{"id":26707,"date":"2021-12-22T16:33:13","date_gmt":"2021-12-22T19:33:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=26707"},"modified":"2022-07-15T12:15:38","modified_gmt":"2022-07-15T15:15:38","slug":"brasil-aumentara-dependencia-de-importacao-de-diesel-e-producao-de-glp-subira-quase-5-ate-2031-diz-epe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=26707","title":{"rendered":"Brasil aumentar\u00e1 depend\u00eancia de importa\u00e7\u00e3o de diesel e produ\u00e7\u00e3o de GLP subir\u00e1 quase 5% at\u00e9 2031, diz EPE"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/petronoticias.com.br\/brasil-aumentara-dependencia-de-importacao-de-diesel-e-producao-de-glp-subira-quase-5-ate-2031-diz-epe\/\">Petronot\u00edcias<\/a> \/ Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) publicaram nesta semana um novo caderno do Plano Decenal de Energia (PDE) 2031. O documento traz novas previs\u00f5es sobre a oferta de derivados de petr\u00f3leo no Brasil nos pr\u00f3ximos dez anos. O estudo revela, por exemplo, que a produ\u00e7\u00e3o brasileira de gasolina A e \u00f3leo diesel A deve crescer abaixo de 1% por ano at\u00e9 2031, enquanto a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de cozinha (GLP) subir\u00e1 quase 5% ano a ano durante o per\u00edodo. Diante desse cen\u00e1rio, o Brasil se tornar\u00e1 exportador l\u00edquido de GLP, mas aumentar\u00e1 sua depend\u00eancia externa em rela\u00e7\u00e3o ao diesel.<\/p>\n<p>Segundo a EPE, a produ\u00e7\u00e3o nacional de GLP dever\u00e1 crescer mais de 70% no horizonte decenal, saindo de 27,2 mil m\u00b3 por dia em 2019 para 46,5 mil m\u00b3 por dia em 2031. De acordo com o estudo, esse aumento decorrer\u00e1, em grande medida, da parcela da produ\u00e7\u00e3o oriunda do processamento de g\u00e1s natural. \u201cDestaca\u2013se, em especial, o in\u00edcio de opera\u00e7\u00e3o em 2022 da UPGN do Polo GasLub (ex\u2013Comperj), em Itabora\u00ed (RJ), e o desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural na Bacia de Sergipe\u2013Alagoas, na segunda metade desta d\u00e9cada\u201d, destacou a EPE.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, estima\u2013se que a produ\u00e7\u00e3o de GLP oriunda de UPGNs alcan\u00e7ar\u00e1 26,8 mil m\u00b3\/d em 2031, volume muito superior aos 8,9 mil m\u00b3\/d produzidos em 2019 nessas unidades. \u201cEntre 2019 e 2031, a produ\u00e7\u00e3o de GLP dever\u00e1 crescer em ritmo mais acelerado (+4,6% a.a.) do que a demanda nacional (+1,4% a.a.), reduzindo paulatinamente as importa\u00e7\u00f5es do produto, at\u00e9 se tornar um super\u00e1vit na segunda metade da d\u00e9cada\u201d, acrescentou a EPE.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o caderno sobre a oferta de derivados tamb\u00e9m afirma que com a expectativa de maior penetra\u00e7\u00e3o do etanol hidratado na demanda de combust\u00edveis do ciclo Otto, o Brasil poder\u00e1 se tornar exportador l\u00edquido de gasolina. Os volumes de exporta\u00e7\u00e3o l\u00edquida alcan\u00e7ariam a m\u00e1xima de 9,0 mil m\u00b3\/d em 2027, o que seria equivalente a 12% da produ\u00e7\u00e3o nacional no ano.<\/p>\n<p>Paralelamente, haver\u00e1 um maior fator de utiliza\u00e7\u00e3o das refinarias nacionais. No entanto, a produ\u00e7\u00e3o de gasolina A permanecer\u00e1 em torno de 75 mil m\u00b3 por dia, em linha com a m\u00e9dia registrada nos \u00faltimos anos. \u201cEm grande medida, isso se justifica, pois as proje\u00e7\u00f5es indicam que a demanda dom\u00e9stica de gasolina n\u00e3o dever\u00e1 retornar aos n\u00edveis de 2019 antes de 2031, em fun\u00e7\u00e3o do comportamento da demanda de combust\u00edveis do ciclo Otto e da oferta de etanol hidratado\u201d, avaliou a EPE.<\/p>\n<p>No diesel, a situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um pouco diferente. A EPE avalia que o Brasil ampliar\u00e1 ainda mais a sua condi\u00e7\u00e3o de importador l\u00edquido de \u00f3leo diesel, com volume duas vezes superior \u00e0 m\u00e1xima hist\u00f3rica ao fim do per\u00edodo decenal. Para a estatal, mesmo com uma maior utiliza\u00e7\u00e3o do parque de refino brasileiro, a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo diesel A dever\u00e1 apresentar crescimento t\u00edmido, em torno de 120 mil m\u00b3\/d.<\/p>\n<p>\u201cIsso se explica, em grande medida, pela troca gradual da produ\u00e7\u00e3o de [diesel] S500 por S10, o que representa um desafio para a opera\u00e7\u00e3o das refinarias nacionais com vistas ao atendimento \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es. Como consequ\u00eancia, os volumes de importa\u00e7\u00e3o de \u00f3leo diesel dever\u00e3o aumentar progressivamente, superando o patamar de 70 mil m\u00b3\/d em 2031 (o que equivale a 37% da demanda no ano)\u201d, projetou a EPE. Apenas a t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, o Brasil importa atualmente por volta de 35,5 mil m\u00b3 por dia de \u00f3leo diesel.<\/p>\n<p>Desde 2012, novos caminh\u00f5es e \u00f4nibus no Brasil s\u00e3o equipados com motores da Fase P\u20137 do Proconve (equivalente ao Euro V), adequados para o consumo de diesel S10, com teor m\u00e1ximo de enxofre de 10 ppm. \u201cO crescimento expressivo da demanda de \u00f3leo diesel S10 representa um enorme desafio para o parque nacional de refino, uma vez que a sua produ\u00e7\u00e3o exige necessariamente unidades de hidrorrefino, como hidrotratamento (HDT) e hidrocraqueamento catal\u00edtico (HCC), e, consequentemente, requerendo volumes significativos de hidrog\u00eanio\u201d, ressaltou a EPE.<\/p>\n<p>O caderno foi produzido pela Diretoria de Estudos do Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Biocombust\u00edveis da EPE, liderada por Helo\u00edsa Borges (foto principal). O documento pode ser acessado na \u00edntegra por meio deste <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mme\/pt-br\/assuntos\/noticias\/PDE2031_CadernodeOfertadeDerivados_Final.pdf\">link<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Petronot\u00edcias \/ Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o O Minist\u00e9rio de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) publicaram nesta semana um novo caderno do Plano Decenal de Energia (PDE) 2031. O documento traz novas previs\u00f5es sobre a oferta de derivados de petr\u00f3leo no Brasil nos pr\u00f3ximos dez anos. 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