{"id":36668,"date":"2023-03-22T10:24:30","date_gmt":"2023-03-22T13:24:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36668"},"modified":"2023-03-22T10:31:46","modified_gmt":"2023-03-22T13:31:46","slug":"setor-de-glp-se-reune-no-mexico-para-debater-mudancas-regulatorias-e-novos-usos-para-o-gas-de-cozinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=36668","title":{"rendered":"SETOR DE GLP SE RE\u00daNE NO M\u00c9XICO PARA DEBATER MUDAN\u00c7AS REGULAT\u00d3RIAS E NOVOS USOS PARA O G\u00c1S DE COZINHA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte: <a href=\"https:\/\/petronoticias.com.br\/setor-de-glp-se-reune-no-mexico-para-debater-mudancas-regulatorias-e-novos-usos-para-o-gas-de-cozinha\/\">Petronot\u00edcias<\/a> \/ imagem: AIGLP<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0Associa\u00e7\u00e3o Iberoamericana de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (AIGLP), sediada no Rio de Janeiro, inicia hoje (22)\u00a0a 36\u00ba edi\u00e7\u00e3o de seu congresso anual. Neste ano, o evento ser\u00e1 realizado no M\u00e9xico \u2013 um dos maiores consumidores de GLP no mundo. O\u00a0presidente da AIGLP,<span>\u00a0<\/span><strong>Ricardo Tonietto<\/strong>, explica que o M\u00e9xico pode trazer muitos aprendizados regulat\u00f3rios e empresariais para o Brasil. Al\u00e9m disso, ele destaca que o congresso tamb\u00e9m discutir\u00e1 outros temas relevantes para o setor, como as oportunidades e experi\u00eancias para terminais privados; a import\u00e2ncia das an\u00e1lises de impacto regulat\u00f3rio; e usos do GLP al\u00e9m da cozinha. \u201c<strong>Falaremos bastante da experi\u00eancia\u00a0em\u00a0outros pa\u00edses. Por exemplo, existem\u00a0barcos movidos a GLP e esta\u00e7\u00f5es de esqui\u00a0que s\u00e3o alimentadas com geradores de energia movidas a GLP<\/strong>\u201d, contou.<strong>\u00a0Tonietto<\/strong><span>\u00a0<\/span>conta ainda que o setor de GLP do Brasil vive a expectativa de que a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) revogue as normas que restringem o uso do produto no pa\u00eds.\u00a0Al\u00e9m de proibir a utiliza\u00e7\u00e3o do energ\u00e9tico em motores, a\u00a0ag\u00eancia tamb\u00e9m n\u00e3o permite\u00a0o uso de GLP em saunas, caldeiras e aquecimento de piscinas. \u201c<strong>N\u00e3o existem mais motivos t\u00e9cnicos que justifiquem essas restri\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, provavelmente no segundo semestre do ano, a ANP deve\u00a0rever as suas resolu\u00e7\u00f5es que tratam de GLP. Por isso,\u00a0esperamos que o\u00a0GLP seja liberado para outros usos, o que vai ser muito bom\u00a0para o\u00a0Brasil, de uma forma geral<\/strong>\u201d, avaliou.<strong>\u00a0<\/strong>O\u00a036\u00ba Congresso da AIGLP ser\u00e1 realizado at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira (24).<\/p>\n<p><span>Para come\u00e7ar, poderia falar um pouco sobre a escolha do M\u00e9xico como sede do evento deste ano? Quais aprendizados o mercado mexicano de GLP poder\u00e1 trazer ao Brasil?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>O M\u00e9xico, juntamente com o Brasil, \u00e9 um dos maiores consumidores de GLP do mundo. Para se ter ideia, o Brasil vende 7,5 milh\u00f5es de toneladas por ano, enquanto o M\u00e9xico vende 8,2 milh\u00f5es de toneladas por ano. \u00c9 um mercado extremamente representativo no cen\u00e1rio mundial de GLP.\u00a0<\/strong><strong>Outro grande motivador para AIGLP organizar o evento deste ano no pa\u00eds foi o fato de o M\u00e9xico\u00a0ser importador de GLP, assim como o Brasil. Enquanto o Brasil importa cerca de 30% do GLP consumido internamente, o M\u00e9xico importa 60% do GLP consumido em seu mercado. Al\u00e9m disso, o M\u00e9xico tem uma empresa estatal, a Pemex, que durante muitos anos teve o mesmo papel desempenhado pela Petrobr\u00e1s no Brasil.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Contudo,\u00a0h\u00e1 alguns anos, a Pemex deixou de ser a principal importadora de GLP\u00a0e detentora da infraestrutura prim\u00e1ria de abastecimento. Hoje, no M\u00e9xico, existem v\u00e1rios terminais aquavi\u00e1rios que recebem o produto, na maioria das vezes, dos Estados Unidos. No Brasil, grande parte dessa infraestrutura pertence \u00e0 Petrobras, mas agora as empresas e investidores est\u00e3o entrando nesse mercado de terminais. Por isso, um dos pain\u00e9is do nosso congresso vai\u00a0abordar especificamente essas quest\u00f5es de infraestrutura.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>E quais ser\u00e3o os temas dos demais pain\u00e9is do congresso?<\/p>\n<p><strong>Um dos pain\u00e9is abordar\u00e1 a necessidade de estabilidade regulat\u00f3ria. Os investimentos no setor exigem 20 anos para apresentarem retorno. