{"id":38931,"date":"2023-12-05T18:08:34","date_gmt":"2023-12-05T21:08:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=38931"},"modified":"2023-12-05T18:08:34","modified_gmt":"2023-12-05T21:08:34","slug":"volta-de-imposto-sobre-gas-e-diesel-pode-aumentar-precos-em-janeiro-de-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=38931","title":{"rendered":"Volta de imposto sobre g\u00e1s e diesel pode aumentar pre\u00e7os em janeiro de 2024"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/economia\/volta-de-imposto-sobre-gas-e-diesel-pode-aumentar-precos-em-janeiro-de-2024-1.3288105\">O Tempo<\/a> \/ imagem: Pexels<\/p>\n<p>Este ano nem terminou, mas o consumidor j\u00e1 pode se preparar para aumento de pre\u00e7os no pr\u00f3ximo. A desonera\u00e7\u00e3o dos impostos federais sobre o diesel e o g\u00e1s de cozinha, que vigorava desde 2022 no Brasil, termina oficialmente no dia 31 de dezembro e, com isso, a partir do dia 1\u00ba de janeiro de 2024 eles tendem a ficar mais caros.<\/p>\n<p>No caso do diesel, isso pode significar uma alta de R$ 0,33 por litro nos postos, caso a cadeia de produ\u00e7\u00e3o repasse todo o custo ao motorista, segundo c\u00e1lculos da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Distribuidoras de Combust\u00edveis, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (Brasilcom).<\/p>\n<p>J\u00e1 o g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP) ter\u00e1 uma alta de quase R$ 0,17 por quilo, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (Sindig\u00e1s). Mas, ainda segundo a entidade, o retorno dos impostos federais n\u00e3o afetar\u00e1 o botij\u00e3o dom\u00e9stico de 13 kg, mais comum nas casas brasileiras. Isto porque a isen\u00e7\u00e3o do item est\u00e1 garantida por outro decreto de 2021, que n\u00e3o tem prazo para deixar de valer.<\/p>\n<p>Os impostos federais foram zerados em 2022 no contexto da guerra da Ucr\u00e2nia e da corrida eleitoral no Brasil. Em princ\u00edpio, a medida deixaria de valer em 2023, por\u00e9m a nova gest\u00e3o federal a prorrogou. O retorno dos impostos PIS\/Cofins ocorre ap\u00f3s eles j\u00e1 terem sido retomados para o etanol, a gasolina e o g\u00e1s natural veicular (GNV) ao longo deste ano.<\/p>\n<p>Embora signifique aumento de pre\u00e7os, a retomada dos tributos \u00e9 importante para a manuten\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, pondera o economista da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas, Administrativas e Cont\u00e1beis de Minas Gerais (Ipead) Diogo Santos. \u201cEsse recurso se torna receita, e \u00e9 a partir disso que os servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o prestados. \u00c9 bom lembrar que para fam\u00edlias de baixa renda ter um servi\u00e7o p\u00fablico de qualidade, acesso a medicamentos, postos de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante quanto ter g\u00e1s de cozinha em casa\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Imposto do diesel impacta custo de vida de todos<\/strong><\/p>\n<p>Embora n\u00e3o seja utilizado pela maior parte dos ve\u00edculos de passeio e, portanto, dificilmente seja comprado pelo consumidor em geral, o diesel tem potencial para afetar o custo de vida da maioria dos brasileiros. A volta dos impostos federais sobre o combust\u00edvel tem um impacto pequeno sobre a infla\u00e7\u00e3o, contudo tem um efeito cascata que pode elevar pre\u00e7os no longo prazo, explica o coordenador dos \u00cdndices de Pre\u00e7os do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV Ibre), Andr\u00e9 Braz.<\/p>\n<p>\u201cO diesel \u00e9 usado nas m\u00e1quinas no campo, no transporte rodovi\u00e1rio, no \u00f4nibus urbano. Quando o pre\u00e7o dele aumenta, h\u00e1 impacto no custo de tudo isso. Indiretamente, ele acaba sendo mais perverso do que a gasolina\u201d, diz o especialista.<\/p>\n<p>O aumento dos botij\u00f5es acima de 13 kg, apesar de eles serem utilizados por menos de 30% dos consumidores, de acordo com o Sindig\u00e1s, tamb\u00e9m tem um impacto indireto no bolso do consumidor, enfatiza Diogo Santos, economista do Ipead. \u201cVai depender se cada bar e restaurante decidir\u00e1 repassar integralmente esse custo ou segurar o pre\u00e7o. Nos \u00faltimos meses, o custo da alimenta\u00e7\u00e3o fora de casa tem aumentado bastante. Se a desonera\u00e7\u00e3o terminar, ser\u00e1 mais um item que pode gerar aumento\u201d, detalha.<\/p>\n<p><strong>G\u00e1s de cozinha pode ficar mais caro com aumento do ICMS<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo que o retorno dos impostos federais n\u00e3o afete diretamente o botij\u00e3o de g\u00e1s de 13 kg, protegido por outro decreto, a op\u00e7\u00e3o pode ficar mais cara em fevereiro de 2024, lembra o presidente do Sindig\u00e1s, Sergio Bandeira de Mello: \u201ch\u00e1 uma armadilha montada para o dia 1\u00ba de fevereiro, que \u00e9 o aumento do ICMS\u201d.<\/p>\n<p>O Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) aprovou o aumento do valor de refer\u00eancia da cobran\u00e7a do imposto estadual para R$ 1,41 por litro de g\u00e1s. \u00c9 uma alta de 12,5% em compara\u00e7\u00e3o aos R$ 1,26 anteriores. \u201c\u00c9 um aumento de R$ 2,04 por botij\u00e3o\u201d, calcula Mello. Tamb\u00e9m haver\u00e1 aumento para o diesel, de R$ 0,95 centavos para R$ 1,06 por litro, tamb\u00e9m 12,5%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: O Tempo \/ imagem: Pexels Este ano nem terminou, mas o consumidor j\u00e1 pode se preparar para aumento de pre\u00e7os no pr\u00f3ximo. 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