{"id":23648,"date":"2021-03-25T10:43:42","date_gmt":"2021-03-25T13:43:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/novosite\/?p=21689"},"modified":"2021-03-25T10:43:42","modified_gmt":"2021-03-25T13:43:42","slug":"petrobras-aprova-privatizacao-de-primeira-refinaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=23648","title":{"rendered":"Petrobr\u00e1s aprova privatiza\u00e7\u00e3o de primeira refinaria"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t<strong>Fonte: O Estado de S. Paulo<\/strong><\/p>\n<p>O comando da Petrobr\u00e1s aprovou a privatiza\u00e7\u00e3o da primeira das oito refinarias das quais quer se desfazer. A Landulpho Alves, na Bahia, ser\u00e1 vendida para o Mubadala, fundo de investimento dos Emirados \u00c1rabes, por US$ 1,65 bilh\u00e3o. A estatal espera receber o equivalente a R$ 9,1 bilh\u00f5es pela f\u00e1brica de derivados de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>O conselho de administra\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s aprovou ontem a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, para o Mubadala, fundo de investimento dos Emirados \u00c1rabes, que vai pagar US$ 1,65 bilh\u00e3o pela f\u00e1brica de derivados de petr\u00f3leo, como gasolina e \u00f3leo diesel. A estatal calcula que vai receber R$ 9,1 bilh\u00f5es pelo ativo, considerando o d\u00f3lar da \u00faltima ter\u00e7a-feira. Mas esse valor ainda vai ser ajustado quando a transa\u00e7\u00e3o for conclu\u00edda, o que deve acontecer at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p>Foi a primeira opera\u00e7\u00e3o de venda, de um total de oito refinarias que entraram na lista de privatiza\u00e7\u00e3o. Instalada no munic\u00edpio de S\u00e3o Francisco do Conde, a Rlam responde por 14% de toda produ\u00e7\u00e3o nacional de derivados de petr\u00f3leo. A unidade quer expandir a f\u00e1brica, de olho no abastecimento do mercado do Nordeste. \u201cAcreditamos que, a partir da conclus\u00e3o do nosso investimento na Rlam, seremos capazes de atrair parceiros globais de neg\u00f3cios para o setor\u201d, afirmou Oscar Fahlgren, diretor-executivo da Mubadala Capital no Brasil.<\/p>\n<p>A privatiza\u00e7\u00e3o da Rlam \u00e9 uma vit\u00f3ria do atual presidente da empresa, Roberto Castello Branco, que deixa o cargo no m\u00eas que vem, ap\u00f3s ser criticado e demitido pelo presidente Jair Bolsonaro por conta de sucessivos reajustes de pre\u00e7os. O mandato do executivo terminou h\u00e1 cinco dias, mas ele vai permanecer at\u00e9 a chegada do seu substituto, o general do Ex\u00e9rcito Joaquim Silva e Luna. Assim, Castello Branco conseguiu dar a largada num projeto idealizado em 2019 \u2013 o de ceder espa\u00e7o da Petrobr\u00e1s no com\u00e9rcio de combust\u00edveis a investidores privados. \u2018Interven\u00e7\u00f5es\u2019. O segmento de produ\u00e7\u00e3o de derivados de petr\u00f3leo \u00e9, hoje, dominado pela Petrobr\u00e1s, dona de quase a totalidade do parque nacional. Ao se desfazer de refinarias e estimular a entrada de concorrentes, a atual diretoria da petrol\u00edfera espera evitar que o governo, s\u00f3cio majorit\u00e1rio da companhia, interfira nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. A expectativa \u00e9 de que o Mubadala e poss\u00edveis novos investidores cobrem pela gasolina e pelo diesel valor equivalente ao de importa\u00e7\u00e3o, vari\u00e1veis conforme \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es do d\u00f3lar e do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>O desinvestimento da Rlam vai contribuir para \u201ciniciar um processo de redu\u00e7\u00e3o de riscos de interven\u00e7\u00f5es pol\u00edticas na precifica\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis\u201d, disse Castello Branco, no comunicado da venda da refinaria. Ele afirmou tamb\u00e9m que o neg\u00f3cio vai ajudar a empresa a reduzir a d\u00edvida e melhorar a aloca\u00e7\u00e3o de capital.<\/p>\n<p>O projeto de privatizar refinarias surgiu, na verdade em 2018, no governo de Michel Temer. A inten\u00e7\u00e3o, inicialmente, era vend\u00ea-las em blocos, para agregar ao neg\u00f3cio. Em sua gest\u00e3o, Castello Branco optou por desmembrar o projeto e as licita\u00e7\u00f5es ocorreram separadamente. Em uma delas, a empresa j\u00e1 n\u00e3o teve sucesso \u2013 a da Refinaria do Paran\u00e1 (Repar), porque nenhum dos interessados apresentou um valor que fosse considerado adequado.<\/p>\n<p>O valor de US$ 1,65 bilh\u00e3o a ser pago pelo fundo \u00e1rabe foi alvo de cr\u00edtica de analistas e chegou a deixar alguns dos conselheiros cautelosos na hora de aprovar a venda na reuni\u00e3o, segundo fontes. Dois deles pediram vista, na tentativa de adiar a decis\u00e3o, mas tiveram o pedido negado. Segundo o BTG Pactual, a proposta do Mubada ficou 35% abaixo do limite inferior de suas estimativas. J\u00e1 o Instituto de Estudos Estrat\u00e9gicos de Petr\u00f3leo,\u00a0G\u00e1s\u00a0Natural\u00a0e Biocombust\u00edveis (Ineep) estimou valor de US$ 3 bilh\u00f5es para o ativo, quase o dobro do que ser\u00e1 pago pela refinaria.<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s rebate as cr\u00edticas. De acordo com a empresa, bancos e consultorias t\u00e9cnicas consideraram que a propostado Mubadala se encaixa numa faixa de valores considerados justos. Presidente da Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar disse que a entidade vai tentar reverter a decis\u00e3o na Justi\u00e7a e que poder\u00e1 ampliar a greve, que hoje acontece em quatro Estados. \u201cEssa refinaria teve e tem um papel central no desenvolvimento do Pa\u00eds, do Nordeste e do Estado e, agora, a perspectiva \u00e9 de se romper com essa trajet\u00f3ria hist\u00f3rica desenvolvimentista da companhia.\u201d\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: O Estado de S. Paulo O comando da Petrobr\u00e1s aprovou a privatiza\u00e7\u00e3o da primeira das oito refinarias das quais quer se desfazer. A Landulpho Alves, na Bahia, ser\u00e1 vendida para o Mubadala, fundo de investimento dos Emirados \u00c1rabes, por US$ 1,65 bilh\u00e3o. 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