{"id":24065,"date":"2021-06-01T11:18:01","date_gmt":"2021-06-01T14:18:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/novosite\/?p=22197"},"modified":"2021-06-01T11:18:01","modified_gmt":"2021-06-01T14:18:01","slug":"pib-brasileiro-cresce-12-no-1o-trimestre-e-volta-ao-patamar-pre-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=24065","title":{"rendered":"PIB brasileiro cresce 1,2% no 1\u00ba trimestre e volta ao patamar pr\u00e9-pandemia"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2021\/06\/01\/pib-primeiro-trimestre-2021-ibge.htm?utm_source=chrome&amp;utm_medium=webalert&amp;utm_campaign=uol\"><strong>Fonte: UOL<\/strong><\/a><\/p>\n<p>O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre do ano, em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre de 2020. Esse \u00e9 o terceiro resultado positivo, depois dos recuos no primeiro (-2,2%) e no segundo (-9,2%) trimestres do ano passado. Com o resultado do primeiro trimestre, o PIB voltou ao patamar do quarto trimestre de 2019, per\u00edodo pr\u00e9-pandemia, mas ainda est\u00e1 3,1% abaixo do ponto mais alto da atividade econ\u00f4mica do pa\u00eds, alcan\u00e7ado no primeiro trimestre de 2014. Na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre de 2020, a economia cresceu 1%. J\u00e1 no acumulado dos \u00faltimos 12 meses, o tombo permanece, com queda de 3,8% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p>Em 2020, o PIB brasileiro registrou queda de 4,1% na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, o maior recuo anual da s\u00e9rie iniciada em 1996, interrompendo uma sequ\u00eancia de tr\u00eas anos de crescimento. Em valores correntes, o PIB, que \u00e9 soma dos bens e servi\u00e7os finais produzidos no pa\u00eds, totalizou R$ 2,05 trilh\u00f5es no primeiro trimestre deste ano. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>A expans\u00e3o da economia brasileira veio dos resultados positivos na agropecu\u00e1ria (5,7%), na ind\u00fastria (0,7%) e nos servi\u00e7os (0,4%).<\/p>\n<p>Mesmo com a segunda onda da pandemia de covid-19, o PIB cresceu no primeiro trimestre, j\u00e1 que, diferente do ano passado, n\u00e3o houve tantas restri\u00e7\u00f5es que impediram o funcionamento das atividades econ\u00f4micas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O ritmo lento de vacina\u00e7\u00e3o e o desemprego recorde s\u00e3o fatores de preocupa\u00e7\u00e3o, ainda que o PIB tenha apresentado o terceiro trimestre consecutivo de crescimento sobre o per\u00edodo anterior. De acordo com o IBGE, o consumo das fam\u00edlias recuou 1,7% explicado pelo aumento da infla\u00e7\u00e3o e reflexos da pandemia.<\/p>\n<p><strong>Agropecu\u00e1ria e ind\u00fastria<\/strong><\/p>\n<p>Na agropecu\u00e1ria, a alta foi puxada pela melhora na produtividade e no desempenho de alguns produtos, sobretudo, a soja, que tem maior peso na lavoura brasileira e previs\u00e3o de safra recorde este ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 na atividade industrial, o avan\u00e7o veio das ind\u00fastrias extrativas (3,2%). Tamb\u00e9m cresceram a constru\u00e7\u00e3o (2,1%) e a atividade de eletricidade e g\u00e1s, \u00e1gua, esgoto, atividades de gest\u00e3o de res\u00edduos (0,9%). O \u00fanico resultado negativo foi das ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o (-0,5%).<\/p>\n<p>&#8220;Todos subsetores da ind\u00fastria cresceram, menos a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que tem o maior peso, impactada pela ind\u00fastria aliment\u00edcia, que afetou o consumo das fam\u00edlias.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7os v\u00e3o bem em quase todos os subgrupos<\/strong><\/p>\n<p>Nos servi\u00e7os, que contribuem com 73% do PIB, houve resultados positivos em transporte, armazenagem e correio (3,6%), intermedia\u00e7\u00e3o financeira e seguros (1,7%), informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (1,4%), com\u00e9rcio (1,2%) e atividades imobili\u00e1rias (1%). Outros servi\u00e7os ficaram est\u00e1veis (0,1%).<\/p>\n<p>&#8220;A \u00fanica varia\u00e7\u00e3o negativa foi a da administra\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica (-0,6%). N\u00e3o est\u00e1 havendo muitos concursos para o preenchimento de vagas e est\u00e1 ocorrendo aposentadoria de trabalhadores, reduzindo a ocupa\u00e7\u00e3o do setor. Isso afeta a contribui\u00e7\u00e3o da atividade para o valor adicionado.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Consumo das fam\u00edlias fica est\u00e1vel e o do governo cai<\/strong><\/p>\n<p>Os efeitos da pandemia influenciaram o consumo das fam\u00edlias (-0,1%), que apresentou estabilidade no primeiro trimestre deste ano, frente ao quarto trimestre de 2020. J\u00e1 o consumo do governo teve queda de 0,8%.<\/p>\n<p>&#8220;O aumento da infla\u00e7\u00e3o pesou, principalmente, no consumo de alimentos ao longo desse per\u00edodo. O mercado de trabalho desaquecido tamb\u00e9m. Houve ainda redu\u00e7\u00e3o significativa nos pagamentos dos programas do governo \u00e0s fam\u00edlias, como o aux\u00edlio emergencial&#8221;, disse Palis, observando, por outro lado, que houve aumento no cr\u00e9dito para pessoas f\u00edsicas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Mercado prev\u00ea PIB de 3,96% em 2021<\/strong><\/p>\n<p>A expectativa do mercado financeiro \u00e9 de que o PIB brasileiro tenha crescimento de 3,96% em 2021, de acordo com o \u00faltimo Boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o est\u00e1 acima da expectativa do pr\u00f3prio governo, que prev\u00ea uma alta de 3,5% para o PIB neste ano, de acordo com o Boletim Macrofiscal da SPE (Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica), do Minist\u00e9rio da Economia.\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: UOL O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre do ano, em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre de 2020. 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