{"id":28894,"date":"2022-06-28T09:49:16","date_gmt":"2022-06-28T12:49:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=28894"},"modified":"2022-06-28T09:49:16","modified_gmt":"2022-06-28T12:49:16","slug":"refino-de-petroleo-no-mundo-ate-quando-sera-viavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=28894","title":{"rendered":"Refino de petr\u00f3leo no mundo: at\u00e9 quando ser\u00e1 vi\u00e1vel?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/editorabrasilenergia.com.br\/refino-de-petroleo-no-mundo-ate-quando-sera-viavel\/\">Brasil Energia<\/a> \/ imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em mais de 160 anos de presen\u00e7a crescente em nosso planeta, a ind\u00fastria do petr\u00f3leo vem sendo capaz de crescer, diversificar, adaptar-se e se reinventar para enfrentar, nos \u00faltimos tempos, os incont\u00e1veis desafios que insistem em determinar o fim da era de uma fonte confi\u00e1vel de energia.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 40 anos, respeitadas autoridades do setor v\u00eam afirmando que \u201co mundo tem petr\u00f3leo para mais 40 anos de consumo\u201d, fazendo que este seja um horizonte itinerante, mesmo porque, dada a senioridade das que o afirmam, nenhuma delas estar\u00e1 por aqui para confirmar suas assertivas.<\/p>\n<p>Hoje, o foco das preocupa\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria est\u00e1 migrando para a \u00e1rea de refino, alvo de exig\u00eancias de qualidade crescentes, maior efici\u00eancia e menores emiss\u00f5es, mas n\u00e3o sendo ainda objeto de for\u00e7as dissuas\u00f3rias que comecem a reduzir significativamente o n\u00edvel de 102 milh\u00f5es de barris\/dia de capacidade de refino em todo o mundo (<em>BP Statistical Review 2021)<\/em>.<\/p>\n<p>A rigor, nos \u00faltimos 20 anos a capacidade de refino mundial cresceu de 82,4 (2000), passando por 91,7 (2010), chegando a 101,9 milh\u00f5es de bbl\/dia em 2020, destacando-se as regi\u00f5es da \u00c1sia-Pac\u00edfico (35,7%) e Europa-Eur\u00e1sia (23,4%) e Am\u00e9rica do Norte (21,3%), que juntas representam mais de 80% da capacidade de refino mundial.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Am\u00e9rica do Sul e Central, que abrigam 18,7% das reservas mundiais provadas de \u00f3leo (323,4 bilh\u00f5es de bbl), a capacidade de refino representa 6,1% da capacidade mundial, tendo passado de 6,35 em 2010 a 6,16 milh\u00f5es de bbl\/d em 2020.<\/p>\n<p>Nos mais recentes encontros t\u00e9cnicos para discutir o futuro do refino no mundo e na LAC, a ARPEL apresenta um panorama em que se destacam as for\u00e7as que atuam nesse segmento, e que poder\u00e3o ser os direcionadores dos investimentos para as adapta\u00e7\u00f5es que visam acompanhar a demanda mundial (e regional) por derivados, especialmente para o setor de transporte, que representa 55% da demanda mundial de petr\u00f3leo:<\/p>\n<ol>\n<li>As anunciadas decis\u00f5es pol\u00edticas de alguns pa\u00edses em banir at\u00e9 2025, 2030 e 2040 os ve\u00edculos a combust\u00e3o interna;<\/li>\n<li>As decis\u00f5es pol\u00edticas de alguns pa\u00edses em descontinuar suas refinarias, j\u00e1 come\u00e7ando a importar 100% do que consomem;<\/li>\n<li>As exig\u00eancias por crescentes padr\u00f5es de qualidade dos combust\u00edveis, reduzindo as emiss\u00f5es veiculares (CO, NOx, SOx, etc.) visando aumentar a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e da vida humana;<\/li>\n<li>As amea\u00e7as da expans\u00e3o das frotas de ve\u00edculos movidos a eletricidade ou outras fontes renov\u00e1veis;<\/li>\n<li>As decis\u00f5es de grupos empresariais em reduzir suas capacidades de refino, intensificando investimentos em renov\u00e1veis;<\/li>\n<li>As inten\u00e7\u00f5es declaradas de organiza\u00e7\u00f5es em redirecionar investimentos e tecnologias para a produ\u00e7\u00e3o de petroqu\u00edmicos;<\/li>\n<\/ol>\n<p>Estima-se que as estrat\u00e9gias dos pa\u00edses que abrigam reservas importantes de petr\u00f3leo diferir\u00e3o, por \u00f3bvias raz\u00f5es, das estrat\u00e9gias de quem tem grande (ou total) depend\u00eancia do \u00f3leo importado.<\/p>\n<p>Os desequil\u00edbrios da\u00ed decorrentes possivelmente aumentar\u00e3o significativamente as rela\u00e7\u00f5es de troca inter-regionais, incrementando-se o com\u00e9rcio internacional de derivados de petr\u00f3leo, que seguir\u00e3o sendo produzidos onde se sintam menores press\u00f5es pol\u00edticas contra nossa ind\u00fastria, mas sabendo-se que ter\u00e3o que produzir derivados com qualidade crescente, especialmente com redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica ou elimina\u00e7\u00e3o de elementos contaminantes.<\/p>\n<p>A grande pergunta que n\u00e3o quer calar: sabendo-se que o refino de petr\u00f3leo gera hoje mais de 90% dos combust\u00edveis que movem o setor de transporte, quem (e onde) seguir\u00e1 refinando petr\u00f3leo, quando, por uma quest\u00e3o de escala, as decis\u00f5es de focar em outras fontes de energia comecem a afetar a rentabilidade da atividade de refino em todo o mundo? Ser\u00e1 essa uma \u201cnova for\u00e7a\u201d que induzir\u00e1 o redirecionamento de focos e investimentos com maior intensidade para os n\u00e3o renov\u00e1veis?<\/p>\n<p>Daqui para frente, ser\u00e1 fundamental acompanhar toda essa movimenta\u00e7\u00e3o, para que o setor tenha muito claro quando dever\u00e1 come\u00e7ar a migrar de forma incisiva para a produ\u00e7\u00e3o de novas formas de energia, buscando o equil\u00edbrio que permita seguir remunerando seus acionistas, sem deixar de refinar petr\u00f3leo, enquanto este seguir sendo aceito pela sociedade mundial como uma das formas mais confi\u00e1veis de se gerar energia, combust\u00edveis e petroqu\u00edmicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Brasil Energia \/ imagem: Divulga\u00e7\u00e3o Em mais de 160 anos de presen\u00e7a crescente em nosso planeta, a ind\u00fastria do petr\u00f3leo vem sendo capaz de crescer, diversificar, adaptar-se e se reinventar para enfrentar, nos \u00faltimos tempos, os incont\u00e1veis desafios que insistem em determinar o fim da era de uma fonte [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[48,47],"tags":[],"class_list":["post-28894","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28894"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28894\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}