{"id":39351,"date":"2024-03-15T09:41:06","date_gmt":"2024-03-15T12:41:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=39351"},"modified":"2024-03-18T09:42:35","modified_gmt":"2024-03-18T12:42:35","slug":"epe-mme-e-bid-trabalham-em-base-de-dados-para-mapear-pobreza-energetica-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=39351","title":{"rendered":"EPE, MME e BID trabalham em base de dados para mapear pobreza energ\u00e9tica no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/epe-mme-e-bid-trabalham-em-base-de-dados-para-mapear-pobreza-energetica-no-brasil\/?utm_source=newsletters+epbr&amp;utm_campaign=f4536c763f-epbr-comece-seu-dia_20230724_COPY_01&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_5931171aac-f4536c763f-453049193\">EPBR<\/a> \/ imagem: EPE<\/p>\n<p>RIO \u2014<span>\u00a0<\/span><span>A Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), o Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) e o Banco Mundial (BID) est\u00e3o desenvolvendo em conjunto uma ferramenta para integrar dados sobre pobreza energ\u00e9tica no Brasil e subsidiar a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 desigualdade no acesso \u00e0 energia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>O projeto\u00a0<em>Tecendo conex\u00f5es<\/em>\u00a0vai fazer um mapeamento das informa\u00e7\u00f5es existentes a partir de 40 bases de dados, sistematizar em uma base \u00fanica e calcular indicadores para identificar a pobreza energ\u00e9tica no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span>O trabalho deve ser conclu\u00eddo at\u00e9 setembro e tem inspira\u00e7\u00e3o em iniciativas semelhantes conduzidas no Chile, Reino Unido e Uni\u00e3o Europeia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A EPE publicou nesta sexta-feira (15\/3) o estudo\u00a0<em>An\u00e1lise das Experi\u00eancias Estatais Internacionais Relativas \u00e0 Pobreza e Justi\u00e7a Energ\u00e9tica<\/em>, com levantamento de medidas sobre o tema em 19 pa\u00edses. O presidente da estatal,\u00a0<\/span><b>Thiago Prado<\/b><span>, afirmou em apresenta\u00e7\u00e3o na sede da estatal que o combate \u00e0 mis\u00e9ria deve ser um esfor\u00e7o conjunto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cO Brasil \u00e9 protagonista em energias renov\u00e1veis e ser protagonista \u00e9 estar uma p\u00e1gina \u00e0 frente na Hist\u00f3ria. Portanto, devemos buscar caminhos para nossos pr\u00f3prios desafios e n\u00e3o importar apenas solu\u00e7\u00f5es de fora. Nossa transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica j\u00e1 come\u00e7ou h\u00e1 d\u00e9cadas\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p><strong>Gap de servi\u00e7os energ\u00e9ticos<\/strong><\/p>\n<p><span>Segundo dados de 2019, os mais recentes disponibilizados pela EPE, o consumo per capita de energia no Brasil \u00e9 de 660 quilowatts-hora (kwh) por ano, mas existe uma grande desigualdade no acesso \u00e0 energia.<\/span><\/p>\n<p><span>Entre os consumidores de renda de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo, a demanda per capita \u00e9 de 371 kwh por ano, equivalente ao do Marrocos.<\/span><\/p>\n<p><span>Entre aqueles na faixa de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos, o consumo de energia \u00e9 cerca de seis vezes maior, de 2.221 kwh por ano, semelhante ao do Jap\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cExiste um \u2018gap\u2019 de servi\u00e7os energ\u00e9ticos enorme entre as diferentes classes de renda. Por isso, ter um diagn\u00f3stico mais detalhado \u00e9 necess\u00e1rio. Temos que conceituar e definir os indicadores de pobreza energ\u00e9tica para a realidade brasileira\u201d, disse o consultor t\u00e9cnico da\u00a0 superintend\u00eancia de estudos econ\u00f4micos e energ\u00e9ticos da EPE,\u00a0<strong>Arnaldo dos Santos J\u00fanior<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><strong>Indicadores<\/strong><\/p>\n<div class=\"advads-ad2f5c861c435dd102a702d66b45b1d3 advads-inarticle_placement\" id=\"advads-ad2f5c861c435dd102a702d66b45b1d3\">\n<div class=\"advads-inarticle_placement\" id=\"advads-2103022716\">\n<div data-advadstrackid=\"81192\" data-advadstrackbid=\"1\" class=\"advads-target\" id=\"advads-1416119835\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span>O estudo apresentado hoje aponta que os pa\u00edses t\u00eam diferentes indicadores para medir o acesso da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 energia. Alguns consideram, por exemplo, o acesso f\u00edsico \u00e0 energia e os pre\u00e7os praticados, enquanto outros medem o peso das despesas com energia no or\u00e7amento dom\u00e9stico e as caracter\u00edsticas das moradias em rela\u00e7\u00e3o ao conforto t\u00e9rmico.