{"id":34975,"date":"2022-10-07T11:21:47","date_gmt":"2022-10-07T14:21:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=34975"},"modified":"2022-10-07T11:23:06","modified_gmt":"2022-10-07T14:23:06","slug":"gasolina-e-diesel-voltam-a-ficar-mais-baratos-que-no-mercado-externo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=34975","title":{"rendered":"Gasolina e diesel voltam a ficar mais baratos que no mercado externo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/economia\/gasolina-e-diesel-voltam-a-ficar-mais-baratos-que-no-mercado-externo-1.902771\">Correio do Povo<\/a><span> \/ imagem: Pexels<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A defasagem do pre\u00e7o da gasolina e do diesel no mercado brasileiro voltou a registrar alta esta semana, ap\u00f3s semanas de paridade com o mercado internacional, por conta da alta do petr\u00f3leo. O motivo \u00e9 a volta da alta do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Segundo dados da Abicon (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Importadores de Combust\u00edveis), a gasolina est\u00e1 sendo negociada no Brasil 9% abaixo do mercado externo, e o diesel est\u00e1 com o pre\u00e7o 8% inferior, o que daria margem para a Petrobras conceder aumentos de R$ 0,31 e R$ 0,43 por litro nas refinarias, respectivamente, para voltar \u00e0 paridade.<\/p>\n<p>Na quarta (5), a Opepe (Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo) cortou a produ\u00e7\u00e3o em 2 milh\u00f5es de barris por dia, o que fez pre\u00e7o da commodity fechar em alta de 1,71%, a US$ 93,37 o barril. De acordo com o diretor do Cbie (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires, at\u00e9 o teto de US$ 95 o barril, a estatal n\u00e3o tem com o que se preocupar, pois a diferen\u00e7a \u00e9 pequena em rela\u00e7\u00e3o ao mercado internacional. Mas, se ultrapassar os US$ 100, ser\u00e1 dif\u00edcil justificar a manuten\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de rota acontece em um momento sens\u00edvel principalmente para o mercado de diesel, cuja proje\u00e7\u00e3o de d\u00e9ficit no mercado brasileiro aumentou de 33 milh\u00f5es para 115 milh\u00f5es de litros no m\u00eas de outubro, segundo c\u00e1lculo do IBP (Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo e\u00a0G\u00e1s\u00a0Natural).<\/p>\n<p>A entidade avalia, no entanto, que o mercado ser\u00e1 abastecido com os estoques feitos pelas distribuidoras e produtoras brasileiras, incluindo a Petrobras, que aumentaram seus estoques ap\u00f3s o alerta para um poss\u00edvel racionamento no pa\u00eds em pleno per\u00edodo eleitoral.<\/p>\n<p>Para Pires, a diferen\u00e7a agora para o que ocorreu no in\u00edcio do ano, quando os combust\u00edveis tiveram de ser reajustados para cima, \u00e9 que o d\u00f3lar est\u00e1 menos valorizado em rela\u00e7\u00e3o ao real, e somente uma alta mais expressiva da commodity pressionaria a empresa a realizar novos aumentos. \u201cA not\u00edcia ruim \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da Opep. A not\u00edcia boa para o Brasil \u00e9 que o resultado do primeiro turno (das elei\u00e7\u00f5es) reduziu o c\u00e2mbio e uma coisa pode anular a outra\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Depois de cair para cerca de R$ 5, em meados de setembro, o d\u00f3lar voltou a se valorizar frente ao real antes do primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es, mas voltou a cair ap\u00f3s o pleito e opera abaixo dos R$ 5,20 no mercado \u00e0 vista.<\/p>\n<p>Em alta<\/p>\n<p>Para o presidente da Abicom, S\u00e9rgio Ara\u00fajo, com a defasagem de pre\u00e7os, ser\u00e1 dif\u00edcil segurar os pre\u00e7os internos, apesar da proximidade do segundo turno das elei\u00e7\u00f5es. \u201cCom o corte pela Opep os pre\u00e7os devem continuar subindo\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>O \u00faltimo reajuste do diesel pela Petrobras ocorreu h\u00e1 duas semanas, uma queda de 4,07%, e da gasolina h\u00e1 um pouco mais de um m\u00eas, uma redu\u00e7\u00e3o de 4,8%, e seguem um novo ritmo de reajustes adotado pelo atual presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade.<\/p>\n<p>O consultor de gerenciamento de risco da Stonex, Pedro Shinzato, acredita que a estatal n\u00e3o deve mexer t\u00e3o cedo nos pre\u00e7os. \u201cNos \u00faltimos reajustes, tanto para cima quanto para baixo, a Petrobras tem sempre sido muito cautelosa. Espera o mercado internacional \u2018firmar\u2019 em um novo patamar antes de reajustar e, quando reajusta, faz apenas parcialmente (tanto para cima quanto para baixo)\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>\u201cNos parece extremamente condizente com o que a diretoria da empresa aponta, de que n\u00e3o \u2018importam volatilidade externa\u2019, ou seja, s\u00f3 fazem reajuste quando h\u00e1 mudan\u00e7as estruturais, e n\u00e3o conjunturais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para amenizar a alta de pre\u00e7os da estatal, ap\u00f3s duas gest\u00f5es bastante criticadas pelo governo &#8211; do general Joaquim Silva e Luna e Jos\u00e9 Mauro Coelho -, Paes de Andrade, em pouco mais de dois meses de gest\u00e3o, j\u00e1 reduziu o pre\u00e7o da gasolina quatro vezes e o diesel tr\u00eas vezes, aproveitando uma janela da queda do petr\u00f3leo que permitiu a redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os por crit\u00e9rios t\u00e9cnicos. Agora, avaliou Pires, o mercado ter\u00e1 de esperar para ver como os pre\u00e7os da Petrobras v\u00e3o se comportar diante de um cen\u00e1rio de alta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Correio do Povo \/ imagem: Pexels A defasagem do pre\u00e7o da gasolina e do diesel no mercado brasileiro voltou a registrar alta esta semana, ap\u00f3s semanas de paridade com o mercado internacional, por conta da alta do petr\u00f3leo. O motivo \u00e9 a volta da alta do petr\u00f3leo. 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