{"id":28468,"date":"2022-06-06T11:36:54","date_gmt":"2022-06-06T14:36:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=28468"},"modified":"2022-06-06T11:36:54","modified_gmt":"2022-06-06T14:36:54","slug":"inflacao-dos-alimentos-pressiona-os-mais-pobres-especialistas-avaliam-acoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=28468","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o dos alimentos pressiona os mais pobres; especialistas avaliam a\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/economia\/2022\/06\/5013208-inflacao-dos-alimentos-pressiona-mais-pobres.html\">Correio Braziliense<\/a> \/ imagem: <span>Maurenilson Freire<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Um brasileiro vai ao mercado comprar apenas o essencial para fazer as refei\u00e7\u00f5es do m\u00eas mas, ao checar os pre\u00e7os na prateleira, n\u00e3o h\u00e1 outra op\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser fazer substitui\u00e7\u00f5es ou, at\u00e9 mesmo, abrir m\u00e3o de certos itens, para que consiga pagar a conta no caixa. Se antes arroz, feij\u00e3o, verduras e carne eram garantia na mesa, hoje s\u00e3o artigo de luxo para alguns, principalmente os mais pobres. Para esses, nem sempre os aux\u00edlios do governo s\u00e3o capazes de garantir o sustento.<\/p>\n<p class=\"texto\"><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/opiniao\/2022\/05\/5006903-visao-do-correio-mais-inflacao-menos-renda.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Entre os principais fatores que influenciam a escalada dos pre\u00e7os est\u00e3o infla\u00e7\u00e3o e a taxa de juros \u2014 em constante alta desde o ano passado. A categoria de alimentos e bebidas foi uma das que sofreu maior impacto para o IPCA-15 (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo) no m\u00eas de maio<\/a>. A varia\u00e7\u00e3o foi de 1,52% na pr\u00e9via para infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas. O custo geral da alimenta\u00e7\u00e3o em casa acumula mais de 16% na soma dos 12 meses anteriores. Em abril, os dados apontavam que cerca de 90% dos alimentos analisados encareceram no per\u00edodo de um ano.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ivania Souza, 39 anos, tem marido e tr\u00eas filhos, e, h\u00e1 tr\u00eas meses, se tornou av\u00f3 de Levi. Moradora da Vila Planalto, perdeu o emprego em mar\u00e7o do ano passado, e desde ent\u00e3o tem apenas o Aux\u00edlio Brasil e o Aux\u00edlio Aluguel para manter toda a fam\u00edlia. Pagando R$ 750 mensais em moradia, mais os gastos com g\u00e1s de cozinha e internet para que os filhos consigam estudar, Ivania conta que fica com R$ 50 para lidar com as demais despesas. Ivania ainda descobriu um c\u00e2ncer de mama, est\u00e1 fazendo tratamento quimioter\u00e1pico, ao passo que cuida da casa e das crian\u00e7as. Mas n\u00e3o possui nenhuma fonte de renda. Em meio a esse cen\u00e1rio, a dura realidade: se alimentar fica cada vez mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Est\u00e1 sendo muito dif\u00edcil comprar ao menos os alimentos. A gente compra o que d\u00e1 para comprar, feij\u00e3o e arroz que \u00e9 o principal. E n\u00e3o tem como colocar na feira fruta e verdura, essas coisas\u2026 N\u00e3o d\u00e1 para dar prefer\u00eancia pra isso. Eu t\u00f4 sobrevivendo mais \u00e9 da ajuda das pessoas&#8221;, relatou.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Ivania, o apoio do governo federal \u00e9 muito aqu\u00e9m do que deveria ser. &#8220;Antes de voc\u00ea receber o benef\u00edcio de R$ 400 do Aux\u00edlio Brasil ainda vem uma mensagem falando pra voc\u00ea verificar o que tem na cozinha e nos arm\u00e1rios: &#8216;compra s\u00f3 o essencial&#8217;. Como \u00e9 que a pessoa vai comprar s\u00f3 o essencial se o dinheiro nem d\u00e1 pra comprar nada? Nem para comprar alimento b\u00e1sico?