\u00e7\u00e3o Alelo e Ticket se juntaram, doando 50 mil unidades para serem distribu\u00eddas \u00e0s fam\u00edlias das periferias. Mais informa\u00e7\u00f5es para fazer parte da iniciativa no site do projeto.<\/p>\n<p>Outras ONGs como o Voz das Comunidades e a Observat\u00f3rio de Favelas tamb\u00e9m recebem doa\u00e7\u00f5es e est\u00e3o atuando durante a pandemia, principalmente para distribui\u00e7\u00e3o de kits de higiene e cestas de alimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Circuito Mato Grosso A pandemia do novo coronav\u00edrus escancarou ainda mais o abismo da desigualdade social no Brasil. 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