{"id":35345,"date":"2022-10-27T09:53:40","date_gmt":"2022-10-27T12:53:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=35345"},"modified":"2022-10-27T09:53:40","modified_gmt":"2022-10-27T12:53:40","slug":"hidrogenio-verde-mais-barato-que-gasolina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=35345","title":{"rendered":"Hidrog\u00eanio verde mais barato que gasolina?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/hidrogenio-verde-mais-barato-que-gasolina\/\">EPBR<\/a> \/ imagem: <span>Pexels<\/span><\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com custo estimado entre US$ 1,20 e US$ 1,40\/kg at\u00e9 2030, o hidrog\u00eanio verde (H2V) produzido no Brasil pode ser mais barato que a gasolina no futuro pr\u00f3ximo, disse nesta quarta (26\/10) o CEO da Comerc Efici\u00eancia,\u00a0<strong>Marcel Haratz<\/strong>, durante evento sobre frotas verdes.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo considera um ve\u00edculo com tecnologia c\u00e9lula a combust\u00edvel capaz de fazer 150 quil\u00f4metros com um quilo do hidrog\u00eanio, o que daria cerca de R$ 0,08 por quil\u00f4metro rodado.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cSe considerarmos o pre\u00e7o do hidrog\u00eanio verde produzido hoje em pequena escala, chegamos a R$ 0,39\/km. Se esse mesmo estudo fosse feito hoje com um carro a gasolina que faz uma m\u00e9dia de 10 km\/litro, s\u00e3o R$ 0,55\/km. Ou seja, o hidrog\u00eanio verde produzido hoje j\u00e1 \u00e9 mais barato do que a gasolina no Brasil\u201d, explica.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A perspectiva de<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/custo-do-hidrogenio-verde-precisa-cair-a-us-3-kg-para-ser-competitivo-diz-diretor-da-prumo\/\"><span>\u00a0<\/span>redu\u00e7\u00e3o dos custos na pr\u00f3xima d\u00e9cada<\/a><span>\u00a0<\/span>e a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica devem trazer mais competitividade para a inser\u00e7\u00e3o do novo combust\u00edvel no Brasil.<\/p>\n<p>Mesmo a maior parte dos projetos em estudo hoje focando exporta\u00e7\u00e3o, Haratz v\u00ea potencial para o consumo interno.<\/p>\n<p>Estudo da<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/assunto\/mckinsey\/\">McKinsey<\/a><span>\u00a0<\/span>indica que o Brasil pode consumir de\u00a0<strong>7 a 9 milh\u00f5es de toneladas\/ano\u00a0<\/strong>de H2V at\u00e9 2040, como mat\u00e9ria-prima, na ind\u00fastria e nos transportes.<\/p>\n<p>No setor de transportes, o potencial de consumo chega a 3,6 milh\u00f5es de toneladas\/ano, dos quais<strong>\u00a0600 mil toneladas<\/strong>\u00a0seriam usadas por ve\u00edculos leves \u2014 os\u00a03 milh\u00f5es de toneladas restantes devem substituir diesel no transporte de cargas em trens e caminh\u00f5es, e combust\u00edvel mar\u00edtimo.<\/p>\n<p><strong>Energia renov\u00e1vel n\u00e3o deve faltar\u2026<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Haratz calcula que os projetos de gera\u00e7\u00e3o solar e e\u00f3lica em desenvolvimento hoje no Brasil \u2014 sem considerar os<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/brasil-mais-perto-de-um-marco-para-as-eolicas-offshore\/\">169 GW de e\u00f3lica offshore em licenciamento e aguardando um marco legal<\/a><span>\u00a0<\/span>\u2014 somam 248 GW e seriam capazes de produzir<span>\u00a0<\/span><strong>13 milh\u00f5es de toneladas\/ano<\/strong>\u00a0de hidrog\u00eanio at\u00e9 2040.<\/p>\n<ul dir=\"ltr\">\n<li><em><strong>Na epbr:<span>\u00a0<\/span><\/strong><a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/eolica-offshore-deve-alcancar-34-gw-na-america-latina-impulsionada-por-hidrogenio\/\">E\u00f3lica offshore deve alcan\u00e7ar 34 GW na Am\u00e9rica Latina impulsionada por hidrog\u00eanio<\/a><\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u2026mas o ponto de consumo ainda \u00e9 um gargalo.