{"id":23686,"date":"2021-04-08T09:09:26","date_gmt":"2021-04-08T12:09:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/novosite\/?p=21827"},"modified":"2021-04-14T16:11:18","modified_gmt":"2021-04-14T19:11:18","slug":"portos-do-es-sao-responsaveis-por-25-do-comercio-exterior-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=23686","title":{"rendered":"Portos do ES s\u00e3o respons\u00e1veis por 25% do com\u00e9rcio exterior do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: A Gazeta online\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Um portal para o mundo. Com uma localiza\u00e7\u00e3o privilegiada na costa brasileira, o Esp\u00edrito Santo tem uma infraestrutura portu\u00e1ria ampla e diversificada por onde passa cerca de 40% da economia capixaba, por meio de produtos que chegam ou saem do Estado para os principais centros de produ\u00e7\u00e3o e consumo do pa\u00eds e do planeta.<\/p>\n<p>De Norte a Sul do litoral capixaba, s\u00e3o v\u00e1rios os terminais portu\u00e1rios existentes ou projetados, dos mais diferentes portes, potencialidades e focos comerciais. S\u00e3o estruturas relevantes na gera\u00e7\u00e3o de empregos, oportunidades de neg\u00f3cios e pagamentos de impostos aos governos.<\/p>\n<p>Como destaca o jornalista Ant\u00f4nio de P\u00e1dua Gurgel em seu livro \u201cPortos do Esp\u00edrito Santo\u201d, que ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 14 de abril durante live em A Gazeta, com patroc\u00ednio da ArcelorMittal Tubar\u00e3o, trata-se do maior complexo portu\u00e1rio da Am\u00e9rica Latina, com seis unidades em opera\u00e7\u00e3o espalhadas por 417 quil\u00f4metros de litoral, respons\u00e1veis por, aproximadamente, 25% das mercadorias que entram e saem do Brasil.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles o Porto de Vit\u00f3ria, que \u00e9 p\u00fablico, e os de uso privado de Tubar\u00e3o e de Praia Mole, todos na Capital; al\u00e9m do Porto de Ubu, em Anchieta; do Porto de Barra do Riacho (Portocel), em Aracruz; e do Porto Norte Capixaba, em S\u00e3o Mateus. Veja detalhes sobre cada um no fim da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>O complexo portu\u00e1rio capixaba conta ainda com dois terminais de barca\u00e7as, um da ArcelorMittal Tubar\u00e3o, na Serra, e outro da Suzano, em Aracruz. H\u00e1 ainda v\u00e1rios terminais especializados, como o Terminal Vila Velha, na regi\u00e3o de Capuaba, que \u00e9 arrendado pela Log-In para movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres; e terminais de combust\u00edveis da Petrobras em Vit\u00f3ria e Aracruz.<\/p>\n<p>Os motivos de tantos portos para uma faixa litor\u00e2nea t\u00e3o pequena s\u00e3o basicamente tr\u00eas. O primeiro, como destaca o pr\u00f3prio Gurgel, s\u00e3o as grandes ind\u00fastrias: \u201cTemos aqui a presen\u00e7a de grandes projetos industriais que s\u00e3o competitivos justamente por terem seus pr\u00f3prios terminais. Como \u00e9 o caso do pr\u00f3prio Complexo do Tubar\u00e3o (Vale e ArcelorMittal), da antiga Aracruz Celulose (hoje Suzano) e da Samarco\u201d.<\/p>\n<p>O segundo, aponta o executivo de Defesa de Interesses da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Esp\u00edrito Santo (Findes), Luis Claudio Montenegro, passa pela excelente localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do Estado, pr\u00f3ximo dos maiores centros produtores e consumidores brasileiros, e com condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis. \u201cEstamos perto de tudo e n\u00e3o temos o problema de tr\u00e2nsito que tem em S\u00e3o Paulo, ou a dificuldade com seguran\u00e7a que tem no Rio de Janeiro. Isso s\u00e3o diferenciais que atraem neg\u00f3cios\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o terceiro item, segundo ele, se deve \u00e0 infraestrutura, com destaque para o Corredor Centro-Leste, que liga o Estado pelo modal ferrovi\u00e1rio ao Centro-Oeste brasileiro. \u00c9 justamente esse ponto log\u00edstico, segundo ele, que ainda \u00e9 um gargalo a ser superado para aumentar ainda mais a competitividade dos portos e empresas capixabas.