{"id":21073,"date":"2020-09-08T08:59:33","date_gmt":"2020-09-08T11:59:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/novosite\/?p=19813"},"modified":"2020-11-23T17:17:38","modified_gmt":"2020-11-23T20:17:38","slug":"prepare-o-bolso-preco-do-arroz-feijao-e-da-carne-vai-continuar-subindo-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=21073","title":{"rendered":"PREPARE O BOLSO: PRE\u00c7O DO ARROZ, FEIJ\u00c3O E DA CARNE VAI CONTINUAR SUBINDO NO PARAN\u00c1"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: RIC MAIS<\/strong><\/p>\n<p>Com\u00a0<strong>a forte demanda da China por\u00a0alimentos<\/strong>, a consolida\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio no\u00a0<strong>patamar de R$ 5,30 est\u00e1 pressionando os pre\u00e7os dos\u00a0alimentos\u00a0para os brasileiros<\/strong>. Isso j\u00e1 faz os economistas revisarem para cima as proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o do ano e provoca uma queda de bra\u00e7o entre supermercados e fornecedores para tentar frear os repasses, num momento em que o consumo est\u00e1 fraco.<\/p>\n<p>\u201cA minha expectativa era de que a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor ficasse at\u00e9 abaixo de 2%. Agora estou revendo para 2,3%, estou chegando no piso da meta\u201d, diz o economista\u00a0<strong>Andr\u00e9 Braz, coordenador do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas<\/strong>.<\/p>\n<p>O <strong>economista Fabio Silveira, s\u00f3cio da MacroSector<\/strong>, que antes projetava infla\u00e7\u00e3o do ano em 2,7%, est\u00e1 revendo para 3,3% por\u00a0<strong>causa da alta da comida<\/strong>. Braz observa que os pre\u00e7os dos\u00a0alimentos\u00a0no atacado subiram 15,02% em 12 meses at\u00e9 agosto. Os\u00a0alimentos\u00a0no varejo no mesmo per\u00edodo aumentaram 8,5%, um pouco mais da metade. \u201cAlimento foi o grupo que mais subiu no varejo.\u201d<\/p>\n<h2>Alta dos alimentos<\/h2>\n<p>Essa\u00a0<strong>alta vem sendo sentida pelos supermercados<\/strong>\u00a0que nesta semana enviaram comunicado para\u00a0<strong>Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), denunciando os reajustes de pre\u00e7os de arroz, feij\u00e3o, leite, carne e \u00f3leo de soja<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo a<strong>\u00a0Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados, a alta tem sido generalizada e repassada pelas ind\u00fastrias e fornecedores<\/strong>. \u201cA partir do final de agosto, come\u00e7amos a perceber uma eleva\u00e7\u00e3o muito grande nas tabelas, na faixa de 20% para \u00f3leo de soja e arroz\u201d, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Supermercados (Apas), Ronaldo dos Santos. Ele conta que o setor tamb\u00e9m procurou o Minist\u00e9rio da Agricultura para tentar retirar tarifas de importa\u00e7\u00e3o, especialmente do arroz, de 8%. Mas a decis\u00e3o do minist\u00e9rio, segundo Santos, foi n\u00e3o mexer, por enquanto na al\u00edquota.<\/p>\n<p>Santos diz que no momento n\u00e3o v\u00ea risco de desabastecimento e que o setor recorreu ao governo porque n\u00e3o quer ser responsabilizado pelas altas de pre\u00e7os. \u201cCompramos e repassamos.\u201d<\/p>\n<h3>Comida vai continuar subindo<\/h3>\n<p>Na queda de bra\u00e7o entre supermercados e fornecedores, a\u00a0<strong>Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Supermercados (APAS)\u00a0<\/strong>disse nesta sexta-feira (4), que tem orientado os associados a comprarem apenas o necess\u00e1rio. \u201cA Apas reitera que tem recomendado aos supermercados associados que continuem negociando com seus fornecedores e comprem somente a quantidade necess\u00e1ria para a reposi\u00e7\u00e3o\u201d, diz em comunicado.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o afirma ainda que orienta que sejam oferecidos aos consumidores \u201cop\u00e7\u00f5es de substitui\u00e7\u00e3o aos produtos mais impactados por esses aumentos provenientes dos fornecedores de\u00a0alimentos, que s\u00e3o provenientes de vari\u00e1veis mercadol\u00f3gicas como maior exporta\u00e7\u00e3o, c\u00e2mbio e quebra de produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A entidade ressalta que sua preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em conseguir cumprir com sua miss\u00e3o de abastecer a sociedade, conforme previsto no Decreto Federal 9.127\/17, que reconhece a atividade supermercadista como essencial para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Abia (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Alimentos) diz tamb\u00e9m e que, por se tratar de vari\u00e1vel concorrencial, os pre\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o discutidos no \u00e2mbito da associa\u00e7\u00e3o, mas sim individualmente entre empresas e as cadeias varejistas.<\/p>\n<p>Ainda assim, a entidade cita dados mundiais para dizer que a alta de pre\u00e7os de\u00a0alimentos\u00a0b\u00e1sicos \u00e9 um fen\u00f4meno mundial. \u201cConforme relat\u00f3rio publicado ontem pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), o \u00cdndice de Pre\u00e7os de\u00a0Alimentos\u00a0da FAO atingiu a m\u00e9dia de 96,1 pontos, revelando que a alta nos custos dos\u00a0alimentos\u00a0que comp\u00f5em a cesta b\u00e1sica \u00e9 um fen\u00f4meno que se constata em todo o mundo\u201d, diz a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil, a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial de mais de 30% pressiona os custos de produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. \u00c9 importante ressaltar que o aumento provocado pela alta do d\u00f3lar n\u00e3o \u00e9 linear para o setor de\u00a0alimentos\u00a0e bebidas, pois atinge de modo diferente cada cadeia de produ\u00e7\u00e3o\u201d, complementa a Abia.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o diz ainda que n\u00e3o h\u00e1 risco de desabastecimento no mercado interno. \u201cAs ind\u00fastrias de\u00a0alimentos\u00a0t\u00eam trabalhado, sem parar, desde o in\u00edcio da pandemia para que n\u00e3o falte alimento na mesa do consumidor brasileiro. A alta de pre\u00e7os, infelizmente, tem afetado em maior intensidade a cota\u00e7\u00e3o de algumas mat\u00e9rias-primas agr\u00edcolas, devido aos movimentos mundiais de oferta e demanda\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: RIC MAIS Com\u00a0a forte demanda da China por\u00a0alimentos, a consolida\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio no\u00a0patamar de R$ 5,30 est\u00e1 pressionando os pre\u00e7os dos\u00a0alimentos\u00a0para os brasileiros. 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