{"id":36620,"date":"2023-03-10T16:30:32","date_gmt":"2023-03-10T19:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36620"},"modified":"2023-03-10T16:30:32","modified_gmt":"2023-03-10T19:30:32","slug":"haddad-anuncia-r-269-bilhoes-para-compensar-perdas-de-estados-com-teto-do-icms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36620","title":{"rendered":"Haddad anuncia R$ 26,9 bilh\u00f5es para compensar perdas de estados com teto do ICMS"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/03\/10\/haddad-anuncia-acordo-com-governadores-para-compensar-estados-em-r-269-bilhoes-por-perdas-com-icms.ghtml\">G1<\/a> \/ imagem: Geraldo Magela\/Ag\u00eancia Senado <\/strong><\/p>\n<p>O ministro da Fazenda,\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/politico\/fernando-haddad\/\">Fernando Haddad<\/a>, anunciou nesta sexta-feira (10) R$ 26,9 bilh\u00f5es para compensar perdas de arrecada\u00e7\u00e3o dos estados com a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do ICMS (um tributo estadual) incidente sobre combust\u00edveis e outros itens.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, o montante anunciado \u00e9 resultado de um acordo com os governadores dos estados. Os valores ser\u00e3o abatidos das d\u00edvidas dos estados com a Uni\u00e3o. Os estados que n\u00e3o t\u00eam d\u00e9bitos receber\u00e3o aportes de recursos (<em>veja mais detalhes abaixo<\/em>).<\/p>\n<p>No ano passado, o governo\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/politico\/jair-bolsonaro\/\">Jair Bolsonaro<\/a>\u00a0(<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/partido\/pl\/\">PL<\/a>) sancionou uma lei que classificou como essenciais itens como diesel, gasolina, energia el\u00e9trica, comunica\u00e7\u00f5es e transporte coletivo.<\/p>\n<p>Com isso, foi fixado um teto para a cobran\u00e7a de ICMS sobre esses produtos e servi\u00e7os. O objetivo foi reduzir os pre\u00e7os, em especial os dos combust\u00edveis, em um ano eleitoral. Como foram obrigados a reduzir as al\u00edquotas, os estados registraram perdas de receitas.<\/p>\n<p><strong>Estados pediam R$ 37 bilh\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 a semana passada, o valor da compensa\u00e7\u00e3o \u2013 definido em R$ 26,9 bilh\u00f5es \u2013 ainda n\u00e3o estava fechado.<\/p>\n<p>Inicialmente, segundo o presidente do Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda dos Estados e do DF, Carlos Eduardo Xavier,\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/02\/14\/governadores-pedem-apoio-a-lira-e-pacheco-para-estados-serem-compensados-por-perda-de-icms.ghtml\">os estados haviam pedido R$ 45 bilh\u00f5es<\/a>, valor que caiu, posteriormente, para R$ 37 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os estados chegaram a informar que a limita\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do ICMS sobre os itens essenciais em 18% gerou perdas de R$ 45 bilh\u00f5es nos \u00faltimos seis meses de 2022.<\/p>\n<p>&#8220;Chegamos a um n\u00famero que, em um acordo. Quando \u00e9 um acordo, nunca \u00e9 satisfat\u00f3rio para ningu\u00e9m. Conta que foi feita com base em par\u00e2metros t\u00e9cnicos. Tecnicamente, o trabalho foi intenso&#8221;, disse o ministro Haddad a jornalistas.<\/p>\n<p>Segundo o governador do Piau\u00ed, Rafael Fonteles, os estados n\u00e3o poderiam discutir a\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/03\/08\/reforma-tributaria-fazenda-defende-minimo-possivel-de-excecoes-ao-novo-imposto-sobre-consumo.ghtml\">reforma tribut\u00e1ria, negociada no Congresso Nacional<\/a>, sem resolver as pend\u00eancias de combust\u00edveis de 2022.<\/p>\n<p>&#8220;Os estados s\u00e3o interessados nessa quest\u00e3o [reforma tribut\u00e1ria], Brasil t\u00e1 atrasado na quest\u00e3o tribut\u00e1ria, essa reforma a gente acredita muito que tem condi\u00e7\u00e3o de ser votada e aprovada esse ano&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>R$ 9 bilh\u00f5es j\u00e1 compensados<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Haddad, &#8220;boa parte&#8221; do valor de repara\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 resolvido, porque alguns estados conseguiram liminar para n\u00e3o pagar suas parcelas de d\u00edvida com Uni\u00e3o. \u00c9 o caso, por exemplo, dos estados de S\u00e3o Paulo e do Piau\u00ed.