{"id":23553,"date":"2021-02-03T10:26:19","date_gmt":"2021-02-03T13:26:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/novosite\/?p=21255"},"modified":"2022-07-14T17:58:01","modified_gmt":"2022-07-14T20:58:01","slug":"gasolina-ja-subiu-13-nas-refinarias-em-2021-e-deve-ficar-ainda-mais-cara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=23553","title":{"rendered":"Gasolina j\u00e1 subiu 13% nas refinarias em 2021 e deve ficar ainda mais cara"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: \u00c9poca<\/strong><\/p>\n<p>Ainda \u00e9 fevereiro, mas a Petrobras j\u00e1 anunciou dois aumentos para a gasolina e um para o diesel em 2021. Com um reajuste de 7,6% anunciado em 8 de janeiro e outro de 5% no dia 26 do mesmo m\u00eas, a gasolina j\u00e1 acumula cerca de 13% de alta nas refinarias neste ano. J\u00e1 o diesel, piv\u00f4 do descontentamento dos caminhoneiros que levou a paralisa\u00e7\u00f5es isoladas nos \u00faltimos dias pelo pa\u00eds, foi reajustado em 4,4%.<\/p>\n<p>E os analistas s\u00e3o un\u00e2nimes: deve vir mais alta de pre\u00e7os dos combust\u00edveis por a\u00ed, j\u00e1 que os valores praticados pela Petrobras no mercado interno seguem abaixo do mercado internacional, que serve de refer\u00eancia para os reajustes da estatal.<\/p>\n<p>O aumento esperado dos pre\u00e7os reflete a expectativa de valoriza\u00e7\u00e3o do barril do petr\u00f3leo, diante da previs\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o da oferta restrita pela Opep (Organiza\u00e7\u00e3o de Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo) e R\u00fassia; aliada ao crescimento projetado da economia mundial, com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19; e \u00e0 incerteza com rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio, diante do desequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas nacionais.<\/p>\n<p><strong>Gasolina, diesel e o bolso do consumidor<\/strong><\/p>\n<p>Para o consumidor final, a expectativa dos analistas \u00e9 de uma alta entre 8% e 10% do pre\u00e7o da gasolina neste ano e um pouco menos do que isso para o diesel, devido \u00e0 sensibilidade pol\u00edtica do reajuste desse combust\u00edvel desde a greve nacional dos caminhoneiros de 2018.<\/p>\n<p>A gasolina pesa no bolso do consumidor de classe m\u00e9dia que tem carro e dos trabalhadores que dependem de ve\u00edculos automotores para seu sustento, como motoristas de aplicativos e entregadores.<\/p>\n<p>J\u00e1 o diesel tem peso direto menor no IPCA (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo), \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, mas um impacto indireto muito maior, pesando no frete de todos os produtos transportados por rodovias e em alguns custos industriais.<\/p>\n<p>Assim, embora a estimativa dos analistas seja de uma infla\u00e7\u00e3o em 2021 abaixo da meta (de 3,53%, segundo o boletim Focus do Banco Central mais recente, contra meta de 3,75% para 2021), a alta do pre\u00e7o dos combust\u00edveis, somada \u00e0 carestia dos alimentos e \u00e0 expectativa de um IPCA acumulado em 12 meses que pode superar os 6% em maio devem contribuir para o mal-estar da popula\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 din\u00e2mica de pre\u00e7os esse ano.<\/p>\n<p>&#8220;A sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica \u00e9 muito ruim. N\u00e3o d\u00e1 para dizer outra coisa porque alimenta\u00e7\u00e3o pesa bastante e combust\u00edveis tamb\u00e9m&#8221;, diz F\u00e1bio Rom\u00e3o, analista de infla\u00e7\u00e3o na LCA Consultores.<\/p>\n<p><strong>A tal paridade internacional<\/strong><\/p>\n<p>A Petrobras adotou em 2016 o chamado PPI (Pre\u00e7o de Paridade Internacional), uma resposta \u00e0 pol\u00edtica de controle de pre\u00e7os dos combust\u00edveis que vigorou durante o governo Dilma Rousseff (PT), que deteriorou a contabilidade da empresa, como parte de uma estrat\u00e9gia para controlar a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando foi estabelecida a nova pol\u00edtica de pre\u00e7os, eles chegaram a variar quase que diariamente, seguindo a flutua\u00e7\u00e3o do mercado internacional. Em setembro de 2018, \u00e0s v\u00e9speras da elei\u00e7\u00e3o daquele ano, esses reajustes passaram a ser quinzenais. E, em meados de 2019, deixaram de ter prazo fixo, passando a depender da avalia\u00e7\u00e3o da companhia sobre as condi\u00e7\u00f5es de mercado e o ambiente externo.