{"id":27409,"date":"2022-03-03T10:13:29","date_gmt":"2022-03-03T13:13:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=27409"},"modified":"2022-03-03T10:13:29","modified_gmt":"2022-03-03T13:13:29","slug":"precos-dos-combustiveis-ganham-pressao-extra-com-guerra-na-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=27409","title":{"rendered":"Pre\u00e7os dos combust\u00edveis ganham press\u00e3o extra com guerra na Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/precos-dos-combustiveis-ganham-pressao-extra-com-guerra-na-ucrania\/\">Money Times<\/a> \/ imagem: Reuters<\/strong><\/p>\n<p>A guerra na<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/tag\/ucrania\/\"><strong>Ucr\u00e2nia<\/strong><\/a>, do outro lado do mundo, deve chegar ao<span>\u00a0<\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/tag\/brasil\/\">Brasil<\/a><span>\u00a0<\/span><\/strong>na forma de alta dos pre\u00e7os dos<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/tag\/combustiveis\/\"><strong>combust\u00edveis<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Entre especialistas, h\u00e1 quem aposte que o barril do petr\u00f3leo, usado como mat\u00e9ria-prima para produzir<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/tag\/gasolina\/\"><strong>gasolina<\/strong><span>\u00a0<\/span><\/a>e diesel, vai ultrapassar a cota\u00e7\u00e3o recorde de US$ 147,50 por barril, de 2008, um pouco antes da fal\u00eancia do banco Lehman Brothers.<\/p>\n<p>No Brasil, a disparada da commodity nos \u00faltimos dias, quando chegou a ultrapassar os US$ 105, pegou a<span>\u00a0<\/span><strong><a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/tag\/petrobras\/\">Petrobras<\/a><\/strong>\u00a0(<strong><a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/tag\/\">PETR3<\/a>;<\/strong>\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/cotacao\/petr4\/\">PETR4<\/a><\/strong>) com seus pre\u00e7os inalterados havia 47 dias.<\/p>\n<p>O \u00faltimo reajuste foi em 12 de janeiro. A empresa disse, na semana passada, que a valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar contrabalan\u00e7ava a alta do barril e ajudava a segurar os pre\u00e7os dos combust\u00edveis.<\/p>\n<p>Com isso, ganharia tempo para avaliar se as mudan\u00e7as trazidas pela guerra seriam estruturais e permaneceriam por um longo prazo, o que justificaria novos aumentos, ou se eram eventos pontuais. Com a guerra, o d\u00f3lar voltou a se valorizar sobre o real.<\/p>\n<p>Segundo a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Importadores de Combust\u00edveis (Abicom)<\/strong>, a defasagem entre a Petrobras e as principais bolsas de negocia\u00e7\u00e3o j\u00e1 chega a 11%, no caso da gasolina, e a 12%, no diesel.<\/p>\n<p>A Petrobras sofre grande press\u00e3o do governo para n\u00e3o reajustar a gasolina e o<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/tag\/diesel\/\"><strong>diesel<\/strong><\/a>, porque isso gera infla\u00e7\u00e3o e afeta o or\u00e7amento das fam\u00edlias, o que pode prejudicar os planos de reelei\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica, Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>O governo \u00e9 o acionista majorit\u00e1rio da companhia. Mas a petrol\u00edfera tem tamb\u00e9m os seus acionistas minorit\u00e1rios, no mercado financeiro, que exigem dela independ\u00eancia na gest\u00e3o e resist\u00eancia aos apelos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Ex-diretora-geral da<a href=\"https:\/\/www.moneytimes.com.br\/tag\/anp\/\"><strong><span>\u00a0<\/span>Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP)<\/strong><\/a><span>\u00a0<\/span>e pesquisadora da FGV, Magda Chambriard lembra que o consumo interno de \u00f3leo diesel \u00e9 de cerca de 60 bilh\u00f5es de litros por ano e que qualquer real que a empresa deixe de repassar para seus clientes tem um peso bilion\u00e1rio em seu caixa.<\/p>\n<p>Em contrapartida, a capacidade dos consumidores \u00e9 limitada. Adriano Pires, s\u00f3cio do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), diz que, se o barril chegar aos US$ 150, nenhum pa\u00eds vai poder repassar totalmente essa alta para o consumidor. \u201cVai ser preciso apertar o bot\u00e3o da calamidade publica e congelar os pre\u00e7os, n\u00e3o tem jeito. \u00c9 um pre\u00e7o de excepcionalidade, pre\u00e7o de um momento de guerra.\u201d<\/p>\n<p><strong>Discuss\u00e3o no Congresso<\/strong><\/p>\n<p>Crescem as exig\u00eancias para que o governo e o Congresso apresentem uma solu\u00e7\u00e3o. O senador Jean-Paul Prates (PT-RN) espera votar na semanq que vem seu projeto de lei que cria uma conta de estabiliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os e um outro que muda o c\u00e1lculo do ICMS, mas d\u00e1 autonomia de implanta\u00e7\u00e3o aos Estados. \u201c\u00c9 a primeira vez que o Brasil \u00e9 pego por uma onda de alta (do petr\u00f3leo) sem nenhum escudo de prote\u00e7\u00e3o da volatilidade l\u00e1 de fora. Estamos completamente expostos\u201d, disse o senador.<\/p>\n<p>O tamanho do estrago vai depender das san\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 R\u00fassia e da resposta a elas. \u201cAinda n\u00e3o houve nenhuma penalidade que envolva o fluxo de energia de um lado ou de outro\u201d, observa o pesquisador Rodrigo Le\u00e3o, especialista em Geopol\u00edtica do Petr\u00f3leo pelo<span>\u00a0<\/span><strong>Instituto de Estudos Estrat\u00e9gicos de Petr\u00f3leo e G\u00e1s Natural (Ineep)<\/strong>.<\/p>\n<p>J\u00e1 o s\u00f3cio-gestor da consultoria Inter.B. e conselheiro do Centro Brasileiro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Cebri), Claudio Frischtak, afirma que, se a guerra continuar, sem retalia\u00e7\u00f5es, o petr\u00f3leo deve oscilar de US$ 100 a US$ 110. Com retalia\u00e7\u00f5es, a oscila\u00e7\u00e3o vai \u00e0 casa dos US$ 150, \u201ce isso \u00e9 outro mundo\u201d, diz. \u201cNo caso do Brasil, ser\u00e1 um mundo de recess\u00e3o e infla\u00e7\u00e3o mais aguda.\u201d A consultoria Rystady Energy projeta o barril na casa dos US$ 130.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal<span>\u00a0<\/span><b>O Estado de S. Paulo.<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Money Times \/ imagem: Reuters A guerra na\u00a0Ucr\u00e2nia, do outro lado do mundo, deve chegar ao\u00a0Brasil\u00a0na forma de alta dos pre\u00e7os dos\u00a0combust\u00edveis. 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