{"id":3391,"date":"2005-02-01T14:20:51","date_gmt":"2005-02-01T14:20:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=3391"},"modified":"2016-06-03T14:29:28","modified_gmt":"2016-06-03T14:29:28","slug":"gas-de-cozinha-e-seguranca-do-consumidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=3391","title":{"rendered":"G\u00e1s de cozinha e seguran\u00e7a do consumidor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span id=\"ctl00_ContentPlaceHolder1_lblTexto\" class=\"texto cinza\"><strong>Lauro Marcos Barreto Cotta <\/strong><br \/>\n<strong>Presidente do Sindig\u00e1s \u2013 Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras <\/strong><br \/>\n<strong>de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Servi\u00e7os b\u00e1sicos, quando funcionam perfeitamente, sem problemas de abastecimento ou de seguran\u00e7a, deixam de ser not\u00edcia. \u00c9 o que acontece com o energ\u00e9tico mais usado nos lares brasileiros, distribu\u00eddo regularmente em todos os munic\u00edpios do pa\u00eds com uma abrang\u00eancia maior do que a \u00e1gua encanada e a luz el\u00e9trica. Estou me referindo, naturalmente, ao GLP, o g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo, mais conhecido como g\u00e1s de cozinha, que chega a mais de 41 milh\u00f5es de domic\u00edlios e mais de 150 mil empresas, entre hospitais, maternidades, escolas, creches, hot\u00e9is, clubes, bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, industriais e agropecu\u00e1rios que utilizam o produto. Por seu alto poder calor\u00edfico, qualidade de queima, f\u00e1cil manuseio, transportabilidade e baixo impacto ambiental, o GLP \u00e9 hoje uma fonte de energia essencial n\u00e3o somente para a popula\u00e7\u00e3o, que depende dele para cozinhar seus alimentos, como tamb\u00e9m para os diversos segmentos empresariais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O abastecimento desse produto para a maior parte dos lares brasileiros, at\u00e9 mesmo nos rinc\u00f5es mais distantes, \u00e9 poss\u00edvel em fun\u00e7\u00e3o da praticidade e seguran\u00e7a dos botij\u00f5es met\u00e1licos. Existem em circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds cerca de 98,5 milh\u00f5es de botij\u00f5es P-13, de uso dom\u00e9stico, al\u00e9m de outros vasilhames transport\u00e1veis e da venda a granel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prop\u00f3sito do excelente artigo de Luiz Oswaldo Aranha publicado recentemente no Jornal do Comm\u00e9rcio, sob o t\u00edtulo \u201cO problema do g\u00e1s domiciliar\u201d, vale registrar que os botij\u00f5es de g\u00e1s oferecem seguran\u00e7a em qualquer tipo de moradia, do casebre ao apartamento. Atualmente s\u00e3o rar\u00edssimas \u2013 ou mesmo inexistentes \u2013 as ocorr\u00eancias de acidentes com GLP, por uma raz\u00e3o muito simples: o engarrafamento em botij\u00f5es segue rigorosas normas nacionais e internacionais, passando por processos de manuten\u00e7\u00e3o e requalifica\u00e7\u00e3o que conferem total seguran\u00e7a para o consumidor final. Nos \u00faltimos cinco anos, as empresas do setor investiram mais de R$ 1 bilh\u00e3o em qualidade e seguran\u00e7a. Quase dez milh\u00f5es de botij\u00f5es antigos foram sucateados, mais de 30 milh\u00f5es foram requalificados e cerca de 25 milh\u00f5es de botij\u00f5es novos foram colocados em circula\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo. Vale destacar que a vida \u00fatil m\u00e9dia de um botij\u00e3o \u00e9 de trinta anos. Se o manuseio do botij\u00e3o ou a sua utiliza\u00e7\u00e3o gerar um desgaste antecipado, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o da distribuidora substitu\u00ed-lo quando do controle de qualidade nas unidades industriais de engarrafamento, pois a empresa distribuidora responde pela qualidade do produto que coloca no mercado e pela seguran\u00e7a do consumidor. Esse controle torna-se poss\u00edvel pela presen\u00e7a da marca da empresa gravada no corpo do botij\u00e3o, de acordo com as normas da ANP, que regula e fiscaliza esse mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O g\u00e1s de cozinha \u00e9 t\u00e3o essencial para a popula\u00e7\u00e3o que deveria ter o mesmo tratamento dos produtos que comp\u00f5em a cesta b\u00e1sica, reduzindo-se a carga fiscal que hoje incide sobre ele com um peso maior do que sobre o g\u00e1s natural e outros combust\u00edveis mais poluentes, como o \u00f3leo combust\u00edvel. Nos \u00faltimos dez anos, a carga tribut\u00e1ria sobre o GLP cresceu 461%, enquanto o pre\u00e7o da refinaria para os distribuidores subiu 1.014% e o pre\u00e7o de venda ao consumidor final 335%. Ou seja, grande parte do aumento de impostos e do custo do produto tem sido absorvida pelas distribuidoras, reduzindo sua participa\u00e7\u00e3o na cadeia de valor. Al\u00e9m disso, o Sindig\u00e1s tem sugerido ao poder p\u00fablico a cria\u00e7\u00e3o de um fundo de estabiliza\u00e7\u00e3o com recursos da CIDE para minimizar a volatilidade do c\u00e2mbio e dos pre\u00e7os internacionais do GLP, e a amplia\u00e7\u00e3o do Aux\u00edlio-G\u00e1s \u2013 que poderia ter seu valor reajustado (o valor atual \u00e9 de R$ 7,50 por m\u00eas) al\u00e9m de ser estendido a um n\u00famero maior de fam\u00edlias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lauro Marcos Barreto Cotta Presidente do Sindig\u00e1s \u2013 Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo Servi\u00e7os b\u00e1sicos, quando funcionam perfeitamente, sem problemas de abastecimento ou de seguran\u00e7a, deixam de ser not\u00edcia. \u00c9 o que acontece com o energ\u00e9tico mais usado nos lares brasileiros, distribu\u00eddo regularmente em todos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3392,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-3391","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sindigas-opina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3391\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}