&#8221;, desabafou.<\/p>\n<p class=\"texto\">A cozinheira Merian Santos, 37 anos, tamb\u00e9m sentiu o aumento dos pre\u00e7os. Ela mora com a m\u00e3e, o marido, o filho, a irm\u00e3 e o sobrinho em Cap\u00e3o Comprido, e \u00e9 a \u00fanica que recebe sal\u00e1rio. &#8220;Como aqui em casa s\u00f3 eu que trabalho, e meu marido \u00e0s vezes trabalha com bico, sou eu que banco tudo. Compro rem\u00e9dio para minha irm\u00e3, que \u00e9 tudo caro, e a\u00ed fica um peso, fica muito caro para mim, porque sou eu sozinha que banco a casa.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Recentemente, ela quitou as d\u00edvidas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, e decidiu abolir o uso dessa forma de pagamento por um tempo, mas tem passado aperto sem a possibilidade de parcelar as compras. &#8220;As coisas do jeito que est\u00e3o hoje em dia, voc\u00ea nem come direito, nem vive direito. Porque tem que comprar roupa, comida, rem\u00e9dio, ent\u00e3o est\u00e1 muito dif\u00edcil para manter. Para a gente que n\u00e3o tem muita condi\u00e7\u00e3o, fica dif\u00edcil&#8221;, disse.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em situa\u00e7\u00e3o mais delicada est\u00e1 a dona de casa Edineide do Amaral da Silva, de 36 anos, que vive na ocupa\u00e7\u00e3o de Santa Luzia, na Estrutural. Ela e o marido, vindos da Bahia, s\u00e3o respons\u00e1veis por tr\u00eas filhos. A renda vem do antigo Bolsa Fam\u00edlia e do trabalho do homem: entrega de meio-fio, que paga \u00e0s sextas-feiras, ou s\u00e1bados, ou domingos.<\/p>\n<p class=\"texto\">O barraco tem geladeira, mas est\u00e1 praticamente vazia. &#8220;Pelo jeito vai s\u00f3 piorar. Eu fiz o almo\u00e7o aqui hoje e o g\u00e1s quase que vai embora, e eu fiz o cadastro do Prato Cheio e do (vale) G\u00e1s e n\u00e3o fui aprovada&#8221;, lembra. Segundo ela, Santa Luzia \u00e9 um lugar esquecido pelas autoridades.<\/p>\n<p class=\"texto\">Resta montar o quebra-cabe\u00e7a para fazer o dinheiro render mais, e colocar o b\u00e1sico na mesa. &#8220;Hoje n\u00f3s comemos arroz e ovo. Fiz um pouquinho de feij\u00e3o, tem farinha, mas carne e mistura acabou, e tem que dar para o fim de semana. E a\u00ed depois disso a gente vai segurando at\u00e9 o pr\u00f3ximo pagamento.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">No caso de Belchior Francisco Gabriel, o fog\u00e3o \u00e9 a lenha, e a carne, um luxo que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel no restaurante comunit\u00e1rio. O carroceiro, tamb\u00e9m morador de Santa Luzia, n\u00e3o compra carne no mercado h\u00e1 15 anos: os fretes e bicos como construtor de barraco n\u00e3o s\u00e3o suficientes para bancar o alimento.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Com os fretes que eu fa\u00e7o, infelizmente n\u00e3o d\u00e1 para comprar tudo que precisa. Para dizer a verdade falta muita coisa. Eu pego aquele Prato Cheio, o do g\u00e1s eu n\u00e3o consegui. Eu pe\u00e7o ajuda para as pessoas. Eu comi ontem no restaurante comunit\u00e1rio que \u00e9 R$ 1, mas eu n\u00e3o tenho geladeira em casa. \u00c0s vezes fico dias sem comer&#8221;, contou.