{"id":27696,"date":"2022-03-25T17:04:20","date_gmt":"2022-03-25T20:04:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=27696"},"modified":"2022-03-25T17:18:21","modified_gmt":"2022-03-25T20:18:21","slug":"ampliacao-do-acesso-ao-glp-e-desafios-da-infraestrutura-de-abastecimento-foram-destaques-no-segundo-dia-do-35o-congresso-da-aiglp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=27696","title":{"rendered":"Amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao GLP e desafios da infraestrutura de abastecimento foram destaques no segundo dia do 35\u00ba Congresso da AIGLP"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Insight<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A abertura das discuss\u00f5es do segundo dia do 35\u00ba Congresso da AIGLP, hoje, no Rio de Janeiro, teve como tema \u201cProgramas Sociais: Capacidade Fiscal dos Pa\u00edses\u201d. O executivo da Gasnova Alejandro Mrtinez comentou a situa\u00e7\u00e3o do consumo de g\u00e1s na Col\u00f4mbia. Segundo ele, nos \u00faltimos dois anos houve uma queda de 9% no segmento de GLP residencial, o que indica que uma parcela ainda maior das fam\u00edlias est\u00e1 usando lenha. \u201cO aumento do pre\u00e7o do energ\u00e9tico afeta o consumo, devido ao alto impacto social do energ\u00e9tico\u201d, ressaltou, destacando que este ano come\u00e7a um programa de US$ 2 milh\u00f5es voltado \u00e0s fam\u00edlias para combater o uso de lenha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa Col\u00f4mbia, o GLP n\u00e3o tem uma pol\u00edtica de subs\u00eddios robusta como os combust\u00edveis l\u00edquidos t\u00eam, da ordem de US$ 3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais, e at\u00e9 mesmo o GN, de US$ 100 milh\u00f5es anuais. No caso do GLP, os subs\u00eddios s\u00e3o de aproximadamente US$ 25 milh\u00f5es por ano\u201d, criticou Martinez, ao avaliar a dificuldade em se aumentar recursos para o GLP, uma vez que os demais combust\u00edveis j\u00e1 s\u00e3o extremamente subsidiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora da PUC-RJ Adriana Gioda lembrou que o consumo da lenha \u00e9 tamb\u00e9m um h\u00e1bito cultural, mas em menor escala, porque muitas vezes o fog\u00e3o a lenha \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o. Na maioria dos casos, \u00e9 uma quest\u00e3o de pobreza. Segundo ela, a transfer\u00eancia de renda pode reduzir significativamente o consumo da lenha catada, inapropriada para a queima, mas alertou que \u00e9 preciso definir diretrizes criteriosas para que os recursos destinados \u00e0s fam\u00edlias de baixa renda para a compra do g\u00e1s tenham o emprego correto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vis\u00e3o do professor da UFRJ Marcelo Colomer, palestrante do painel, moderado por Diego Alves, da AIGLP, \u00e9 urgente a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que pensem na substitui\u00e7\u00e3o da lenha dentro dos lares das fam\u00edlias mais pobres, uma vez que a lenha traz in\u00fameros problemas de sa\u00fade, atingindo prioritariamente mulheres e crian\u00e7as, e causa tamb\u00e9m danos ao meio ambiente. \u201cN\u00e3o se trata de fazer uma pol\u00edtica de incentivo ao GLP, mas uma pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o de consumo da lenha\u201d, destacou. Colomer ainda frisou: \u201cacesso f\u00edsico n\u00e3o \u00e9 acesso econ\u00f4mico. \u00c9 preciso que o produto caiba dentro do or\u00e7amento familiar\u201d. O professor tamb\u00e9m criticou subs\u00eddios horizontais, como controle de pre\u00e7os. \u201cN\u00e3o s\u00e3o adequados para uma pol\u00edtica de moderniza\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica porque beneficiam quem n\u00e3o precisa dele.