<\/span><\/p>\n<p><span>Uma das conclus\u00f5es do estudo \u00e9 que o Chile os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia se destacam na inclus\u00e3o do tema da pobreza energ\u00e9tica em planos de m\u00e9dio e longo prazo.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, a maioria dos pa\u00edses estudados adota medidas para redu\u00e7\u00e3o do peso das contas de energia nos rendimentos domiciliares.<\/span><\/p>\n<p><strong>Custo da energia<\/strong><\/p>\n<p><span>O peso da tarifa no or\u00e7amento familiar \u00e9 mais alto no Brasil do que nos pa\u00edses mais desenvolvidos do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span>Um levantamento da Abrace, associa\u00e7\u00e3o que representa consumidores de energia, mostra que em 2022 o Brasil teve o maior custo residencial com energia el\u00e9trica na compara\u00e7\u00e3o com 34 pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/span><\/p>\n<p>A EPE aponta ainda que, no caso do Brasil, uma das dificuldades \u00e9 levantar indicadores ambientais, de sa\u00fade e mapear o consumo do g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP), pois o g\u00e1s de botij\u00e3o \u00e9 menos rastre\u00e1vel do que o g\u00e1s encanado.<\/p>\n<p><span>O estudo conclui que \u00e9 necess\u00e1rio identificar as fam\u00edlias e as comunidades mais necessitadas de medidas de assist\u00eancia para direcionar de forma mais eficaz as a\u00e7\u00f5es governamentais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201c\u00c9 importante que o Brasil absorva experi\u00eancias positivas de outros pa\u00edses\u201d, disse o analista de pesquisa energ\u00e9tica da EPE,\u00a0<strong>Vin\u00edcius Rosenthal<\/strong>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Dados v\u00e3o ajudar MME a estruturar pol\u00edticas<\/strong><\/p>\n<p><span>A diretora do departamento de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do MME,\u00a0<strong>Mariana Esp\u00e9cie<\/strong>, afirmou que o estudo publicado hoje pela EPE vai ajudar na estrutura\u00e7\u00e3o de medidas sobre o tema no minist\u00e9rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Ela lembrou que o MME est\u00e1 trabalhando no desenvolvimento da\u00a0<a href=\"https:\/\/epbr.com.br\/assunto\/politica-nacional-de-transicao-energetica\/\">Pol\u00edtica Nacional de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica<\/a>\u00a0e \u00e9 importante que a transi\u00e7\u00e3o v\u00e1 al\u00e9m de uma substitui\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de fontes de energia, para englobar quest\u00f5es sociais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cEstamos vivendo um momento importante no contexto global, em que os olhos do mundo est\u00e3o voltados para o Brasil, porque estamos presidindo o G20 (\u2026). Uma das coisas que o Brasil est\u00e1 trazendo, que \u00e9 uma proposta inovadora, \u00e9 uma chamada aos pa\u00edses para discutir as dimens\u00f5es sociais da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d, disse.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: EPBR \/ imagem: EPE RIO \u2014\u00a0A Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), o Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) e o Banco Mundial (BID) est\u00e3o desenvolvendo em conjunto uma ferramenta para integrar dados sobre pobreza energ\u00e9tica no Brasil e subsidiar a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 desigualdade no acesso \u00e0 energia.\u00a0 O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6802,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[48,47],"tags":[],"class_list":["post-39351","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=39351"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39351\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=39351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=39351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=39351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}