{"id":36407,"date":"2023-02-21T09:58:18","date_gmt":"2023-02-21T12:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36407"},"modified":"2023-02-22T09:59:16","modified_gmt":"2023-02-22T12:59:16","slug":"falta-petroleo-menos-poluente-e-de-baixo-custo-para-transicao-energetica-diz-wood-mackenzie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36407","title":{"rendered":"Falta petr\u00f3leo menos poluente e de baixo custo para transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, diz Wood Mackenzie"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/falta-petroleo-menos-poluente-e-de-baixo-custo-para-transicao-energetica-diz-wood-mackenzie\/\">EPBR<\/a> \/ imagem: Pexels<\/strong><\/p>\n<p>RIO \u2014 Atender \u00e0 demanda energ\u00e9tica global nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, apenas com petr\u00f3leo de \u201calta qualidade\u201d \u2013 ou seja, com<span>\u00a0<\/span><strong>teor de emiss\u00f5es mais baixo<\/strong><span>\u00a0<\/span>e, ao mesmo tempo,<span>\u00a0<\/span><strong>custos menores<\/strong><span>\u00a0<\/span>\u2013 ser\u00e1 uma miss\u00e3o dif\u00edcil para as petroleiras, aponta relat\u00f3rio da Wood Mackenzie.<\/p>\n<p>De acordo com a consultoria global, a disponibilidade de barris ambientalmente e economicamente vantajosos \u00e9 escassa no mundo, hoje.<\/p>\n<p>Os recursos totais de \u00f3leo e g\u00e1s \u2013 descobertos e prospectivos \u2013 representam, atualmente, mais que o dobro da demanda projetada em 2050.<span>\u00a0<\/span><strong>Mas os recursos resilientes a pre\u00e7os baixos e com menores n\u00edveis de emiss\u00f5es \u201cs\u00e3o tudo, menos abundantes\u201d.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A Wood Mackenzie calcula que apenas 28% dos recursos em campos comerciais ainda n\u00e3o desenvolvidos \u2013 cerca de 49 bilh\u00f5es de barris de equivalente (boe) \u2013 s\u00e3o favorecidos em termos de um<span>\u00a0<\/span><em>breakeven<\/em><span>\u00a0<\/span>(pre\u00e7o de equil\u00edbrio) abaixo de US$ 30 o barril e com intensidade de emiss\u00f5es inferior a 20 kgCO2e\/boe.<\/p>\n<p>\u201cVemos recursos vantajosos suficientes para satisfazer apenas cerca de metade de nossa previs\u00e3o de demanda de petr\u00f3leo e g\u00e1s para 2050\u201d, disse o vice-presidente de Pesquisa de Energia da Wood Mackenzie Upstream, Andrew Latham.<\/p>\n<p>Dentro do cen\u00e1rio base da consultoria, a demanda por petr\u00f3leo atingir\u00e1 o pico em 2030, antes de cair lentamente para 94 milh\u00f5es de barris por dia em 2050.<\/p>\n<p><strong>Barril mais \u201csujo\u201d pode n\u00e3o sumir do mercado<\/strong><\/p>\n<p>Diante da perspectiva de que o mercado consumidor ser\u00e1 menor, no futuro, o racional das petroleiras \u00e9 de que prevalecer\u00e3o, no longo prazo, os projetos mais competitivos em termos de custos e emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Por isso as empresas querem se posicionar como aqueles produtores com o barril de menor carbono do mercado global no longo prazo.<\/p>\n<p>Mas uma coisa \u00e9 certa: mesmo com a redu\u00e7\u00e3o do consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis,<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/ep-e-industria-tem-trilhoes-a-ganhar-em-cenarios-de-transicao\/\"><span>\u00a0<\/span>o mundo ainda depender\u00e1 de investimentos em explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s ao menos at\u00e9 2050, segundo a bp.\u00a0<\/a><\/p>\n<p>E a\u00ed, se as petroleiras n\u00e3o foram bem-sucedidas em encontrar barris de menor emiss\u00e3o, a preocupa\u00e7\u00e3o com a<span>\u00a0<\/span><strong>seguran\u00e7a energ\u00e9tica<\/strong><span>\u00a0<\/span>falar\u00e1 mais alto. E os recursos de maior intensidade de carbono continuar\u00e3o com espa\u00e7o no mercado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEstamos entrando em um per\u00edodo interessante na ind\u00fastria de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. Algumas empresas v\u00e3o apostar e esperar menos concorr\u00eancia. No entanto, muitos podem come\u00e7ar ou acelerar sua sa\u00edda do setor para buscar energias de baixo carbono e renov\u00e1veis. Se for esse o caso, a seguran\u00e7a do fornecimento pode ficar amea\u00e7ada e, infelizmente, podemos ver empresas recorrendo a recursos desfavorecidos para atender \u00e0 demanda\u201d, comenta Latham.