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso ter um grande ajuste para ter as licen\u00e7as. O M\u00e9xico j\u00e1 passou por tudo isso. Nesse painel, contaremos com a participa\u00e7\u00e3o da diretora da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP), Symone Ara\u00fajo.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Outro painel vai tratar\u00a0de um problema que \u00e9 ser\u00edssimo nos pa\u00edses em desenvolvimento \u2013 a pobreza energ\u00e9tica.\u00a0Esse \u00e9 um mal para a sociedade.\u00a0Mais de 3 milh\u00f5es de pessoas morrem\u00a0por ano no mundo por conta de danos causados a sa\u00fade a partir do uso de\u00a0energia de p\u00e9ssima qualidade dentro de ambientes fechados. Esse painel ir\u00e1 discutir como\u00a0os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina podem combater a pobreza energ\u00e9tica.<\/strong><\/p>\n<p><strong>No Brasil, uma parcela de 26% da matriz energ\u00e9tica residencial corresponde a lenha.\u00a0O que o pa\u00eds pode fazer\u00a0para\u00a0deslocar essa lenha e incentivar o uso de um tipo de energia mais limpa?\u00a0<\/strong><b>N\u00e3o existe solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica. Se queremos combater a pobreza energ\u00e9tica, \u00e9 preciso criar uma iniciativa focalizada para o GLP que possa ser mensurada.<\/b><\/p>\n<p><b>Hoje, no Brasil, existe o Aux\u00edlio G\u00e1s, que foi criado no governo passado. Esse aux\u00edlio beneficia 5 milh\u00f5es de fam\u00edlias, que recebem um valor em dinheiro sem destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Esse valor pode ser usado ou n\u00e3o para a compra de g\u00e1s. Obviamente, muitas fam\u00edlias passam por dificuldades e usam esse dinheiro para outros fins, como a compra de alimentos.\u00a0Se o Brasil fizer um programa com destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, ser\u00e1 poss\u00edvel mensurar em alguns anos o tamanho da redu\u00e7\u00e3o do uso de lenha.\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>O objetivo da\u00a0AIGLP\u00a0\u00e9 levar esses temas para discuss\u00e3o em um alto n\u00edvel. Eventos desse tipo permitem disseminar o conhecimento\u00a0e transferir a discuss\u00e3o para um n\u00edvel interessante de debate, que possa servir para ajudar na cria\u00e7\u00e3o de regula\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O congresso tamb\u00e9m ter\u00e1 um painel sobre novos usos de GLP. Esse debate \u00e9 importante para o mercado brasileiro, uma vez que a ANP est\u00e1 prestes a derrubar algumas restri\u00e7\u00f5es de uso do GLP no pa\u00eds. Poderia falar mais a respeito?<\/p>\n<p><strong>Existem muitas aplica\u00e7\u00f5es para o GLP, que \u00e9 um produto facilmente armazen\u00e1vel e transport\u00e1vel. Al\u00e9m disso, o GLP \u00e9 abundante no mundo. Queremos demonstrar nesse painel que existem outras aplica\u00e7\u00f5es do produto. Falaremos bastante da experi\u00eancia em outros pa\u00edses. Por exemplo, existem barcos movidos a GLP e esta\u00e7\u00f5es de esqui que s\u00e3o alimentadas com geradores de energia movidas a GLP.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que as empresas brasileiras de GLP defendem \u00e9 que \u00e9 preciso\u00a0trazer esse debate para a mesa. Isto \u00e9, discutir e entender aquilo que \u00e9 poss\u00edvel e a ANP, em um momento mais adequado, revogar essas restri\u00e7\u00f5es. S\u00e3o\u00a0normas antigas que persistem h\u00e1 anos,\u00a0criadas em\u00a0um per\u00edodo\u00a0no qual voc\u00ea n\u00e3o tinha GLP no mundo,\u00a0o Brasil era extremamente dependente da mat\u00e9ria-prima,\u00a0o\u00a0pre\u00e7o era subsidiado e\u00a0a utiliza\u00e7\u00e3o principal era a coc\u00e7\u00e3o. Esse cen\u00e1rio n\u00e3o existe mais. Ent\u00e3o, \u00e9 importante discutir a revoga\u00e7\u00e3o dessas restri\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><span>O setor vive a expectativa de que essas restri\u00e7\u00f5es sejam revogadas neste ano?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Acreditamos que sim, porque n\u00e3o existem mais motivos t\u00e9cnicos que justifiquem essas restri\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, provavelmente no segundo semestre do ano, a ANP deve rever as suas resolu\u00e7\u00f5es que tratam de GLP. Por isso, esperamos que o GLP seja liberado para outros usos, o que vai ser muito bom para o Brasil, de uma forma geral. O setor de GLP n\u00e3o quer nenhum benef\u00edcio, mas sim ter condi\u00e7\u00f5es de competir em igualdade com todas as energias.\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Petronot\u00edcias \/ imagem: AIGLP A\u00a0Associa\u00e7\u00e3o Iberoamericana de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (AIGLP), sediada no Rio de Janeiro, inicia hoje (22)\u00a0a 36\u00ba edi\u00e7\u00e3o de seu congresso anual. Neste ano, o evento ser\u00e1 realizado no M\u00e9xico \u2013 um dos maiores consumidores de GLP no mundo. 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