{"id":35231,"date":"2022-10-20T19:05:12","date_gmt":"2022-10-20T22:05:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=35231"},"modified":"2022-10-20T19:05:12","modified_gmt":"2022-10-20T22:05:12","slug":"petrobras-segura-reajuste-as-vesperas-da-eleicao-gasolina-completa-duas-semanas-defasada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=35231","title":{"rendered":"Petrobras segura reajuste \u00e0s v\u00e9speras da elei\u00e7\u00e3o: gasolina completa duas semanas defasada"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/petrobras-segura-reajuste-as-vesperas-da-eleicao-gasolina-completa-duas-semanas-defasada\/\">Carta Capital<\/a> \/<span> imagem: Petrobras<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O pre\u00e7o da gasolina vendida pela Petrobras no Brasil completou duas semanas com pre\u00e7os abaixo do mercado internacional. Segundo dados da Abicom, a associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane os importadores de combust\u00edveis, o valor da gasolina comercializado pela estatal nesta quarta-feira estava 5% menor (ou R$ 0,18 por litro) em rela\u00e7\u00e3o ao exterior.<\/p>\n<p>Desde 4 de outubro, o pre\u00e7o da gasolina no Brasil esteve sistematicamente, todos os dias, abaixo do praticado no exterior.<\/p>\n<p>A diretoria da Petrobras costumava citar o prazo de 15 dias como uma refer\u00eancia para incorporar, nos pre\u00e7os praticados no pa\u00eds, a volatilidade das cota\u00e7\u00f5es no exterior. O argumento era de que varia\u00e7\u00f5es di\u00e1rias nem sempre seriam repassadas para os pre\u00e7os do Brasil, mas s\u00f3 depois que a cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo se sustentasse num patamar superior \u2013 e o prazo para essa an\u00e1lise seria de duas semanas.<\/p>\n<p>Mas, agora, a poucos dias do segundo turno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais, a estatal n\u00e3o d\u00e1 sinais de que v\u00e1 reajustar seus pre\u00e7os. Dentro da Petrobras, a diretoria vem alertando sobre a necessidade de reajustar os pre\u00e7os da gasolina no pa\u00eds ap\u00f3s duas semanas de defasagem. Por\u00e9m, a ideia vem sendo descartada pelo governo de Jair Bolsonaro por conta das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No caso do diesel, o valor vendido pela Petrobras est\u00e1 12% menor (ou R$ 0,70 por litro) que o praticado no exterior. Desde o dia 5, o valor do diesel est\u00e1 defasado todos os dias.<\/p>\n<p>Para ter maior controle nos pre\u00e7os, o governo vem trabalhando nos bastidores para trocar parte da diretoria da Petrobras. A estrat\u00e9gia \u00e9 alterar o comando da \u00e1rea financeira e de comercializa\u00e7\u00e3o, que decidem, junto com o presidente Caio Paes de Andrade, sobre os reajustes dos pre\u00e7os. Tamb\u00e9m est\u00e1 nos planos a mudan\u00e7a da \u00e1rea de Governan\u00e7a, \u00e1rea respons\u00e1vel por vetar as decis\u00f5es sobre pre\u00e7os.<\/p>\n<p>A cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo no mercado internacional est\u00e1 em alta desde o in\u00edcio de outubro por conta do corte de produ\u00e7\u00e3o anunciado pela Opep+, cartel que re\u00fane os maiores exportadores do mundo. Para Sergio Ara\u00fajo, presidente da Abicom, h\u00e1 uma tend\u00eancia de alta nos pre\u00e7os internacionais:<\/p>\n<p>-De fato as refinarias da Petrobras est\u00e3o com pre\u00e7os defasados e bem abaixo do mercado internacional, que est\u00e1 com vi\u00e9s de eleva\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do corte de produ\u00e7\u00e3o da Opep+. E com esse cen\u00e1rio a Petrobras precisa ter coer\u00eancia com sua pol\u00edtica de pre\u00e7os. E da mesma forma que reduziu o pre\u00e7o, agora \u00e9 hora de aumentar sim. Isso se faz necess\u00e1rio. A Petrobras tem compromisso com seus acionistas e o mercado espera que esses pre\u00e7os sejam elevados.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do barril do tipo brent, que em meados de setembro chegou a ser negociado abaixo de US$ 84, subiu a US$ 98 no in\u00edcio de outubro e agora est\u00e1 no patamar de US$ 91.<\/p>\n<p>O \u00faltimo movimento feito pela Petrobras foi no dia 2 de setembro, quando reduziu o pre\u00e7o da gasolina, cujo litro caiu de R$ 3,53 de R$ 3,28. No caso do diesel, a estatal reduziu o valor no dia 20 de setembro, de R$ 5,19 para R$ 4,89.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a Acelen, dona da refinaria da Bahia que foi comprada da Petrobras, j\u00e1 fez dois reajustes de pre\u00e7os nas duas \u00faltimas semanas. A Acelen \u00e9 a \u00fanica empresa privada de grande porte a atuar no refino no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com a Acelen, no \u00faltimo dia 8 de outubro, o pre\u00e7o da gasolina e diesel para as distribuidoras teve alta entre 9,7% e 11,5%, em m\u00e9dia. Depois, no \u00faltimo dia 15, outro aumento: a gasolina subiu 2%, assim como o diesel, com avan\u00e7o de 8,9%.<\/p>\n<p>Isso ajudou, dizem especialistas, a reverter o cen\u00e1rio de queda dos pre\u00e7os nos postos. Depois de 15 semanas de queda, o valor da gasolina nos postos registrou alta, de acordo com pesquisa da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP). O valor m\u00e9dio do litro passou de R$ 4,79, entre os dias 2 e 8 de outubro, para R$ 4,86, na semana passada. Um avan\u00e7o de 1,46%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Carta Capital \/ imagem: Petrobras O pre\u00e7o da gasolina vendida pela Petrobras no Brasil completou duas semanas com pre\u00e7os abaixo do mercado internacional. 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