{"id":39654,"date":"2024-06-06T09:21:40","date_gmt":"2024-06-06T12:21:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=39654"},"modified":"2024-06-07T09:31:05","modified_gmt":"2024-06-07T12:31:05","slug":"transicao-energetica-uniao-acena-para-ampliacao-do-uso-do-glp-que-deve-garantir-seguranca-ao-agro-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=39654","title":{"rendered":"Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica: Uni\u00e3o acena para amplia\u00e7\u00e3o do uso do GLP, que deve garantir seguran\u00e7a ao agro brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ms\/mato-grosso-do-sul\/noticia\/2024\/06\/06\/transicao-energetica-uniao-acena-para-ampliacao-do-uso-do-glp-que-deve-garantir-seguranca-ao-agro-brasileiro.ghtml?utm_source=share-universal&amp;utm_medium=share-bar-app&amp;utm_campaign=materias\">G1<\/a> \/ imagem: Copa Energia<\/p>\n<p>Contextos hist\u00f3ricos, culturais e econ\u00f4micos de uma determinada \u00e9poca s\u00e3o importantes nas formula\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas, seja no passado, atualmente ou at\u00e9 mesmo no futuro.\u00a0<span class=\"highlight highlighted\">S\u00e9culo XX, o ano de 1991: a lei 8.176 foi promulgada no Brasil. No texto, a comercializa\u00e7\u00e3o do G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (GLP) para alguns setores produtivos foi tipificada como crime contra ordem econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p>Nos bastidores da decis\u00e3o, a Guerra do Golfo (<em>entenda mais abaixo<\/em>). A lei de 1991 foi aprovada como uma medida para garantir a utiliza\u00e7\u00e3o dos produtos derivados do petr\u00f3leo de forma definida. GLP, o famoso g\u00e1s de cozinha, seria destinado de forma mais ampla \u00e0s casas dos brasileiros. Gasolina, apenas para os carros leves. J\u00e1 o diesel para ind\u00fastrias, geradores e ve\u00edculos pesados.<\/p>\n<p><strong><span class=\"highlight highlighted\">S\u00e9culo XXI, a data: 6 de junho de 2024. A discuss\u00e3o quanto ao uso do GLP \u00e9 outra. Uma esp\u00e9cie de &#8220;quebra-cabe\u00e7a&#8221; est\u00e1 quase pronto e a alguns passos de ser entregue \u00e0 sociedade brasileira.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span class=\"highlight highlighted\">Unindo ci\u00eancia, governos federal e estadual, popula\u00e7\u00e3o e setor produtivo, o debate sobre a utiliza\u00e7\u00e3o do famoso g\u00e1s de cozinha na produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e a reformula\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o brasileira pode sair do papel ainda em 2025<\/span>, de acordo com representantes da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis do Brasil (ANP).<\/p>\n<p><strong>A criminaliza\u00e7\u00e3o do uso do GLP: 1990 e 2024<\/strong><\/p>\n<p>A Guerra do Golfo ocorreu entre os anos de 1990 e 1991. Os Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) se uniram em uma coaliz\u00e3o multinacional com pa\u00edses asi\u00e1ticos, que expulsou do Kuwait as for\u00e7as do Iraque que haviam invadido o pa\u00eds. \u00c0 \u00e9poca, Saddam Hussein, ex-presidente do Iraque, invadiu o Kuwait na tentativa de controlar os campos de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A tomada do territ\u00f3rio de Kuwait foi r\u00e1pida. Os iraquianos assumiram o poder do pa\u00eds e, consequentemente, das in\u00fameras minas de petr\u00f3leo. Em resposta, os EUA realizaram uma coaliz\u00e3o para expulsar as tropas do Iraque.<\/p>\n<p>Neste momento, os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como o Brasil, que eram totalmente dependentes do petr\u00f3leo extra\u00eddos dos pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio envolvidos na guerra, tomaram medidas legais para garantia do consumo e comercializa\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00e3o \u00e0 base de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>No territ\u00f3rio brasileiro, uma das leis aprovadas foi a 8.176, que tipificou o uso desautorizado de GLP em motores, saunas, caldeiras e aquecimento de piscinas, ou para fins automotivos, como crime contra a ordem econ\u00f4mica. Essa legisla\u00e7\u00e3o, embasada a partir dos contextos da \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo passado, segue vigente.