<span>\u00a0<\/span><\/strong>\u201cAl\u00e9m da demanda por redes de transmiss\u00e3o da energia, [ter a energia necess\u00e1ria no] ponto de consumo \u00e9 o principal desafio, porque vamos consumir grandes quantidades\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Competitividade para o H2V<\/strong><\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/se-emplacar-hidrogenio-pode-movimentar-us-5-trilhoes-ate-2050\/\">pagar a conta dos projetos bilion\u00e1rios<\/a>. L\u00e1 fora, governos est\u00e3o\u00a0<strong>subsidiando\u00a0<\/strong>a ind\u00fastria e at\u00e9 mesmo o consumo.<\/p>\n<p>Aqui, isso est\u00e1 longe de acontecer. Pelo menos\u00a0<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/hidrogenio-verde-na-agenda-dos-presidenciaveis\/\">no atual governo<\/a>.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cPedir algum subs\u00eddio hoje \u00e9 dif\u00edcil. Temos que buscar fontes de financiamento mais competitivas, buscar formas de a eletricidade chegar barata\u201d, observa o executivo.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Ele explica que o que faz o<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/assunto\/hidrogenio-verde\/\">hidrog\u00eanio verde<\/a><span>\u00a0<\/span>ser competitivo em um pa\u00eds \u00e9 o pre\u00e7o da eletricidade renov\u00e1vel, que hoje representa de 70% a 80% do custo final.<\/p>\n<p>No Brasil, a maior parte dos projetos est\u00e1 concentrada em portos que possuem Zonas de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE) que d\u00e3o benef\u00edcios fiscais para as empresas.<\/p>\n<p>Segundo Haratz, a ind\u00fastria tamb\u00e9m est\u00e1 tentando enquadrar o hidrog\u00eanio como priorit\u00e1rio para poder emitir\u00a0<strong>deb\u00eantures de infraestrutura.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cTemos que ir atr\u00e1s de formas de financiamento mais competitivas. Internacionalmente, alguns bancos oferecem financiamento a taxas muito baratas, mas quando fazemos o swap cambial aqui, se n\u00e3o for para exporta\u00e7\u00e3o, fica muito dif\u00edcil\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Combust\u00edvel da pr\u00f3xima d\u00e9cada<\/strong><\/p>\n<p>Para\u00a0<strong>Wilson Ferreira<\/strong>\u00a0J\u00fanior, presidente da Eletrobras, o hidrog\u00eanio \u201cmuito provavelmente\u201d ser\u00e1 o combust\u00edvel da pr\u00f3xima d\u00e9cada, com destaque para o verde.<\/p>\n<p>Durante o evento sobre fretes verdes na ter\u00e7a (25\/10), o executivo disse que a matriz el\u00e9trica predominantemente renov\u00e1vel do Brasil coloca o pa\u00eds em posi\u00e7\u00e3o de vantagem para produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel a partir da eletr\u00f3lise.<\/p>\n<p>A matriz el\u00e9trica brasileira hoje tem cerca de 186 GW, dos quais 155,6 GW, ou 83%, vem de fontes renov\u00e1veis \u2014 hidrel\u00e9trica, e\u00f3lica, solar e biomassa.<\/p>\n<p>O potencial, no entanto, \u00e9 muito maior e a<span>\u00a0<\/span><em>holding<\/em><span>\u00a0<\/span>de gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/hidrogenio-sera-o-combustivel-da-proxima-decada-diz-presidente-da-eletrobras\/\">est\u00e1 considerando isso nos seus planos de investimento<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Casa dos Ventos e TotalEnergies formam\u00a0<em>joint-venture<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A nova sociedade nasce com um portf\u00f3lio de\u00a0<strong>6,2 GW de gera\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel<\/strong>, dos quais 700 MW est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o, 1GW em constru\u00e7\u00e3o e 4,5 GW em est\u00e1gio avan\u00e7ado de desenvolvimento. Tamb\u00e9m buscar\u00e1 oportunidades de investimento nas \u00e1reas de\u00a0<strong>hidrog\u00eanio e am\u00f4nia verde<\/strong>.