{"id":36276,"date":"2023-01-27T17:06:58","date_gmt":"2023-01-27T20:06:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36276"},"modified":"2023-01-27T17:06:58","modified_gmt":"2023-01-27T20:06:58","slug":"chega-de-restricoes-ao-glp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36276","title":{"rendered":"Chega de restri\u00e7\u00f5es ao GLP"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Sindig\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A virada para um novo ano e as mudan\u00e7as de conjuntura econ\u00f4mica e de mercado naturalmente trazidas com o passar do tempo tornam cada vez mais anacr\u00f4nicas as proibi\u00e7\u00f5es a alguns usos do GLP. Assim, as ainda vigentes veda\u00e7\u00f5es desse importante energ\u00e9tico seguem para utiliza\u00e7\u00e3o em caldeiras, saunas, piscinas e motores a combust\u00e3o, afastando do consumidor e do Poder P\u00fablico possibilidades de integra\u00e7\u00e3o como alternativa na matriz energ\u00e9tica brasileira de um produto t\u00e3o vers\u00e1til, eficiente e limpo. O tema, apesar de recorrente nos debates do setor, precisa ser cada vez mais exposto e, sobretudo, revisto, sob o risco de penalizar o consumidor, retirando dele uma op\u00e7\u00e3o de escolha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante observar que as citadas restri\u00e7\u00f5es, apesar de mais antigas, ganharam repercuss\u00e3o, quando uma lei federal criminalizou alguns usos ap\u00f3s o in\u00edcio da Guerra do Golfo, em 1991, com motiva\u00e7\u00e3o diretamente ligada \u00e0 exist\u00eancia, na \u00e9poca, de subs\u00eddios agressivos ao GLP e da forte depend\u00eancia externa em todos os derivados de petr\u00f3leo. A raiz principal vem da ideia de que o subs\u00eddio generalizado, ao alcan\u00e7ar o consumidor de forma indiscriminada, poderia ser usado para aquecer piscina de rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale destacar que mesmo nesta lei existiam excepcionalidades, pois o legislador reconhecia as qualidades do GLP, por exemplo, para empilhadeiras, e at\u00e9 mesmo para saunas e piscinas se destinadas a fins terap\u00eauticos. Hoje tudo isto parece absolutamente descabido, mas, mesmo assim as restri\u00e7\u00f5es perduram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seja como for, independentemente do \u00e2ngulo que se observe a quest\u00e3o, inexistem raz\u00f5es para a manuten\u00e7\u00e3o de tais restri\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de o produto n\u00e3o ser mais subsidiado e do novo cen\u00e1rio de redu\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia externa do GLP no mercado nacional, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de explos\u00e3o da demanda que possa trazer preocupa\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 garantia de abastecimento. Se liberado para todos os usos, o GLP ter\u00e1 que competir com os energ\u00e9ticos que hoje s\u00e3o utilizados nos mais diversos segmentos. O setor precisar\u00e1 conquistar esse consumidor em potencial, propondo a troca ou a adequa\u00e7\u00e3o de equipamentos, para efetivar a mudan\u00e7a de fonte energ\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diversos estudos, inclusive notas t\u00e9cnicas da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) mostram que n\u00e3o existe proje\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o significativa de demanda e afastam quaisquer riscos de fragilidade na infraestrutura de abastecimento e distribui\u00e7\u00e3o. Menos ainda de impactos prejudiciais ao pre\u00e7o no mercado nacional, uma vez que o Brasil \u00e9 tomador de pre\u00e7o e n\u00e3o definidor de pre\u00e7o. O pre\u00e7o do GLP no mercado internacional sempre dependeu de demanda de inverno, mas nos \u00faltimos anos, ou d\u00e9cada, passou a ser feito pela oferta no Golfo do M\u00e9xico e pela demanda da ind\u00fastria petroqu\u00edmica na China e na \u00cdndia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, \u00e9 preciso deixar claro que existe oferta abundante de GLP no mundo. Mesmo com perspectiva otimista na demanda nacional, os c\u00e1lculos do Sindig\u00e1s para aumento na demanda com o fim das restri\u00e7\u00f5es ao uso do GLP, n\u00e3o apontam para nada superior a 3,8% de demanda anual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto relevante a ser considerado est\u00e1 tamb\u00e9m nas publica\u00e7\u00f5es da EPE, que apontam para a potencial, autossufici\u00eancia do mercado nacional j\u00e1 em 2028, conforme o seu relat\u00f3rio do Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia \u2013 PDE 2031.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mensagem para o novo ano permanece: precisamos rever e eliminar essas restri\u00e7\u00f5es e deixar o GLP seguir seu papel, que vai muito al\u00e9m da cozinha, oportunizando que o energ\u00e9tico, em todo seu potencial, contribua para que a matriz energ\u00e9tica brasileira seja mais ampla, eficiente e limpa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns t\u00edmidos avan\u00e7os s\u00e3o notados com iniciativas da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), permitindo que distribuidoras de GLP testem e estudem outros usos para comprovar que o GLP \u00e9 seguro, conveniente, limpo e economicamente vi\u00e1vel. No entanto, acreditamos que a ANP, a quem cabe capitanear este debate, ainda este ano dever\u00e1 avan\u00e7ar nesta pauta, deixando essas restri\u00e7\u00f5es descabidas pertencerem ao passado.<\/p>\n<p><strong>Sergio Bandeira de Mello<\/strong><\/p>\n<p>Presidente do Sindig\u00e1s<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Sindig\u00e1s A virada para um novo ano e as mudan\u00e7as de conjuntura econ\u00f4mica e de mercado naturalmente trazidas com o passar do tempo tornam cada vez mais anacr\u00f4nicas as proibi\u00e7\u00f5es a alguns usos do GLP. 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