<\/p>\n<p>A f\u00f3rmula usada pela Petrobras para calcular a rela\u00e7\u00e3o entre os pre\u00e7os praticados pela empresa no Brasil e o mercado internacional n\u00e3o \u00e9 conhecida. Por conta disso, cada consultoria chega a um resultado diferente, com base em par\u00e2metros como o pre\u00e7o da gasolina no Golfo do M\u00e9xico, nos Estados Unidos, cota\u00e7\u00f5es em Bolsa e outros.<\/p>\n<p>A Ativa Investimentos, por exemplo, calcula que a gasolina pode ter ainda um reajuste potencial de 9%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) estima que a defasagem est\u00e1 em R$ 0,28 para o diesel e R$ 0,30 para a gasolina, equivalentes a cerca de 12% e 13% de diferen\u00e7a, respectivamente.<\/p>\n<p>A consultoria StoneX, por sua vez, calcula que o diesel pode ser reajustado ainda em at\u00e9 R$ 0,22 e a gasolina, em R$ 0,11.<\/p>\n<p>Independentemente do valor exato, o que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o consensual entre os analistas de que os pre\u00e7os internos est\u00e3o defasados e, por isso, o caminho esperado \u00e9 de mais reajustes de valores para cima.<\/p>\n<p><strong>Petr\u00f3leo e c\u00e2mbio ditam a tend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A gasolina, como um derivado do petr\u00f3leo, tem alta correla\u00e7\u00e3o com o pre\u00e7o do barril de \u00f3leo&#8221;, explica \u00c9tore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos. &#8220;Recentemente, assistimos ao pre\u00e7o do petr\u00f3leo subir, depois da reuni\u00e3o da Opep e das perspectivas de crescimento global, que ganharam \u00edmpeto&#8221;.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo de tipo Brent, refer\u00eancia da Europa, \u00e9 negociado em torno de US$ 56 por barril, enquanto o WTI, dos EUA, est\u00e1 em US$ 53 por barril, comparado a valores pr\u00f3ximos a US$ 51 e US$ 49, respectivamente, ao final de 2020.<\/p>\n<p>&#8220;Houve um avan\u00e7o do pre\u00e7o internacional da commodity, um primeiro aspecto que justifica a Petrobras reajustar seus pre\u00e7os dom\u00e9sticos para cima&#8221;, diz Sanchez.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, temos um c\u00e2mbio brasileiro que n\u00e3o cede, com o d\u00f3lar pr\u00f3ximo a R$ 5,40, um avan\u00e7o significativo em rela\u00e7\u00e3o ao come\u00e7o do ano, quando estava ao redor de R$ 5,20. Isso tamb\u00e9m contribui para que a defasagem de pre\u00e7os avance.&#8221;<\/p>\n<p>Adriano Pires, diretor do CBIE, tem avalia\u00e7\u00e3o semelhante. &#8220;O pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo subiu muito nos \u00faltimos meses. Apesar de em abril e maio [de 2020] ele ter chegado abaixo de US$ 20, a partir de junho o barril voltou a subir, com a abertura das economias no hemisf\u00e9rio Norte e a restri\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o provocada pela Opep+, que \u00e9 a Opep mais a R\u00fassia&#8221;, diz Pires.<\/p>\n<p>&#8220;Para se ter uma ideia, de julho at\u00e9 dezembro de 2020, o barril subiu quase 40%. No caso brasileiro, al\u00e9m da press\u00e3o do pre\u00e7o do barril, tamb\u00e9m teve a press\u00e3o do c\u00e2mbio&#8221;, destaca o diretor do CBIE.<\/p>\n<p>&#8220;Isso fez com que a Petrobras, apesar de ter continuado a seguir a tend\u00eancia de pre\u00e7o internacional, n\u00e3o conseguisse acompanhar em termos absolutos. Ent\u00e3o a defasagem existe, apesar de ela ter feito aumentos nos pre\u00e7os da gasolina, do diesel e do botij\u00e3o de g\u00e1s nos \u00faltimos meses.