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O economista e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Felipe Queiroz, explica que o contexto atual \u00e9 marcado por alta infla\u00e7\u00e3o, alto desemprego, e alta taxa de juros, e que esse \u00e9 &#8220;o pior cen\u00e1rio poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O efeito disso para as fam\u00edlias \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do poder de compra, amplia\u00e7\u00e3o do endividamento e aumento do desemprego. E quem sofre mais? As fam\u00edlias de menor renda. Da\u00ed vem esse sufoco que elas est\u00e3o enfrentando. \u00c9 certo que o IPCA do ano de 2021 fechou em torno de 10% \u2014 o dobro do limite estabelecido. No entanto, h\u00e1 itens b\u00e1sicos que t\u00eam subido acima de 20%, 30%, 40% ao longo de 2021, e continuar\u00e3o a subir neste ano&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em raz\u00e3o da combina\u00e7\u00e3o das tr\u00eas vari\u00e1veis, a popula\u00e7\u00e3o com menor poder aquisitivo se v\u00ea for\u00e7ada a reduzir a cesta de produtos. &#8220;Primeiro, as fam\u00edlias mudam a linha, come\u00e7am a comprar de outras marcas, depois alteram a cesta, substituindo os produtos e, finalmente, passam a reduzir significativamente. Porque o custo tem aumentado, os sal\u00e1rios n\u00e3o est\u00e3o aumentando de forma compat\u00edvel, e a\u00ed n\u00f3s vemos situa\u00e7\u00f5es absurdas como as atuais: fam\u00edlias indo atr\u00e1s de ossos em a\u00e7ougues.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Andr\u00e9 Braz, economista da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), lembra que a press\u00e3o sobre os alimentos \u00e9 uma das maiores. &#8220;A primeira e maior press\u00e3o fica com os transportes, e o segundo maior impacto, na alimenta\u00e7\u00e3o. Apesar de ser o segundo maior impacto \u00e9 o que mais afeta os menos favorecidos, porque as fam\u00edlias de baixa renda n\u00e3o gastam dinheiro com gasolina, mas gastam dinheiro ou quase toda a sua renda com alimentos&#8221;, observou.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Incertezas<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A alimenta\u00e7\u00e3o deve seguir como um dos vetores da infla\u00e7\u00e3o ao longo de 2022, na avalia\u00e7\u00e3o de Braz. Isso porque o Brasil est\u00e1 atravessando um per\u00edodo de desafios causados simultaneamente por pandemia, guerra, alta na taxa de juros, crescimento t\u00edmido do PIB, encarecimento dos combust\u00edveis e a pr\u00f3pria infla\u00e7\u00e3o. &#8220;Com essas vari\u00e1veis no radar, \u00e9 muito dif\u00edcil a gente fazer uma aposta de que o pre\u00e7o dos alimentos agora vai deixar de subir ou que isso vai ficar no passado&#8221;, ponderou.<\/p>\n<p class=\"texto\">A expectativa para 2023 n\u00e3o \u00e9 otimista, j\u00e1 que o ano ser\u00e1 de ajustes: &#8220;Acredito que nossa infla\u00e7\u00e3o ainda vai ficar longe da meta. A meta de infla\u00e7\u00e3o para este ano \u00e9 de 3,5% e a estimativa da infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 em torno de 8%&#8221;.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>*Estagi\u00e1rias sob a supervis\u00e3o de Carlos Alexandre de Souza<\/strong><\/p>\n<p><strong>Especialistas avaliam medidas do governo<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Enquanto o governo federal debate decretar novo estado de calamidade p\u00fablica no Brasil por conta do aumento da fome, os efeitos da hiperinfla\u00e7\u00e3o seguem a impactar a vida dos brasileiros. A medida cogitada pelo Executivo, definida pela \u00faltima vez no in\u00edcio da pandemia, daria abertura fiscal para bancar os subs\u00eddios dos combust\u00edveis, um dos vil\u00f5es no aumento dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p class=\"texto\">O economista M\u00e1rcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acredita que o pr\u00f3prio governo \u00e9 respons\u00e1vel pela alta da infla\u00e7\u00e3o. &#8220;Sem enfrentar as causas, precisa atuar sobre as consequ\u00eancias&#8221;, destacou. Dentre as poss\u00edveis