{"id":23077,"date":"2021-09-20T11:15:01","date_gmt":"2021-09-20T14:15:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/novosite\/?p=23077"},"modified":"2022-07-15T12:00:24","modified_gmt":"2022-07-15T15:00:24","slug":"escalada-no-preco-do-gas-leva-juiz-foranos-a-buscarem-outras-opcoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=23077","title":{"rendered":"Escalada no pre\u00e7o do g\u00e1s leva juiz-foranos a buscarem outras op\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/tribunademinas.com.br\/noticias\/defesa-consumidor\/19-09-2021\/escalada-no-preco-do-gas-de-cozinha-leva-juiz-foranos-a-buscarem-outras-opcoes.html\">Tribuna de Minas \/ Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n<p data-fetch=\"true\">Cozinhar as refei\u00e7\u00f5es em casa tem sido mais dif\u00edcil para os brasileiros e n\u00e3o apenas pelo pre\u00e7o dos alimentos. O valor cobrado pelo GLP, o g\u00e1s de cozinha, tamb\u00e9m disparou no pa\u00eds, impactando significativamente a renda de diversas fam\u00edlias. De acordo com a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), entre janeiro e setembro deste ano, o pre\u00e7o m\u00e9dio do botij\u00e3o de 13 kg, em Juiz de Fora, aumentou cerca de 27%. No in\u00edcio do ano, o consumidor pagava, em m\u00e9dia, R$ 73,75, hoje o produto custa R$ 93,58, com pre\u00e7o m\u00e1ximo podendo chegar a R$ 110.<\/p>\n<p data-fetch=\"true\">Esse cen\u00e1rio de constante aumento levou muitos brasileiros a procurarem alternativas. Maria Aparecida de Souza, moradora do Bairro Santa Cruz, passou a cozinhar, h\u00e1 mais de um m\u00eas, com fog\u00e3o \u00e0 lenha. O aumento no pre\u00e7o do g\u00e1s foi o fator principal para essa mudan\u00e7a, j\u00e1 que sua renda n\u00e3o \u00e9 suficiente para cobrir mais esse gasto. \u201cOu voc\u00ea compra o g\u00e1s ou voc\u00ea come, porque est\u00e1 tudo caro. Agora d\u00e1 para cozinhar feij\u00e3o, fazer um arroz, um caf\u00e9. Mas o g\u00e1s faz falta, n\u00e3o \u00e9 todo dia que a gente tem tempo de usar a lenha.\u201d<\/p>\n<p data-fetch=\"true\">Para acender o fog\u00e3o, Maria Aparecida precisa buscar gravetos em uma mata perto de casa. Al\u00e9m disso, a fuma\u00e7a que vem do processo de queima da madeira se espalha por toda a resid\u00eancia, tornando-se prejudicial \u00e0 sa\u00fade. \u201cSe eu tivesse mais recurso eu voltaria pro g\u00e1s, mas precisaria que abaixasse mais.\u201d<\/p>\n<p data-fetch=\"true\"><strong>Entenda o pre\u00e7o do g\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>O pre\u00e7o do botij\u00e3o de g\u00e1s no Brasil \u00e9 formado por quatro componentes: o valor de custo pago \u00e0 Petrobras (48,4%), os impostos (15,1%), e o valor pago \u00e0s revendas e distribuidoras (36,5%). O aumento de mais de 30% no pre\u00e7o do GLP no \u00faltimo ano no pa\u00eds foi causado, basicamente, por dois fatores: o salto de R$ 27,51 para R$ 46,96 no pre\u00e7o de custo cobrado pela Petrobras e o aumento de quase 30% no valor destinado \u00e0s revendas.<\/p>\n<p data-fetch=\"true\">Em entrevista \u00e0 Tribuna, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (Sindig\u00e1s), S\u00e9rgio Bandeira, explicou que o pre\u00e7o do GLP \u00e9 livre e a varia\u00e7\u00e3o ocorre principalmente pela mudan\u00e7a nos valores praticados pelas distribuidoras e revendas. \u201cVoc\u00ea vai encontrar no mesmo bairro, na mesma cidade, diferen\u00e7as entre R$ 5 e R$ 15 de um botij\u00e3o para o outro. O consumidor, no mercado de g\u00e1s, tem total liberdade de escolha. Ele tem um papel importante nas press\u00f5es competitivas desse setor. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que, a cada compra, o cliente escolha o revendedor que vai conseguir atend\u00ea-lo melhor e tamb\u00e9m considere a quest\u00e3o de custo.\u201d<\/p>\n<p data-fetch=\"true\"><strong>Como economizar<\/strong><\/p>\n<p>Para diminuir o impacto dos aumentos \u00e9 importante que o consumidor, diariamente, crie uma rotina de economia. O coordenador do MBA em Gest\u00e3o Financeira da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, orienta que as fam\u00edlias fa\u00e7am um acompanhamento do quanto de g\u00e1s est\u00e3o gastando para preparar os alimentos. Esse controle deve conter informa\u00e7\u00f5es a respeito de qual comida foi cozinhada, quanto tempo levou e qual era a pot\u00eancia do fogo utilizada. \u201cTendo esse levantamento, voc\u00ea consegue focar em fazer as comidas que t\u00eam um gasto menor, fazendo diferen\u00e7a no final do m\u00eas. Fazendo esse acompanhamento, bem simples, voc\u00ea faz com que o botij\u00e3o dure mais dois, tr\u00eas e at\u00e9 cinco dias. E se ele durar mais cinco dias por m\u00eas, em 12 meses voc\u00ea ganhou dois meses de economia.