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem um potencial enorme que, se conseguirmos desenvolver a nossa infraestrutura, isso vai se refletir tamb\u00e9m nos portos. O Esp\u00edrito Santo tem grandes desafios e oportunidades para viabilizar mais investimentos em ferrovias, rodovias, portos e na cria\u00e7\u00e3o de uma Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE). Esse \u00e9 um olhar para o futuro que o Estado come\u00e7ou a ter para brigar por esses empreendimentos\u201d, diz Montenegro.<\/p>\n<p>O consultor em Inova\u00e7\u00e3o Evandro Milet, que atuou na viabiliza\u00e7\u00e3o do livro, destacou que o Esp\u00edrito Santo tem uma verdadeira voca\u00e7\u00e3o para o setor portu\u00e1rio. Mas, para explorar ainda mais isso, precisa de investimentos em outras \u00e1reas, como em ferrovias.<\/p>\n<p>\u201cO governo renovou a concess\u00e3o da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria a Minas e colocou a previs\u00e3o da Vale fazer a ferrovia ir at\u00e9 Anchieta. Isso \u00e9 bom porque vai ajudar o porto da Samarco e vai viabilizar uma ind\u00fastria de HBI (fabricado a partir de pelotas de min\u00e9rio) no Sul. Mas temos que fazer ela chegar at\u00e9 Presidente Kennedy, at\u00e9 o Porto Central, que \u00e9 um projeto grandioso que tamb\u00e9m precisa dessa conex\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Milet cita ainda investimentos para fazer o Estado ampliar sua exporta\u00e7\u00e3o de produtos do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>&#8220;A perspectiva mundial \u00e9 que o Brasil tenha uma produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os muito maior nos pr\u00f3ximos, ent\u00e3o vamos precisar de mais portos e tamb\u00e9m de liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria para isso&#8221;<\/p>\n<p>MODERNIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos novos projetos portu\u00e1rios de grande porte esperados para o Esp\u00edrito Santo, os portos j\u00e1 existentes tamb\u00e9m est\u00e3o tirando projetos de moderniza\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o para se manterem eficientes e relevantes na economia capixaba.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso, por exemplo, de Portocel, especializado no embarque de celulose e de produtos florestais e que movimenta ainda diversos tipos de cargas gerais, que vai poder receber navios maiores e com calado mais profundo. Com uma autoriza\u00e7\u00e3o recebida no fim de 2020 pela Capitania dos Portos, o terminal localizado em Aracruz poder\u00e1 movimentar embarca\u00e7\u00f5es com maior capacidade de cargas.<\/p>\n<p>Segundo o diretor do Banco de Desenvolvimento do Esp\u00edrito Santo (Bandes), Marcos Kneip, que estava como secret\u00e1rio de Desenvolvimento do Estado at\u00e9 mar\u00e7o, h\u00e1 ainda um estudo para expans\u00e3o de Portocel. \u201c\u00c9 um porto que j\u00e1 existe e que \u00e9 muito eficiente, e que eles querem trabalhar outras cargas e t\u00eam projeto para mais quatro ber\u00e7os\u201d, conta.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda investimentos em andamento pela Vale para moderniza\u00e7\u00e3o do Porto de Tubar\u00e3o, para aumentar a efici\u00eancia competitiva e reduzir danos ambientais. H\u00e1 a previs\u00e3o de implantar 156 mil m\u00b2 de pavimenta\u00e7\u00e3o e sistema de drenagem, al\u00e9m do fechamento de 40 km de correias transportadoras de min\u00e9rio<\/p>\n<p>O pacote prev\u00ea investimentos da ordem R$ 2,4 bilh\u00f5es no complexo portu\u00e1rio localizado na Capital, somados a outros R$ 1,6 bilh\u00e3o em investimentos ambientais, ferrovi\u00e1rios e na \u00e1rea de pelotiza\u00e7\u00e3o, o que deve gerar 1,5 mil empregos at\u00e9 2025.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Porto de Ubu, em Anchieta, ganhar\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria com a constru\u00e7\u00e3o do ramal da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria a Minas (EFVM) at\u00e9 a cidade. A obra est\u00e1 prevista no novo contrato de concess\u00e3o da ferrovia como um investimento adicional que a Vale ter\u00e1 que fazer, permitindo chegar mais min\u00e9rio e outras cargas ao porto, que possui um calado de 18 metros.