pol\u00edticas que poderiam ser atacadas para resolver o problema, Pochmann destacou a alta da energia el\u00e9trica, a Pol\u00edtica de Paridade de pre\u00e7os de Importa\u00e7\u00e3o (PPI) praticado pela Petrobras para calcular o valor do litro de gasolina ou diesel, e os recentes an\u00fancios de reajuste nos pre\u00e7os dos planos de sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;\u00c9 uma indica\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de que o governo de Jair Bolsonaro n\u00e3o est\u00e1 interessado em atuar nas causas da infla\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu Pochmann, que integra o grupo de Economia do programa de governo do pr\u00e9-candidato Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, principal advers\u00e1rio do atual chefe do Executivo \u00e0s elei\u00e7\u00f5es 2022.<\/p>\n<p class=\"texto\">O pesquisador e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Giacomo Balbinotto indica que o problema vai al\u00e9m de medidas interventivas. &#8220;As medidas n\u00e3o t\u00eam efeito imediato. H\u00e1 uma defasagem nas a\u00e7\u00f5es de pol\u00edtica econ\u00f4mica, que levam algum tempo a serem sentidas pela popula\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou.<\/p>\n<p><strong>Vil\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Combust\u00edveis, alimenta\u00e7\u00e3o, transporte s\u00e3o alguns dos principais vil\u00f5es do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que foi de 12,13% nos \u00faltimos doze meses. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior entre as fam\u00edlias com renda entre um e cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos de renda, que mostra que os pre\u00e7os subiram 12,47% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"texto\">Por consequ\u00eancia, houve um aumento substancial no n\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza inscritas no Cad\u00danico. Somente no Aux\u00edlio Brasil h\u00e1 cerca de 18 milh\u00f5es de fam\u00edlias que recebem o benef\u00edcio de R$ 400. Reflexo de um total de 11,3 milh\u00f5es de desempregados.<\/p>\n<p class=\"texto\">Balbinotto discorda da especula\u00e7\u00e3o de interesse do governo em manter a infla\u00e7\u00e3o em alta. &#8220;De uma maneira geral, nenhum governo aceita a responsabilidade da infla\u00e7\u00e3o. Ela imp\u00f5e custos significativos para a popula\u00e7\u00e3o, principalmente de baixa renda, que tem dificuldades em manter o poder de compra e tem um acesso dificultado ao mercado de trabalho&#8221;, avaliou.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para o per\u00edodo eleitoral, Balbinotto aponta que os candidatos dever\u00e3o ter planos de governos elaborados tendo o combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o como elemento central. &#8220;Os candidatos t\u00eam que ter propostas bastante claras sobre como combater a infla\u00e7\u00e3o. Quais os instrumentos utilizar e deixar claro para popula\u00e7\u00e3o que esse efeito n\u00e3o \u00e9 imediato&#8221;, aponta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Correio Braziliense \/ imagem: Maurenilson Freire Um brasileiro vai ao mercado comprar apenas o essencial para fazer as refei\u00e7\u00f5es do m\u00eas mas, ao checar os pre\u00e7os na prateleira, n\u00e3o h\u00e1 outra op\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser fazer substitui\u00e7\u00f5es ou, at\u00e9 mesmo, abrir m\u00e3o de certos itens, para que consiga pagar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[48,47],"tags":[],"class_list":["post-28468","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28468\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}