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo painel do evento \u201cInfraestrutura Prim\u00e1ria de Abastecimento \u2013 Desafios para os Pr\u00f3ximos Anos\u201d foi moderado por Marisa Barros, diretora no MME. Na palestra de Marcus D\u2019Elia, s\u00f3cio-diretor da Leggio, foi destacada a necessidade de investimento em infraestrutura portu\u00e1ria devido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o relativamente alta onde o GLP opera, com necessidade de investimento em ber\u00e7os nos terminais portu\u00e1rios. \u201cH\u00e1 uma \u00a0tend\u00eancia de maior ocupa\u00e7\u00e3o ao longo do tempo, caracterizando a forma\u00e7\u00e3o de um gargalo log\u00edstico, que poder\u00e1 se agravar em um horizonte de 15 anos\u201d, alertou o consultor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u2019Elia tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para o fato de a importa\u00e7\u00e3o do produto ser quase totalmente via Petrobras um ponto preocupante, j\u00e1 que ainda n\u00e3o existem players preparados para ocupar as lacunas que ser\u00e3o deixadas com a redu\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o da estatal. \u201cMesmo com a inclus\u00e3o dos projetos futuros de UPGNs, ser\u00e1 fundamental o investimento em infraestrutura para importa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 gaps crescentes, que atingem 1 milh\u00e3o de toneladas de GLP por ano, em 2029, com proje\u00e7\u00f5es de 1,4 milh\u00e3o de toneladas do energ\u00e9tico em 2035\u201d, alertou D\u2019Elia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor da WLPG, Michael Kelly disse que a guerra na Europa, embora siga tendo um impacto global, afetou muito pouco a ind\u00fastria de GLP, que se mostrou bastante resistente em cen\u00e1rios de crise. \u201cN\u00e3o sabemos, no curto prazo, o impacto da guerra no mercado de GLP. Depender\u00e1 do tempo de dura\u00e7\u00e3o, se haver\u00e1 uso de armas qu\u00edmicas, se ser\u00e1 apenas um conflito regional ou se \u00e9 o come\u00e7o de uma terceira guerra mundial\u201d, destacou Kelly. E acrescentou: \u201cUm dos pontos fortes na nossa ind\u00fastria \u00e9 o abastecimento no mundo inteiro, n\u00e3o dependemos da R\u00fassia, como o g\u00e1s natural depende no \u00e2mbito da Europa; at\u00e9 agora o impacto tem sido relativamente m\u00ednimo na nossa ind\u00fastria em n\u00edvel global\u201d, avaliou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alejandro Catalini, da YPF Argentina, ressaltou o excedente de produ\u00e7\u00e3o de GLP, fruto da reserva de g\u00e1s natural Vaca Muerta, a maior do planeta, localizada na Argentina, que demandar\u00e1 e incorpora\u00e7\u00e3o de infraestrutura para transportar o GLP. \u201cAs exporta\u00e7\u00f5es atuais v\u00e3o aumentar substancialmente. Essa \u00e9 a melhor not\u00edcia que podemos dar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alisson Matos, da Nacional G\u00e1s, lembrou que todo o abastecimento no Brasil foi pensado em cen\u00e1rios regionais e \u00e9 preciso desenvolver estruturas para p\u00f3los de entrada externos do energ\u00e9tico. \u201cEsse \u00e9 um grande desafio a enfrentar para n\u00e3o sermos pegos despreparados, especialmente nos pr\u00f3ximos anos, com o processo de desinvestimento da Petrobras. O Brasil tem um mar de oportunidades em infraestrutura com vistas a ampliar a efici\u00eancia do trabalho do setor\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Insight A abertura das discuss\u00f5es do segundo dia do 35\u00ba Congresso da AIGLP, hoje, no Rio de Janeiro, teve como tema \u201cProgramas Sociais: Capacidade Fiscal dos Pa\u00edses\u201d. O executivo da Gasnova Alejandro Mrtinez comentou a situa\u00e7\u00e3o do consumo de g\u00e1s na Col\u00f4mbia. 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