{"id":39121,"date":"2024-01-23T09:54:42","date_gmt":"2024-01-23T12:54:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=39121"},"modified":"2024-01-24T09:57:45","modified_gmt":"2024-01-24T12:57:45","slug":"jpmorgan-ve-petroleo-a-us-80-no-longo-prazo-e-lista-efeitos-na-economia-e-em-acoes-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=39121","title":{"rendered":"JPMorgan v\u00ea petr\u00f3leo a US$ 80 no longo prazo e lista efeitos na economia e em a\u00e7\u00f5es do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/jpmorgan-ve-petroleo-a-us-80-no-longo-prazo-e-lista-efeitos-na-economia-e-em-acoes-do-brasil\/\">Infomoney<\/a> \/ imagem: pexels<\/p>\n<p>O JPMorgan projeta que os pre\u00e7os do petr\u00f3leo devam permanecer em uma m\u00e9dia de US$ 83 por barril em 2024 e US$ 75 por barril no pr\u00f3ximo ano. O banco espera que as adi\u00e7\u00f5es \u00e0 demanda diminuam de 1,9 milh\u00e3o de barris em m\u00e9dia para 1,6 milh\u00e3o em 2024 e 1 milh\u00e3o em 2025. Com isso, a narrativa deve ser mais impulsionada pela oferta, uma vez que os pre\u00e7os elevados estimularam a produ\u00e7\u00e3o. O crescimento da oferta vem principalmente de fora da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo e aliados (Opep+), com os Estados Unidos sendo um forte contribuinte, seguido por Canad\u00e1, Guiana e Brasil.<\/p>\n<p>A m\u00e9dio e longo prazo, por outro lado, o banco acredita que os pre\u00e7os do petr\u00f3leo devam ficar em torno de US$ 80 por barril porque: 1) a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica deve impor barreiras ao crescimento da oferta; 2) as empresas t\u00eam menor acesso a capital para investir na abertura e manuten\u00e7\u00e3o de campos de petr\u00f3leo e 3) as empresas, especialmente as listadas, comprometeram-se a aumentar a remunera\u00e7\u00e3o aos acionistas por meio de recompras de a\u00e7\u00f5es e dividendos, consumindo assim parte do Fluxo de Caixa Livre (FCF).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as empresas est\u00e3o investindo na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, o que retira dinheiro do neg\u00f3cio principal. Como consequ\u00eancia desses tr\u00eas efeitos principais, o JPMorgan v\u00ea as empresas de petr\u00f3leo com menos dinheiro para gastar na manuten\u00e7\u00e3o e no aumento da capacidade de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Efeito no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O JPMorgan destrinchou o efeito das perspectivas para o petr\u00f3leo em v\u00e1rias \u00e1reas da economia brasileira e para as a\u00e7\u00f5es da B3. Sobre a infla\u00e7\u00e3o, o banco espera que os pre\u00e7os da gasolina devam subir porque o ICMS (imposto estadual) dever\u00e1 ter eleva\u00e7\u00e3o em fevereiro.<\/p>\n<p>J\u00e1 sobre o PIB, o JPMorgan ressalta que o petr\u00f3leo correspondeu a 3% da atividade em 2021, mas este n\u00famero provavelmente \u00e9 maior hoje. Se a previs\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) estiver correta para este ano (um aumento de 15%), poder\u00e1 acrescentar 0,5% ao PIB.<\/p>\n<p>O efeito na balan\u00e7a comercial pode ser significativo. \u201cEm geral, o Brasil n\u00e3o estava associado ao ciclo do petr\u00f3leo porque h\u00e1 menos de 10 anos o pa\u00eds era um importador l\u00edquido de petr\u00f3leo, mas agora tornou-se um importante exportador. O saldo no setor para o Brasil foi um super\u00e1vit de quase US$ 30 bilh\u00f5es em 2023, correspondendo a quase um ter\u00e7o dos US$ 100 bilh\u00f5es do super\u00e1vit comercial recorde. No futuro, o petr\u00f3leo poder\u00e1 tornar-se um protagonista ainda maior no na frente externa, considerando que a produ\u00e7\u00e3o cresce ao mesmo tempo que cresce o refino local, junto com fontes alternativas de energia\u201d, avalia. Assim, afirma que o petr\u00f3leo se tornar\u00e1 o novo agro no que diz respeito \u00e0s contas externas.