<\/p>\n<p>Com isso, cerca de R$ 9 bilh\u00f5es j\u00e1 foram compensados atrav\u00e9s das liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a estados devedores da Uni\u00e3o no \u00e2mbito do Grupo de Trabalho criado pelo tribunal.<\/p>\n<p>O restante ser\u00e1 abatido das parcelas da d\u00edvida com a Uni\u00e3o ou pago pela Uni\u00e3o (para Estados com pequenas d\u00edvidas com a Uni\u00e3o ou mesmo sem d\u00edvida) at\u00e9 2026.<\/p>\n<p>Segundo o ministro Haddad, o valor que n\u00e3o for compensado ser\u00e1 &#8220;dilu\u00eddo no tempo&#8221;, como forma de atenuar o impacto nas contas p\u00fablicas. &#8220;Esse acordo n\u00e3o afeta as nossas proje\u00e7\u00f5es nem neste ano nem no futuro&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Em janeiro, o ministro anunciou um\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/01\/12\/haddad-anuncia-pacote-com-novo-refis-para-tentar-reduzir-o-rombo-das-contas-publicas-em-2023.ghtml\">pacote de medidas, focado principalmente no aumento da arrecada\u00e7\u00e3o<\/a>, com objetivo de reduzir o rombo estimado das contas p\u00fablicas neste ano de R$ 231,5 bilh\u00f5es para menos de R$ 100 bilh\u00f5es em 2023.<\/p>\n<p>De acordo com o Tesouro Nacional, o abatimento na d\u00edvida dos estados, ou pagamento para aqueles que n\u00e3o possuem d\u00e9bitos, ser\u00e1 de R$ 4 bilh\u00f5es em 2023. O restante ser\u00e1 dividido em parcelas at\u00e9 2026.<\/p>\n<p><strong>Veja como ser\u00e1 feito o ressarcimento<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Estados que t\u00eam a receber at\u00e9 R$ 150 milh\u00f5es: 50% em 2023 e 50% em 2024 com recursos do Tesouro Nacional<\/li>\n<li>Estados que t\u00eam a receber entre R$ 150 e R$ 500 milh\u00f5es: 1\/3 do valor a receber em 2023 e 2\/3 em 2024<\/li>\n<li>Acima de R$ 500 milh\u00f5es a receber: 25% em 2023, 50% em 2024 e 25% em 2025<\/li>\n<li>Estados em Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (Rio de Janeiro, Goi\u00e1s e Rio Grande do Sul): mesmo regramento dos anteriores, mas o adicional de R$ 900 milh\u00f5es ser\u00e1 compensado na d\u00edvida em 2026<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>O acordo foi anunciado para compensar as perdas que os estados tiveram com duas leis sancionadas pelo governo Bolsonaro em 2022, visando baixar o pre\u00e7o dos combust\u00edveis e da energia el\u00e9trica em ano de elei\u00e7\u00f5es gerais. Essas leis:<\/p>\n<ul>\n<li>limitaram a arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS sobre combust\u00edveis, energia el\u00e9trica e telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e0 al\u00edquota modal de cada estado, que normalmente era de 18%.<\/li>\n<li>determinaram a retirada de duas taxas de energia el\u00e9trica (Tust\/Tusd) da base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para confirmar a suspens\u00e3o da retirada da Tust\/Tusd ( Tarifa de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o\/ Tarifa de Uso do Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o) da base de c\u00e1lculo do ICMS, atendendo a um pedido de 11 estados e do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Os estados dizem que, a cada seis meses, deixam de arrecadar, aproximadamente, R$ 16 bilh\u00f5es, somente com a mudan\u00e7a na base da c\u00e1lculo.<\/p>\n<p>O\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ministerio-da-fazenda\/\">Minist\u00e9rio da Fazenda<\/a> n\u00e3o cita valores, mas informou que buscar\u00e1 apoiar os estados, junto ao STF, nos temas TUSD\/TUST e gasolina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: G1 \/ imagem: Geraldo Magela\/Ag\u00eancia Senado O ministro da Fazenda,\u00a0Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (10) R$ 26,9 bilh\u00f5es para compensar perdas de arrecada\u00e7\u00e3o dos estados com a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do ICMS (um tributo estadual) incidente sobre combust\u00edveis e outros itens. 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