<\/p>\n<p>A Codesa, que em 2020 entregou as obras do novo Cais de Atalaia, tamb\u00e9m se prepara para receber grandes investimentos com seu processo de desestatiza\u00e7\u00e3o pelo governo federal, com leil\u00e3o previsto para o final do ano. S\u00e3o esperados R$ 1,6 bilh\u00e3o em investimentos nos Portos de Vit\u00f3ria e Barra do Riacho.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 prestes a ir para as m\u00e3os da iniciativa privada o Terminal Norte Capixaba, em S\u00e3o Mateus, que foi colocado \u00e0 venda pela Petrobras em 2020 juntamente com um pacote de campos de petr\u00f3leo em terra, gasodutos e oleodutos localizados no Esp\u00edrito Santo. A expectativa \u00e9 que a sa\u00edda da estatal da \u00e1rea possibilite investimentos para aumentar a produtividade.<\/p>\n<p>OS PORTOS DO ESP\u00cdRITO SANTO E SUAS ESTRUTURAS<\/p>\n<p>Porto de Vit\u00f3ria (Codesa)<\/p>\n<p>Cais Comercial de Vit\u00f3ria: opera carga geral, ve\u00edculos, granito, produtos sider\u00fargicos e apoio log\u00edstico offshore.<\/p>\n<p>Cais de Capuaba: escoa gr\u00e3os como soja, trigo e farelo, m\u00e1rmore, granito e carga geral.<\/p>\n<p>Cais de Paul: opera gran\u00e9is s\u00f3lidos, produtos sider\u00fargicos, carga geral e ferro gusa.<\/p>\n<p>Cais do Atalaia: movimenta gran\u00e9is l\u00edquidos e s\u00f3lidos, como trigo, malte, fertilizantes, ferro gusa e carga geral.<\/p>\n<p>Terminal de Gran\u00e9is L\u00edquidos (TGL): opera derivados de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Terminal Vila Velha (TVV): especializado em cont\u00eaineres e arrendado \u00e0 Log-In.<\/p>\n<p>Companhia Portu\u00e1ria de Vila Velha (CPVV): terminal de apoio \u00e0s opera\u00e7\u00f5es offshore de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo arrendado \u00e0 CPVV.<\/p>\n<p>Terminais da Technip FMC\/Flexibr\u00e1s: apoio \u00e0s opera\u00e7\u00f5es offshore e transporte de tubos flex\u00edveis.<\/p>\n<p>Porto de Tubar\u00e3o<\/p>\n<p>Terminal de Tubar\u00e3o: exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio e pelotas da Vale<\/p>\n<p>Terminal de Gran\u00e9is L\u00edquidos (TGL): movimenta\u00e7\u00e3o de derivados do petr\u00f3leo da Petrobras.<\/p>\n<p>Terminal de Produtos Diversos (TPD): embarque de gr\u00e3os e fertilizantes. \u00c9 agenciado pela VLI.<\/p>\n<p>Porto de Praia Mole<\/p>\n<p>Terminal de Produtos Sider\u00fargicos (TPS): movimenta a\u00e7o, ferro gusa, m\u00e1rmore\/granito e ve\u00edculos, sendo operado pelo cons\u00f3rcio ArcelorMittal Tubar\u00e3o, Usiminas e Gerdau A\u00e7ominas.<\/p>\n<p>Terminal de Carv\u00e3o de Praia Mole: especializado em opera\u00e7\u00f5es de descarga de navios com carv\u00e3o, coque e antracito e operado pela Vale.<\/p>\n<p>Terminal de Barca\u00e7as Oce\u00e2nicas: movimenta bobinas de a\u00e7o da ArcelorMittal Tubar\u00e3o por cabotagem.<\/p>\n<p>Porto de Ubu<\/p>\n<p>Terminal Mar\u00edtimo Ponta de Ubu: movimenta pelotas, min\u00e9rio de ferro, gran\u00e9is s\u00f3lidos e carga geral para a Samarco.<\/p>\n<p>Porto de Barra do Riacho<\/p>\n<p>Portocel: especializado no embarque de produtos florestais como celulose e papel, de propriedade da Suzano e da Cenibra, sendo operado pela Suzano.<\/p>\n<p>Terminal de Barca\u00e7as: realiza o transporte de madeira entre o Sul da Bahia e Aracruz para uso na f\u00e1brica da Suzano.<\/p>\n<p>Terminal Aquavi\u00e1rio de Barra do Riacho: movimenta\u00a0g\u00e1s\u00a0liquefeito\u00a0de\u00a0petr\u00f3leo\u00a0(GLP) e gasolina natural da Petrobras, sendo operado pela Transpetro.<\/p>\n<p>Terminal greenfield: espa\u00e7o p\u00fablico em fase de desenvolvimento, atualmente sem opera\u00e7\u00e3o, de propriedade da Codesa.<\/p>\n<p>Porto Norte Capixaba<\/p>\n<p>Terminal Norte Capixaba: escoa o petr\u00f3leo dos campos terrestres do Estado por navios atracados em monoboia.<\/p>\n<p>Pertence \u00e0 Petrobras e \u00e9 operado pela Transpetro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: A Gazeta online\u00a0 Um portal para o mundo. 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