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Importadores reclamam da disparidade<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de nenhum consumidor ter pressa para que essa defasagem seja corrigida, existe um grupo de empres\u00e1rios que est\u00e1 ansioso para que isso aconte\u00e7a: os importadores de combust\u00edveis.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Importadores de Combust\u00edveis (Abicom) tem feito, pelo menos desde novembro, cr\u00edticas \u00e0 disparidade de pre\u00e7os, que inibe a atividade importadora.<\/p>\n<p>&#8220;Caso n\u00e3o haja ader\u00eancia dos custos no mercado dom\u00e9stico, o Brasil estar\u00e1 sinalizando que ser\u00e1 mantida a retra\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os para conten\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, e essa artificialidade \u00e9 um desest\u00edmulo para os investidores que pretendem desenvolver neg\u00f3cios em nosso pa\u00eds&#8221;, escreveu a entidade em nota publicada em 25 de janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;A paridade \u00e9 o pre\u00e7o que justifica algum agente privado trazer combust\u00edvel para o Brasil, porque, se n\u00e3o, voc\u00ea vai comprar mais caro e vender mais barato&#8221;, explica Thadeu Silva, consultor de petr\u00f3leo e g\u00e1s da StoneX.<\/p>\n<p>&#8220;Olhando as licen\u00e7as de importa\u00e7\u00e3o de dezembro, que s\u00e3o os dados oficiais mais recentes disponibilizados pela ANP [Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis], vemos que v\u00e1rios agentes privados j\u00e1 pararam de importar. Ainda n\u00e3o temos dados de janeiro, mas o m\u00eas deve trazer mais gente parando de trazer produto.&#8221;<\/p>\n<p>Procurada, a Petrobras informou que &#8220;reitera compromisso com a pr\u00e1tica de pre\u00e7os competitivos e em equil\u00edbrio com os mercados internacionais&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os reajustes seguem sendo realizados sem periodicidade definida, de forma que a volatilidade das cota\u00e7\u00f5es internacionais e da taxa de c\u00e2mbio podem n\u00e3o ser repassadas imediatamente para o mercado interno&#8221;. disse a empresa.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cr\u00edtica dos importadores, a Petrobras afirmou que os custos efetivos de importa\u00e7\u00e3o variam de agente para agente.<\/p>\n<p>&#8220;Por esse motivo, a cr\u00edtica dos importadores deve ser vista com cautela, ao pretender um aumento de pre\u00e7os que &#8216;proteja&#8217; a atua\u00e7\u00e3o de agentes menos eficientes, cujo efeito pr\u00e1tico se traduziria em maiores pre\u00e7os ao consumidor.&#8221;<\/p>\n<p>O percentual de reajuste da gasolina e do diesel nas refinarias n\u00e3o chega integralmente ao consumidor. Isso porque o pre\u00e7o ao consumidor \u00e9 formado pelo valor nas refinarias, pelos impostos federais Cide e Pis\/Cofins, o estadual ICMS e pelas margens de lucro da distribuidora e da revenda.<\/p>\n<p>Assim, um mesmo reajuste de R$ 0,10, por exemplo, representa um percentual maior de varia\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o da refinaria, que \u00e9 mais baixo, do que no pre\u00e7o na bomba, que \u00e9 mais alto devido a todos esses itens adicionais.<\/p>\n<p>A consultoria Triad Research, que coleta dados em postos de revenda de combust\u00edveis, estima que a gasolina comum fechou janeiro a um pre\u00e7o m\u00e9dio de R$ 4,870 por litro para os consumidores, comparado a R$ 4,714 ao fim de dezembro, um aumento de 3,3%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o diesel S10 estava em R$ 3,905 em 31 de janeiro, ante R$ 3,838 no \u00faltimo dia de 2020, alta de 1,7%.<\/p>\n<p><strong>Gasolina vs. Diesel<\/strong><\/p>\n<p>Para F\u00e1bio Rom\u00e3o, da LCA Consultores, a alta de pre\u00e7os menor para o diesel do que para a gasolina deve ser uma tend\u00eancia no ano.<\/p>\n<p>O analista lembra que, em 2020, a gasolina teve queda de pre\u00e7o de 0,19% no IPCA e o diesel caiu 3,30%, enquanto a infla\u00e7\u00e3o em geral subiu 4,52%.