<\/p>\n<p>Naquele momento, o governo do Brasil temia que o conflito geraria uma escassez de derivados de petr\u00f3leo no mundo, inflacionando os custos. Foi a partir deste marco, que, o senso comum do GLP como g\u00e1s de cozinha virou unanimidade. O Coordenador-Geral de Acompanhamento de Mercado do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME), Deivson Timb\u00f3, relembra que o pa\u00eds usou esta postura para garantir que o abastecimento n\u00e3o fosse fragilizado no Brasil.<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-caps: inherit; font-weight: inherit; text-align: center;\">\u201cFoi a partir deste momento que os pap\u00e9is dos ativos do petr\u00f3leo ficaram claros no Brasil. O GLP deveria ser utilizado como g\u00e1s de cozinha. A gasolina para os ve\u00edculos leves. J\u00e1 o diesel seria destinado para os ve\u00edculos pesados. O contexto internacional fez com que a legisla\u00e7\u00e3o vedasse e fosse mais dura. O Brasil foi exposto a uma vulnerabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao mercado internacional, que era t\u00e3o dependente\u201d.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>Diante deste cen\u00e1rio, mais de 30 anos se passaram. Apenas em 2016, uma resolu\u00e7\u00e3o da ANP flexibilizou o uso do combust\u00edvel em empilhadeiras e equipamentos industriais de limpeza. Por\u00e9m, a diversifica\u00e7\u00e3o do uso do produto n\u00e3o fugiu do debate p\u00fablico. J\u00e1 que, o GLP \u00e9 uma possibilidade para um caminho vi\u00e1vel para transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e est\u00e1 inserido em uma realidade diferente em 2024.<\/p>\n<p>O presidente Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (Sindig\u00e1s), Sergio Bandeira de Mello, \u00e9 categ\u00f3rico ao dizer sobre o anacronismo estabelecido pela legisla\u00e7\u00e3o vigente, que restringe a amplia\u00e7\u00e3o do uso do GLP.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPor um lado \u00e9 genial, por outro \u00e9 o puro \u2018suco do Brasil\u2019. N\u00f3s estamos em 2024 discutindo isso, anacr\u00f4nico \u00e9 um termo gentil. \u00c9 uma discuss\u00e3o esquizofr\u00eanica. A discuss\u00e3o data h\u00e1 muito tempo, quando se tinha uma escassez do GLP. Hoje temos abund\u00e2ncia de GLP no mundo. Hoje \u00e9 um grande momento para uma discuss\u00e3o, para revers\u00e3o\u201d, salientou Sergio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Pesquisas asseguram utiliza\u00e7\u00e3o do GLP na produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica<\/strong><\/p>\n<p>A ci\u00eancia, mais precisamente a produzida em uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), foi parceira na comprova\u00e7\u00e3o de que o GLP pode ser sim um aliado na produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no Brasil.<\/p>\n<p>Nesta quinta, o professor e diretor da Ag\u00eancia de Internacionaliza\u00e7\u00e3o e de Inova\u00e7\u00e3o (Aginova) da UFMS, Saulo Gomes Moreira, foi pioneiro ao apresentar resultados otimistas de pesquisas com o uso do combust\u00edvel em pr\u00e1ticas distintas das j\u00e1 utilizadas.<\/p>\n<p>Desde 2019, a UFMS e a Copa Energia &#8211; maior distribuidora de GLP do pa\u00eds &#8211; desenvolvem estudos sobre novos usos do combust\u00edvel. Durante a apresenta\u00e7\u00e3o do professor Saulo, os resultados de duas pesquisas foram divulgados.