{"id":24551,"date":"2021-07-06T11:17:30","date_gmt":"2021-07-06T14:17:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/novosite\/?p=22460"},"modified":"2021-07-06T11:17:30","modified_gmt":"2021-07-06T14:17:30","slug":"petrobras-aumenta-precos-do-diesel-em-4-e-da-gasolina-em-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=24551","title":{"rendered":"Petrobras aumenta pre\u00e7os do diesel em 4% e da gasolina em 6%"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/petrobras-aumenta-precos-do-diesel-em-4-e-da-gasolina-em-6\/\">Fonte: EPBR \/ Imagem: EPBR<\/a><\/p>\n<p>A Petrobras decidiu elevar os pre\u00e7os do diesel em 10,2 centavos por litro, cerca de 3,8% para R$ 2,81, a partir desta ter\u00e7a (6). Os pre\u00e7os do combust\u00edvel \u2014 o mais utilizado no pa\u00eds \u2014 estavam congelados desde 1\u00ba de maio, h\u00e1 66 dias.<\/p>\n<p>A gasolina entregue \u00e0s distribuidoras e e o g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP) tamb\u00e9m ter\u00e3o aumentos, o que afeta os consumidores dom\u00e9sticos. Desde 2019, n\u00e3o h\u00e1 mais diferencia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os do GLP.<\/p>\n<p>A gasolina vai subir 15,7 centavos, para R$ 2,69 por litro, uma alta de 6,2%. H\u00e1 22 dias, em 12 de junho, a companhia havia reduzido os pre\u00e7os em cerca de 2%. Em 1\u00ba de maio, tamb\u00e9m fez um corte no mesmo patamar.<\/p>\n<p>O GLP sobe 20 centavos, para R$ 3,60 por quilo, alta de 5,9%.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o dos pre\u00e7os do diesel e da gasolina, a Petrobras j\u00e1 havia elevado os pre\u00e7os do g\u00e1s de cozinha em junho, em 5,9%, totalizando 39 centavos por quilo em cerca de 45 dias.<\/p>\n<p>Com isso, o pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha vendido em botij\u00f5es de treze quilos, voltado para consumidores residenciais, sobe R$ 2,60 amanh\u00e3, na entrega do GLP pela Petrobras para as distribuidoras. E acumula alta de R$ 5 reais considerando os dois reajustes.<\/p>\n<p>Desde fevereiro, o GLP em botij\u00f5es de treze quilos \u00e9 beneficiado pela desonera\u00e7\u00e3o de impostos federais, por decis\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro. O desconto, contudo, \u00e9 da ordem de dois reais por botij\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mercado v\u00ea defasagem e combust\u00edveis pressionam infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nSegundo c\u00e1lculos da Ativa Investimentos, consultoria de mercado financeiro, a gasolina permanece com uma defasagem de 14% em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os internacionais.<\/p>\n<p>Para o mercado de a\u00e7\u00f5es, a paridade internacional \u00e9 uma m\u00e9trica importante para calcular o fluxo de caixa e as margens da companhia na venda de derivados de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Desde a mudan\u00e7a no comando da companhia, com a chegada de Joaquim Silva e Luna em abril, o mercado j\u00e1 conta que os reajustes da Petrobras ser\u00e3o mais lentos, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 volatilidade dos pre\u00e7os externos.<\/p>\n<p>\u201cAssim, o acr\u00e9scimo [de 6,2%] feito pela Petrobras segue em linha com nossas estimativas, pois sempre informamos que as altas para mitigar a defasagem poderiam ser feitas de forma fracionada\u201d, explica Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos.<\/p>\n<p>Para os importadores representados pela Abicom, que trabalham com importa\u00e7\u00e3o de diesel e gasolina, o mercado permanece em defasagem.<\/p>\n<p>\u201cImportante refor\u00e7ar o posicionamento da Petrobras que busca evitar o repasse imediato para os pre\u00e7os internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais\u201d, diz a companhia, em nota.