{"id":3402,"date":"2005-06-26T14:37:40","date_gmt":"2005-06-26T14:37:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=3402"},"modified":"2022-07-14T17:16:07","modified_gmt":"2022-07-14T20:16:07","slug":"glp-a-melhor-alternativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=3402","title":{"rendered":"GLP: a melhor alternativa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sergio Bandeira de Mello &#8211; Superintendente Executivo do Sindig\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"texto cinza\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crise da Bol\u00edvia, deflagrada h\u00e1 alguns dias, trouxe consigo a repentina preocupa\u00e7\u00e3o de desabastecimento de g\u00e1s natural, que poderia afetar n\u00e3o apenas os consumidores residenciais, nas \u00e1reas atendidas por esse energ\u00e9tico, mas principalmente as ind\u00fastrias que recentemente investiram na convers\u00e3o de seus equipamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda crise proporciona aprendizados e experi\u00eancias, que podem ser importantes, no m\u00ednimo, para evitar problemas semelhantes no futuro. Esta serviu para a reavalia\u00e7\u00e3o de paradigmas da matriz energ\u00e9tica brasileira. Entre outros aspectos, evidenciou o valor de op\u00e7\u00f5es consagradas e dispon\u00edveis em nosso pa\u00eds, principalmente o GLP. Este produto, por vezes banalizado, cujas m\u00faltiplas possibilidades de aplica\u00e7\u00e3o ainda ficam restritas \u2013 pelas normas vigentes \u2013 e todos pensam que este serve exclusivamente para uso como g\u00e1s de cozinha, deve ser antes de tudo um motivo de orgulho, por estar presente em mais de 95% dos lares brasileiros e em 100% dos munic\u00edpios do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente n\u00e3o houve manifesta\u00e7\u00f5es de aplauso ao GLP na crise energ\u00e9tica de 2001, por exemplo, cujos \u201capag\u00f5es\u201d at\u00e9 hoje s\u00e3o lembrados quando h\u00e1 risco de novas crises no abastecimento de energia el\u00e9trica. Naquela ocasi\u00e3o, o GLP desempenhou um important\u00edssimo papel, que poderia ter sido melhor se as resid\u00eancias tivessem mais aquecedores a g\u00e1s e menos chuveiros el\u00e9tricos. Grande parte da popula\u00e7\u00e3o usa energia el\u00e9trica para o aquecimento do banho, mas este sistema \u00e9 ineficiente e anti-econ\u00f4mico em compara\u00e7\u00e3o com a efici\u00eancia energ\u00e9tica e a rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio que se obt\u00e9m com o uso do GLP. O consumidor residencial que decidir trocar seu chuveiro el\u00e9trico pelo aquecedor a g\u00e1s vai economizar o suficiente para reaver em at\u00e9 seis meses o custo da nova instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando surgiu no Brasil a alternativa do g\u00e1s natural, uma das principais vantagens a ele atribu\u00eddas era a n\u00e3o-necessidade de manter estoques e invent\u00e1rios. Um fant\u00e1stico \u201cjust in time\u201d. Ineg\u00e1vel qualidade, principalmente considerando-se que este insumo era oferecido a custos bastante compensadores para grandes consumidores, como refinarias, termoel\u00e9tricas e grandes consumidores em geral, por for\u00e7a de artificialismos nos impostos e nos pre\u00e7os. Agora, diante de um fato novo como a crise na Bol\u00edvia, mostra-se como um fator extremamente grave e preocupante a impossibilidade de se garantir o abastecimento ininterrupto e de se armazenar o g\u00e1s natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O GLP, ao contr\u00e1rio, pode ser armazenado e transportado com facilidade, sem necessidade de gasodutos, chegando onde for preciso, por qualquer meio de transporte \u2013 caminh\u00e3o, caminhonete, vag\u00e3o-tanque, triciclo, barco, chata, balsa, carro\u00e7a e at\u00e9 lombo de jegue. Como for necess\u00e1rio e poss\u00edvel transportar, o produto chega. Tanto os consumidores residenciais quanto as empresas podem ter tranq\u00fcilidade quanto \u00e0 continuidade de seu fornecimento e a operacionalidade de seu uso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O GLP n\u00e3o \u00e9 concorrente do g\u00e1s natural em consumidores de grande porte. Este \u00e9 um produto nobre, um insumo barato e que para grandes industrias, inegavelmente competitivo e eficiente. Mas \u00e9 importante lembrar que o fato de n\u00e3o termos ainda auto-sufici\u00eancia em g\u00e1s natural deixa o nosso pa\u00eds sujeito a riscos de desabastecimento, como foi sinalizado pela recente crise na Bol\u00edvia. Caso a interrup\u00e7\u00e3o no fornecimento houvesse continuado por mais alguns dias, centenas de ind\u00fastrias no Brasil ficaram sem energia para mover suas m\u00e1quinas. Esse acontecimento mostrou, de forma inequ\u00edvoca, a import\u00e2ncia de se contar com uma alternativa segura, que sirva de back-up para as ind\u00fastrias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje inteiramente produzido no Brasil, o GLP \u00e9 a melhor alternativa, no caso de faltar g\u00e1s natural para os consumidores industriais. Al\u00e9m disso, \u00e9 vers\u00e1til e limpo, proporcionando ganhos de produtividade e qualidade a diversas ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sergio Bandeira de Mello &#8211; Superintendente Executivo do Sindig\u00e1s \u00a0 A crise da Bol\u00edvia, deflagrada h\u00e1 alguns dias, trouxe consigo a repentina preocupa\u00e7\u00e3o de desabastecimento de g\u00e1s natural, que poderia afetar n\u00e3o apenas os consumidores residenciais, nas \u00e1reas atendidas por esse energ\u00e9tico, mas principalmente as ind\u00fastrias que recentemente investiram na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3404,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-3402","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sindigas-opina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3402"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3402\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3404"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}