<\/p>\n<p><strong>1\u00ba projeto:\u00a0<\/strong>a utiliza\u00e7\u00e3o do GLP na gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, para abastecer o Hospital Universit\u00e1rio (HU), em\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ms\/mato-grosso-do-sul\/cidade\/campo-grande\/\" data-mrf-link=\"https:\/\/g1.globo.com\/ms\/mato-grosso-do-sul\/cidade\/campo-grande\/\" cmp-ltrk=\"Recomendado\" cmp-ltrk-idx=\"1\" mrfobservableid=\"a8c54587-e287-4b08-9cde-a2c38dbf2e53\">Campo Grande<\/a>, durante a pandemia de Covid-19. Com o aumento da demanda e o maior n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es, o gerador movido a GLP foi essencial para otimizar espa\u00e7os e garantir processos mais seguros aos pacientes e colaboradores na institui\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, como pontuou Saulo.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Temos o primeiro gerador de energia el\u00e9trica movido a GLP. O gerador est\u00e1 abastecendo uma parte da rede da universidade. Estamos explorando o GLP para al\u00e9m do g\u00e1s de cozinha\u201d, explicou o professor.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>2\u00ba projeto:<\/strong> Outro projeto desenvolvido em parceria entre a Copa Energia e a UFMS estudou o uso de energia el\u00e9trica produzida a partir do GLP para manter a oxigena\u00e7\u00e3o de tanques de piscicultura. Na esta\u00e7\u00e3o de piscicultura da UFMS, em Terenos, foi pesquisado o uso da tecnologia para a produ\u00e7\u00e3o da pacu. Em Campo Grande, os cientistas analisaram a aplica\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de til\u00e1pia.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-caps: inherit; font-weight: inherit; text-align: center;\">\u201cUtilizamos a energia gerada pelo GLP na piscicultura. Para produ\u00e7\u00e3o de peixes, a energia \u00e9 crucial para manter a oxigena\u00e7\u00e3o nos tanques, assim, para que os peixes possam manter seu desenvolvimento adequado. Muitos locais t\u00eam uma defici\u00eancia do sistema energ\u00e9tico. Com isso, os aeradores, respons\u00e1veis por fazer o oxig\u00eanio circular nos tanques, n\u00e3o s\u00e3o utilizados ou param. A rede de distribui\u00e7\u00e3o de energia falha. J\u00e1 o GLP fica presente ali, em um pacote energ\u00e9tico que garante a energia\u201d.<\/span><\/p>\n<p>O professor da UFMS foi categ\u00f3rico ao assegurar, a partir de estudos multidisciplinares, a seguran\u00e7a na utiliza\u00e7\u00e3o do GLP em pr\u00e1ticas para al\u00e9m da convencional. Em suma, os resultados das pesquisas apontaram um caminho a ser explorado pelo mercado de combust\u00edvel, que se apresentou menos agressivo ao meio ambiente e competitivo, se comparado \u00e0s outras fontes de energias f\u00f3sseis j\u00e1 utilizadas.<\/p>\n<p><strong>GLP \u00e9 um caminho para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, o representante da UFMS destacou alguns t\u00f3picos importantes quanto aos resultados das pesquisas. Para os estudos, o GLP se apresenta como uma fonte de energia segura, com menor pegada de carbono e uma op\u00e7\u00e3o competitiva em n\u00edvel de mercado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA vantagem do GLP \u00e9 que \u00e9 uma fonte firme, traz seguran\u00e7a energ\u00e9tica. A maioria dos geradores s\u00e3o movidos a diesel. O GLP pode ser uma justificativa ao diesel, nisso o GLP apresenta mais vantagens na emiss\u00e3o de poluentes, se comparado ao diesel. O custo da energia gerada pelo GLP fica, por vezes, menor em compara\u00e7\u00e3o aos outros\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>O professor Saulo explica que na produ\u00e7\u00e3o e no consumo do GLP, menos poluentes s\u00e3o emitidos ao meio ambiente, se comparado a outros ativos do petr\u00f3leo, como o diesel. O GLP \u00e9 conhecido como um combust\u00edvel de transi\u00e7\u00e3o: de uma energia f\u00f3ssil mais agressiva para uma renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em tempos em que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o cada vez mais frequentes, pensar em alternativas com menores pegadas de CO2 \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, como frisa o pesquisador da UFMS. Nas pesquisas desenvolvidas em Mato Grosso do Sul, os cientistas conseguiram identificar uma diferen\u00e7a nos valores de emiss\u00e3o de carbono. Enquanto o GLP emitia 8,1%, o diesel, 10,6%, segundo estudo apresentado.