\u201d<\/p>\n<p>Outras dicas simples tamb\u00e9m podem contribuir para uma maior economia, como cozinhar com a panela fechada para que a concentra\u00e7\u00e3o de energia consuma menos g\u00e1s, utilizar panela de press\u00e3o sempre que necess\u00e1rio, j\u00e1 que ela acelera o cozimento, e deixar os alimentos de molho, como arroz, ervilhas, feij\u00e3o e gr\u00e3o de bico, para diminuir o tempo na panela. Outra orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 otimizar o uso do forno, fazendo preparo de alimentos em sequ\u00eancia, al\u00e9m de optar por cobrir a comida com alum\u00ednio para concentrar o calor. \u00c9 preciso tamb\u00e9m checar, constantemente, se a chama do fog\u00e3o est\u00e1 azul para evitar o gasto excessivo e manter sempre as bocas do fog\u00e3o limpas.<\/p>\n<div class=\"ad-single-container\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1499108616825-0\" data-google-query-id=\"CPO4woDcjfMCFQcDuQYdlD4GuQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/169755497\/noticias_centro_rasgado_desk_0__container__\"><strong>Energia el\u00e9trica x g\u00e1s de cozinha<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p data-fetch=\"true\">Apostar na eletricidade pode parecer uma boa alternativa para minimizar os efeitos da disparada do g\u00e1s. Entretanto, uma compara\u00e7\u00e3o feita pelo Sindig\u00e1s, com dados de Juiz de Fora, mostra que, em duas situa\u00e7\u00f5es cotidianas analisadas, consumir eletricidade sai mais caro.<\/p>\n<p><strong>Primeira situa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Uma receita de bolo, que dura em m\u00e9dia trinta minutos no forno, feita com um equipamento a g\u00e1s, custa ao consumidor R$ 0,41. J\u00e1 se o forno el\u00e9trico for utilizado para assar o bolo pela mesma quantidade de tempo, o gasto ser\u00e1 duas vezes maior, somando R$ 0,84.<\/p>\n<p><strong>Segunda situa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Uma receita de arroz de forno gasta, em m\u00e9dia, R$ 0,31 em um forno \u00e0 g\u00e1s, enquanto no forno el\u00e9trico a despesa \u00e9 de R$ 0,63, mais que o dobro.<\/p>\n<p><strong>Pre\u00e7os maiores que a m\u00e9dia nacional<\/strong><\/p>\n<p>Segundo pesquisa realizada pelo Procon, na primeira semana do m\u00eas de setembro, foram identificados cem dep\u00f3sitos de GLP em Juiz de Fora. O menor pre\u00e7o de venda, com retirada no local, foi de R$ 80 em um dep\u00f3sito localizado no Bairro S\u00e3o Pedro. O maior pre\u00e7o de venda do mesmo produto foi de R$105, em dep\u00f3sitos dos bairros Bandeirantes e Santa Cruz. A pesquisa aponta que, comparando os pre\u00e7os de Juiz de Fora com os dados da pesquisa da ANP, \u00e9 poss\u00edvel verificar que, na cidade, os valores praticados est\u00e3o maiores que as m\u00e9dias nacional e estadual.<\/p>\n<p>O Procon n\u00e3o identificou a pr\u00e1tica de pre\u00e7os abusivos nos dep\u00f3sitos que fizeram parte da amostragem, mas, caso o consumidor identifique algum dep\u00f3sito cobrando valor muito acima dos apresentados na pesquisa, \u00e9 importante fazer a den\u00fancia ao \u00f3rg\u00e3o. O C\u00f3digo de Defesa do Consumidor prev\u00ea que o fornecedor poder\u00e1 sofrer san\u00e7\u00f5es em caso de elevar os valores sem justa causa.<\/p>\n<p><strong>Cuidados na hora de comprar o produto<\/strong><\/p>\n<p data-fetch=\"true\">Al\u00e9m do pre\u00e7o, na hora de comprar o produto \u00e9 importante ficar de olho tamb\u00e9m na certifica\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o correr o risco de adquirir produto ilegal. A supervisora de Estudos e Pesquisas do Procon-JF, Gisele Zaquini, orienta o consumidor a sempre comprar g\u00e1s de revendedores autorizados. \u201cPara isto, \u00e9 necess\u00e1rio ficar atento ao botij\u00e3o de g\u00e1s, que deve ter o logotipo das distribuidoras. No caso da venda em domic\u00edlio \u00e9 importante verificar se o ve\u00edculo do transporte do g\u00e1s tem a identifica\u00e7\u00e3o e o n\u00famero do telefone da distribuidora. Tamb\u00e9m cabe observar se o entregador usa uniforme. \u00c9 preciso observar ainda se o botij\u00e3o est\u00e1 lacrado, se tem a marca do fabricante em alto relevo, o r\u00f3tulo com instru\u00e7\u00f5es de uso e se n\u00e3o apresenta amassados ou ferrugem.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Tribuna de Minas \/ Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o Cozinhar as refei\u00e7\u00f5es em casa tem sido mais dif\u00edcil para os brasileiros e n\u00e3o apenas pelo pre\u00e7o dos alimentos. O valor cobrado pelo GLP, o g\u00e1s de cozinha, tamb\u00e9m disparou no pa\u00eds, impactando significativamente a renda de diversas fam\u00edlias. 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