<\/p>\n<p>\u201cApesar de ainda existirem defasagens, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s PPIs [paridades de pre\u00e7o internacionais] que calculamos, o an\u00fancio feito pela Petrobras sinaliza que est\u00e1 buscando seguir a paridade internacional\u201d, afirma o presidente da Abicom, S\u00e9rgio Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>\u201cEsta sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante para avan\u00e7armos com a abertura do mercado e atra\u00e7\u00e3o de investimentos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Antes do reajuste, a Abicom calculava uma defasagem m\u00e9dia de 12% para gasolina e 7% para \u00f3leo diesel, isto \u00e9, o desconto aplicado nos pre\u00e7os internos em rela\u00e7\u00e3o ao praticado no desembarque de combust\u00edveis nos portos brasileiros.<\/p>\n<p>A defasagem m\u00e9dia variava de 22 a 17 centavos por litro de diesel S10 a depender do porto de entrada, antes do aumento de 10,2 centavos anunciado pela Petrobras.<\/p>\n<p>Na gasolina, as contas da Abicom chegavam a uma diferen\u00e7a de 38 a 33 centavos, antes do aumento de 15,7 centavos por litro.<\/p>\n<p>A paridade \u00e9 resultado do c\u00e2mbio, que tem demonstrado for\u00e7a para se manter acima dos R$ 5 por d\u00f3lar, e dos pre\u00e7os do \u00f3leo.<\/p>\n<p>Desde maio, a moeda americana registra desvaloriza\u00e7\u00e3o de 9%, at\u00e9 atingir a m\u00ednima de R$ 4,928 em 24 de junho. De l\u00e1 para c\u00e1, j\u00e1 valorizou mais de 3%.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, o Brent valorizou mais de 13%, saltando do patamar de US$ 64 para US$ 76 por barril.<\/p>\n<p>O Brent tem se mantido em alta, mesmo com as incertezas externas, intensificadas da semana passada para c\u00e1, com a incapacidade da coaliz\u00e3o de produtores OPEP+ chegar a um acordo sobre o controle da oferta no segundo semestre deste ano.<\/p>\n<p>\u201cOs pre\u00e7os praticados pela Petrobras seguem buscando o equil\u00edbrio com o mercado internacional e acompanham as varia\u00e7\u00f5es do valor dos produtos e da taxa de c\u00e2mbio, para cima e para baixo\u201d, diz a empresa.<\/p>\n<p>\u201cO alinhamento dos pre\u00e7os ao mercado internacional \u00e9 fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores respons\u00e1veis pelo atendimento \u00e0s diversas regi\u00f5es brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, al\u00e9m da Petrobras\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Caminhoneiros querem fim da paridade internacional<\/strong><br \/>\nNa semana passada, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, recebeu a diretoria do Conselho Nacional do Transporte Rodovi\u00e1rio de Cargas (CNTRC). A associa\u00e7\u00e3o vem falando em realizar uma greve dos caminhoneiros desde o m\u00eas passado.<\/p>\n<p>\u201cO transporte modal rodovi\u00e1rio \u00e9 muito importante para o Brasil. A Petrobras busca compreender os atores da sociedade, avalia a melhor forma de contribuir com todos eles e est\u00e1 sempre aberta ao di\u00e1logo\u201d, afirmou Silva e Luna, segundo nota da Petrobras.<\/p>\n<p>A pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o de junho (IPCA-15, do IBGE) apontou alta de 3,53% nos pre\u00e7os do diesel; a gasolina subiu 2,86%; o etanol ficou 9,12% mais caro; e o g\u00e1s veicular, 12,41%.<\/p>\n<p>O caminhoneiros querem o fim da paridade internacional de pre\u00e7os dos combust\u00edveis, pr\u00e1tica da Petrobras iniciada no governo Temer, com Pedro Parente, que foi alvo da greve dos caminhoneiros de 2018.<\/p>\n<p>Em maio, a CNTRC defendeu a taxa\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es de \u00f3leo em carta enviada a Bolsonaro.<\/p>\n<p>\u201cOs recursos advindos da taxa\u00e7\u00e3o na exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo bruto poder\u00e3o ser utilizados para compensar Estados e Uni\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o de impostos sobre combust\u00edveis\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>De segunda a sexta, pela manh\u00e3, assinantes da newsletter Comece seu dia recebem por e-mail um briefing produzido pela ag\u00eancia epbr com os principais fatos pol\u00edticos, not\u00edcias e an\u00e1lises sobre o setores de petr\u00f3leo e energia.\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: EPBR \/ Imagem: EPBR A Petrobras decidiu elevar os pre\u00e7os do diesel em 10,2 centavos por litro, cerca de 3,8% para R$ 2,81, a partir desta ter\u00e7a (6). 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