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo tamb\u00e9m \u00e9 um importante impulsionador das receitas. Por exemplo, em 2022, o mercado esperava um resultado prim\u00e1rio negativo e houve o primeiro super\u00e1vit prim\u00e1rio em anos, e uma parcela significativa dele foi relacionada ao petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Para o ambiente de condu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os pela Petrobras, o banco espera que os pre\u00e7os globais diminuam um pouco e, quando isso acontecer, ser\u00e1 mais f\u00e1cil, pol\u00edtica e socialmente, gerir os pre\u00e7os na bomba. \u201cA parte complicada, n\u00e3o apenas no Brasil, mas na maioria dos pa\u00edses, \u00e9 quando os pre\u00e7os sobem substancial e rapidamente, que \u00e9 um ambiente que n\u00e3o prevemos\u201d, avalia.<\/p>\n<p>No geral, o banco americano possui uma vis\u00e3o otimista para as a\u00e7\u00f5es no Brasil (<em>overweight<\/em>, exposi\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia, em Am\u00e9rica Latina), devido a taxas de juros mais baixas como catalisadoras dos mercados, valuation barato, destino atrativo para fluxos estrangeiros (como em 2023, como alternativa \u00e0 China em momentos de otimismo de risco). A situa\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 sempre uma quest\u00e3o, mas os investidores j\u00e1 se mostram cientes desse risco.<\/p>\n<p>Especificamente sobre o setor de petr\u00f3leo, o banco disse preferir as empresas juniores porque as hist\u00f3rias<em><span>\u00a0<\/span>bottom-up<span>\u00a0<\/span><\/em>(em que se analisa a empresa espec\u00edfica, dando menos espa\u00e7o para o macro) s\u00e3o interessantes, mas mantendo uma vis\u00e3o mais neutra para o setor em geral por causa de Petrobras (<a href=\"http:\/\/infomoney.com.br\/petr4\">PETR4<\/a>). A principal escolha do banco \u00e9 a PRIO (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/cotacoes\/b3\/acao\/petrorio-prio3\/\">PRIO3<\/a>), uma vez que a empresa se desvinculou em certo grau, tornando-se a mais s\u00eanior das empresas juniores de petr\u00f3leo, aumentando a produ\u00e7\u00e3o com um hist\u00f3rico s\u00f3lido e grande potencial para o futuro. Analistas tamb\u00e9m disseram gostar da 3R Petroleum (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/cotacoes\/b3\/acao\/3rpetroleum-rrrp3\/\">RRRP3<\/a>), \u201cuma empresa menos madura e altamente descontada\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Petrobras, o banco mant\u00e9m classifica\u00e7\u00e3o neutra, embora reconhe\u00e7a que a a\u00e7\u00e3o parece barata. Mas, especificamente no setor de petr\u00f3leo, o rendimento e os dividendos s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia \u2013 e h\u00e1 incerteza em torno disso.<\/p>\n<p>\u201cA empresa teve muitas boas not\u00edcias em 2023, mas isso j\u00e1 foi incorporado\u201d, destacam os analistas. \u201cO fator positivo agora \u00e9 que, com o petr\u00f3leo permanecendo nos n\u00edveis atuais, a press\u00e3o e as manchetes negativas sobre a Petrobras diminuem\u201d, completam.<\/p>\n<p>A expectativa est\u00e1 no montante dos dividendos extraordin\u00e1rios a serem pagos. Considerando 2024 como base, o banco espera US$ 11 bilh\u00f5es como m\u00ednimo a ser pago, o que representa um rendimento de cerca de 10%. Consideramos seu FCF total como um teto potencial para dividendos, que deve estar pr\u00f3ximo de US$ 24 bilh\u00f5es (rendimento de 23%). \u201cO potencial para dividendos extraordin\u00e1rios, portanto, parece alto\u201d, comenta o banco. \u201cNo entanto, h\u00e1 um fator adicional: a administra\u00e7\u00e3o criou uma conta de reserva de dividendos, que pode absorver parte desse caixa adicional em vez de ser pago aos acionistas como dividendos.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Infomoney \/ imagem: pexels O JPMorgan projeta que os pre\u00e7os do petr\u00f3leo devam permanecer em uma m\u00e9dia de US$ 83 por barril em 2024 e US$ 75 por barril no pr\u00f3ximo ano. 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