<\/p>\n<p>A brasileira passa a atuar na constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de empreendimentos de gera\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel por meio da nova sociedade com TotalEnergies, enquanto mant\u00e9m a sua \u00e1rea de desenvolvimento.<\/p>\n<p>A<span>\u00a0<\/span><em>joint-venture<\/em><span>\u00a0<\/span>ter\u00e1 o direito priorit\u00e1rio de adquirir outros projetos atualmente em desenvolvimento pela Casa dos Ventos. A\u00a0<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/totalenergies-primeiras-eolica-offshore-brasil\/\">TotalEnergies tem 9 GW em e\u00f3licas offshore projetadas para o Brasil<\/a>.<\/p>\n<p><strong>E\u00f3lica no Piau\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>A Enel Green Power Brasil, bra\u00e7o de gera\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel da Enel Brasil, iniciou a constru\u00e7\u00e3o do parque e\u00f3lico Lagoa dos Ventos V (399 MW) no munic\u00edpio de Dom Inoc\u00eancio, no Piau\u00ed. \u00c9 a segunda expans\u00e3o do maior complexo e\u00f3lico atualmente em opera\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul, com investimento estimado em R$ 2,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em 2020 e a expectativa \u00e9 concluir o empreendimento at\u00e9 o fim do ano. Atualmente, o complexo possui cerca de 1 GW em funcionamento e, quando estiver totalmente pronto, ter\u00e1 capacidade instalada superior a 1,5 GW.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Deb\u00eantures ESG<\/strong><\/p>\n<p>A Energisa levantou R$ 750 milh\u00f5es com a emiss\u00e3o dos chamados Sustainability-Linked Bond (SLB). Na pr\u00e1tica, os projetos vinculados aos t\u00edtulos evitar\u00e3o a emiss\u00e3o de 76 mil toneladas de carbono, equivalente ao capturado por uma floresta do tamanho de 100 campos de futebol.<\/p>\n<p>O SLB est\u00e1 relacionado a projetos de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda e iniciativas para dar acesso \u00e0 energia limpa, especialmente em regi\u00f5es remotas do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Planos clim\u00e1ticos insuficientes<\/strong><\/p>\n<p>Dois relat\u00f3rios da ONU publicados hoje (26\/10) mostram que os planos clim\u00e1ticos ainda est\u00e3o insuficientes para frear o aumento da temperatura global.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM) alerta que que a concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera dos tr\u00eas principais gases de efeito estufa \u2014 CO2, metano e \u00f3xido nitroso \u2014 atingiu novos recordes em 2021.<\/p>\n<p>J\u00e1 a ONU Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas analisou as 193 Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (NDCs) e descobriu que os panos levam a um aumento de 10,6% nas emiss\u00f5es at\u00e9 2030. O ideal \u00e9 um corte de 45% at\u00e9 o final da d\u00e9cada.\u00a0<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/emissoes-de-co2-e-metano-atingiram-recordes-em-2021\/\">Leia na epbr<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: EPBR \/ imagem: Pexels Com custo estimado entre US$ 1,20 e US$ 1,40\/kg at\u00e9 2030, o hidrog\u00eanio verde (H2V) produzido no Brasil pode ser mais barato que a gasolina no futuro pr\u00f3ximo, disse nesta quarta (26\/10) o CEO da Comerc Efici\u00eancia,\u00a0Marcel Haratz, durante evento sobre frotas verdes. 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