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Explora\u00e7\u00e3o ter\u00e1 papel importante<\/strong><\/p>\n<p>A Wood Mackenzie destaca que, com a escassez de barris de \u201calta qualidade\u201d j\u00e1 descobertos, a explora\u00e7\u00e3o desempenhar\u00e1 um papel importante para aumentar a oferta de petr\u00f3leo econ\u00f4mico e ambientalmente competitivos.<\/p>\n<p>Segundo a consultoria, o foco das petroleiras em explorar \u00e1reas mais promissoras, de alto impacto, pode contribuir, anualmente, com 5 bilh\u00f5es a 10 bilh\u00f5es de barris \u201cmais vantajosos\u201d.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o, nessa escala, nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas, pode adicionar uma produ\u00e7\u00e3o de cerca de 10 milh\u00f5es a 15 milh\u00f5es de boe\/dia at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, novas tecnologias de descarboniza\u00e7\u00e3o e biocombust\u00edveis podem ajudar a aliviar a press\u00e3o sobre a necessidade de petr\u00f3leo de menor intensidade de carbono.<\/p>\n<div class=\"advads-457751d737fc5ce39624c11d63ee6dd4 advads-inarticle_placement\" id=\"advads-457751d737fc5ce39624c11d63ee6dd4\">\n<div class=\"advads-inarticle_placement\" id=\"advads-1746402181\">\n<div class=\"advads-adlabel\"><strong>Petroleiras veem, no Brasil, \u00f3leo de alta qualidade<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Mesmo diante dos esfor\u00e7os crescentes das petroleiras em descarbonizar seus neg\u00f3cios, o Brasil \u2013 e em especial o pr\u00e9-sal \u2013\u00a0 continua a atrair o olhar das multinacionais.<\/p>\n<p>TotalEnergies e Shell, duas das petroleiras que mais t\u00eam apostado na diversifica\u00e7\u00e3o de seus neg\u00f3cios, por exemplo, dobraram a aposta no pr\u00e9-sal brasileiro nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Desde 2020, quando as grandes multinacionais do setor aumentaram as ambi\u00e7\u00f5es de seus planos de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, as duas companhias pagaram R$ 4,4 bilh\u00f5es, em b\u00f4nus de assinatura, por novos ativos em \u00e1guas profundas no pa\u00eds.<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">A<span>\u00a0<\/span><strong>TotalEnergies desembolsou R$ 3,195 bilh\u00f5es<\/strong>, por S\u00e9pia e Atapu, no leil\u00e3o dos excedentes da cess\u00e3o onerosa, e por outros tr\u00eas blocos explorat\u00f3rios nos ciclos da oferta permanente;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">e a<span>\u00a0<\/span><strong>Shell pagou R$ 1,242 bilh\u00e3o<\/strong>, por Atapu e mais oito blocos explorat\u00f3rios da oferta permanente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Embora investir em mais reservas de petr\u00f3leo possa parecer contradit\u00f3rio, diante dos esfor\u00e7os de descarboniza\u00e7\u00e3o das empresas, o pr\u00e9-sal guarda uma caracter\u00edstica importante para essas companhias: volumes de emiss\u00f5es baixos, devido \u00e0 alta produtividade dos po\u00e7os \u2014 o que reduz a intensidade de carbono por barril.<\/p>\n<p>Pressionadas por acionistas e pela sociedade a descarbonizar seus neg\u00f3cios, as petroleiras justificam os investimentos no pr\u00e9-sal como uma forma, justamente, de produzir barris menos poluentes.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento de nossa presen\u00e7a no Brasil nos permitir\u00e1 acelerar a reestrutura\u00e7\u00e3o de nosso portf\u00f3lio de petr\u00f3leo em dire\u00e7\u00e3o a recursos de hidrocarbonetos de baixo custo e baixas emiss\u00f5es, que contribuir\u00e3o para transformar a TotalEnergies em uma empresa multienerg\u00e9tica sustent\u00e1vel\u201d, justificou o presidente global da TotalEnergies, Patrick Pouyann\u00e9, ao comentar, em 2020, a aquisi\u00e7\u00e3o de S\u00e9pia e Atapu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: EPBR \/ imagem: Pexels RIO \u2014 Atender \u00e0 demanda energ\u00e9tica global nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, apenas com petr\u00f3leo de \u201calta qualidade\u201d \u2013 ou seja, com\u00a0teor de emiss\u00f5es mais baixo\u00a0e, ao mesmo tempo,\u00a0custos menores\u00a0\u2013 ser\u00e1 uma miss\u00e3o dif\u00edcil para as petroleiras, aponta relat\u00f3rio da Wood Mackenzie. 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