{"id":36396,"date":"2023-02-17T09:40:40","date_gmt":"2023-02-17T12:40:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36396"},"modified":"2023-02-17T11:04:17","modified_gmt":"2023-02-17T14:04:17","slug":"nota-sindigas-agencias-reguladoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36396","title":{"rendered":"Nota Sindig\u00e1s &#8211; Ag\u00eancias Reguladoras"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: Sindig\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mudan\u00e7a sugerida na <a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/medida-provisoria-n-1.154-de-1-de-janeiro-de-2023-455350581\">Medida Provis\u00f3ria n\u00b0 1.154<\/a>, de 2023,\u00a0atrav\u00e9s da Emenda aditiva n\u00ba 54,\u00a0pode restringir o poder das ag\u00eancias reguladoras. A proposta cria conselhos tem\u00e1ticos com a participa\u00e7\u00e3o do governo, empresas, academia e consumidores para definir as normas de cada \u00e1rea, esvaziando o poder\u00a0decis\u00f3rio das diretorias das\u00a0ag\u00eancias. A mudan\u00e7a tamb\u00e9m prev\u00ea, em cada ag\u00eancia, a exist\u00eancia de um \u00f3rg\u00e3o administrativo-julgador independente para causas envolvendo a regula\u00e7\u00e3o. Estes deveriam ter duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o e garantir o direito \u00e0 ampla defesa e ao contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao restringir o poder regulador das ag\u00eancias, a proposta de emenda descaracteriza o papel e a pr\u00f3pria raz\u00e3o de ser dessas autarquias, que surgiram em meados da d\u00e9cada de 1990, com o objetivo de conferir estabilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica a setores sens\u00edveis e pivotais da economia. Criadas como estruturas independentes e pautadas por crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, as ag\u00eancias tiveram tamb\u00e9m como meta zelar por ambientes de neg\u00f3cios saud\u00e1veis, com capacidade de atrair o investimento privado em infraestrutura e servi\u00e7os de utilidade p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modelo de independ\u00eancia garantido por mandatos dos diretores,\u00a0consubstanciado em recente revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o das ag\u00eancias, juntamente com outras inova\u00e7\u00f5es,\u00a0s\u00e3o fundamentais para o seu bom funcionamento,\u00a0buscando maior blindagem das\u00a0ag\u00eancias de interfer\u00eancias pol\u00edticas, sem subjug\u00e1-las aos calend\u00e1rios eleitorais.\u00a0De tal modelo depende o bom funcionamento dos setores por elas regulados. A emenda parece pretender limitar a liberdade de atua\u00e7\u00e3o das ag\u00eancias, reduzindo tamb\u00e9m sua agilidade operacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante lembrar\u00a0que as ag\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o independentes das pol\u00edticas p\u00fablicas. Ao contr\u00e1rio, seu papel \u00e9 tamb\u00e9m implement\u00e1-las, com base em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos. A cr\u00edtica \u00e0s ag\u00eancias deve se fazer quando estas regulam sem a elabora\u00e7\u00e3o e a demonstra\u00e7\u00e3o de ganhos sociais que podem ser gerados com suas normas. Por isso, \u00e9 fundamental o uso de ferramentas de An\u00e1lise de Impacto Regulat\u00f3rio, j\u00e1 previstas pelo legislador,\u00a0que, por fim, empoderam as ag\u00eancias. Mas a sua independ\u00eancia \u00e9 como uma cl\u00e1usula p\u00e9trea. \u00c9 preciso garanti-la sempre, sem a tutela de conselhos ou esferas de poder acess\u00f3rias que limitem sua atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Sindig\u00e1s Mudan\u00e7a sugerida na Medida Provis\u00f3ria n\u00b0 1.154, de 2023,\u00a0atrav\u00e9s da Emenda aditiva n\u00ba 54,\u00a0pode restringir o poder das ag\u00eancias reguladoras. A proposta cria conselhos tem\u00e1ticos com a participa\u00e7\u00e3o do governo, empresas, academia e consumidores para definir as normas de cada \u00e1rea, esvaziando o poder\u00a0decis\u00f3rio das diretorias das\u00a0ag\u00eancias. A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36399,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[48,47],"tags":[],"class_list":["post-36396","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=36396"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36396\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/36399"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=36396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=36396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=36396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}