<\/p>\n<p>Olhando para os reajustes realizados pela Petrobras no ano passado, considerando apenas as altas de pre\u00e7os, foram 19 aumentos da gasolina, com varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 5,79%, comparadas a 14 altas do diesel, a uma taxa m\u00e9dia de 5,21%.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 dif\u00edcil afirmar categoricamente, mas existe a possiblidade de essa diferen\u00e7a ter acontecido \u00e0 luz da greve dos caminhoneiros de 2018, que tornou o pre\u00e7o do diesel politicamente mais sens\u00edvel&#8221;, avalia Rom\u00e3o.<\/p>\n<p>Para 2021, a proje\u00e7\u00e3o da LCA \u00e9 de uma alta de 9,5% da gasolina e de 7,4% do diesel, contra uma infla\u00e7\u00e3o em geral de 3,52%.&#8221;<\/p>\n<p>O aumento do diesel deve ser novamente menor do que o da gasolina&#8221;, prev\u00ea Rom\u00e3o. &#8220;Estamos no come\u00e7o de 2021, mas essa l\u00f3gica j\u00e1 voltou a acontecer, com dois aumentos da gasolina e s\u00f3 um do diesel. Al\u00e9m disso, pode ter algum al\u00edvio no diesel pelo lado da tributa\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 aventado pelo governo, o que teria como efeito l\u00edquido uma queda de pre\u00e7o no curto prazo&#8221;.<\/p>\n<p>Na quarta-feira passada (27\/01), sob amea\u00e7a de greve dos caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acenou com a possibilidade de zerar a PIS\/Cofins sobre o diesel, desde que os governos estaduais reduzissem as al\u00edquotas de ICMS.<\/p>\n<p>A perda de arrecada\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 um entrave para levar \u00e0 frente a redu\u00e7\u00e3o, e o governo estaria estudando medidas compensat\u00f3rias, como retirar benef\u00edcios de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros de valor mais alto e acabar com ren\u00fancias tribut\u00e1rias para o setor petroqu\u00edmico.<\/p>\n<p>Por que a alta dos combust\u00edveis \u00e9 um problema de todos, e n\u00e3o s\u00f3 de quem dirige?<\/p>\n<p>&#8220;A infla\u00e7\u00e3o dos menos favorecidos \u00e9 pautada em parte pelo pre\u00e7o dos transportes p\u00fablicos. O principal meio de transporte no Brasil \u00e9 o \u00f4nibus urbano e 30% do custo da passagem \u00e9 derivado do pre\u00e7o do diesel. Ent\u00e3o, se ele sobe, acaba influenciando no custo da passagem de \u00f4nibus, que \u00e9 um item de peso para as fam\u00edlias de baixa renda&#8221;, diz Andr\u00e9 Braz, coordenador do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas).<\/p>\n<p>A alta do diesel tamb\u00e9m onera o frete. &#8220;Fica mais caro transportar mercadorias para os grandes centros urbanos. Ent\u00e3o, uma parte desse aumento do frete \u00e9 transferido para o pre\u00e7o final de tudo que consumimos nas cidades&#8221;, afirma o economista.<\/p>\n<p>Ele lembra ainda que o diesel e outros \u00f3leos combust\u00edveis e lubrificantes t\u00eam aplica\u00e7\u00f5es industriais. &#8220;Isso tamb\u00e9m acaba aumentando o custo de produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, o que pode favorecer aumento de pre\u00e7os de uma gama muito variada de produtos, tanto para as fam\u00edlias, quanto para a pr\u00f3pria ind\u00fastria.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 a alta da gasolina afeta mais a parcela mais rica da popula\u00e7\u00e3o, avalia Braz.<\/p>\n<p>&#8220;Quem tem carro, normalmente pertence \u00e0 classe m\u00e9dia mais alta&#8221;, afirma. &#8220;Mas a gasolina afeta mais o IPCA. E isso \u00e9 grave, porque o \u00edndice \u00e9 base para uma s\u00e9rie de contratos, que podem ser indiretamente afetados pelo aumento do combust\u00edvel.&#8221;<\/p>\n<p>Rom\u00e3o, da LCA, estima que, sem a alta prevista para a gasolina esse ano, o IPCA teria aumento de 3,05%, comparado aos 3,52% esperados pelo analista.<\/p>\n<p>Ou seja, a gasolina sozinha pode ser respons\u00e1vel por 0,47 ponto percentual do aumento da infla\u00e7\u00e3o em 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: \u00c9poca Ainda \u00e9 fevereiro, mas a Petrobras j\u00e1 anunciou dois aumentos para a gasolina e um para o diesel em 2021. 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