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-caps: inherit; font-weight: inherit; text-align: center;\">\u201cO GLP pode ter uma pegada menor no meio ambiente e uma alternativa. Identificamos as viabilidades t\u00e9cnicas e ambientais. O GLP \u00e9 uma alternativa importante para sociedade, com\u00e9rcio, ind\u00fastria e pequenos produtores. Temos a possibilidade do GLP como mais uma op\u00e7\u00e3o. N\u00e3o devemos cercear a sociedade em optar pelo GLP\u201d, assegura Saulo.<\/span><\/p>\n<p>A chamada transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u00e9 um conceito fundamental no contexto atual das preocupa\u00e7\u00f5es com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Na teoria e na pr\u00e1tica, este per\u00edodo pressup\u00f5e a mudan\u00e7a do uso predominante de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, para fontes de energia mais limpas e renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>O vice-presidente de Opera\u00e7\u00f5es e Estrat\u00e9gia Copa Energia, Pedro Zahran Turqueto, entende a necessidade de oferecer ao mercado um ativo energ\u00e9tico menos poluente e que seja contribuinte neste momento em que todo o mundo enfrenta as cat\u00e1strofes do aquecimento global.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;N\u00e3o vamos sair da noite para o dia no uso do combust\u00edvel f\u00f3ssil para uma fonte totalmente renov\u00e1vel. Para essa transi\u00e7\u00e3o, o GLP \u00e9 extremamente necess\u00e1rio. Hoje, quando a gente v\u00ea esses incidentes terr\u00edveis no Brasil e no mundo, a gente precisa come\u00e7ar essa jornada. Acho que a autoriza\u00e7\u00e3o do GLP para produzir energia, substituindo combust\u00edveis mais poluentes, \u00e9 extremamente necess\u00e1rio pro Brasil continuar sendo competitivo e ter uma matriz energ\u00e9tica mais limpa\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Os novos passos do GLP no Brasil: legisla\u00e7\u00e3o anacr\u00f4nica X reformula\u00e7\u00f5es palp\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, a discuss\u00e3o quanto ao GLP \u00e9 outra: rever a legisla\u00e7\u00e3o e ampliar a diversifica\u00e7\u00e3o do uso do combust\u00edvel. O contexto de 2024 \u00e9 bem diferente do vivido pelo mundo em 1991, com a Guerra do Golfo. Para empres\u00e1rios, sindicatos, pol\u00edticos e governos, a legisla\u00e7\u00e3o se exp\u00f5e de forma fr\u00e1gil para a atualidade.<\/p>\n<p>Mesmo que o medo fosse a falta de combust\u00edvel para o uso final &#8211; as cozinhas dos brasileiros &#8211; o pa\u00eds se aproxima da independ\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o do insumo. A informa\u00e7\u00e3o foi dada pelo Superintendente de Distribui\u00e7\u00e3o e Log\u00edstica da ANP, Diogo Val\u00e9rio: \u201c<strong><span class=\"highlight highlighted\">o Brasil deve ser autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o de GLP at\u00e9 2031<\/span><\/strong>\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEmbora a restri\u00e7\u00e3o de outros usos seja estabelecida em lei, tem um entendimento da Procuradoria Federal junto \u00e0 ANP que uma resolu\u00e7\u00e3o da ANP, uma mudan\u00e7a regulat\u00f3ria da ANP, seria suficiente para libera\u00e7\u00e3o dos outros usos caso seja esse o caminho t\u00e9cnico escolhido pela ag\u00eancia\u201d, apresentou o respons\u00e1vel pela Ag\u00eancia.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong><span class=\"highlight highlighted\">Na vis\u00e3o da ANP, o GLP \u00e9 visto como uma alternativa de energia.<\/span><\/strong> Estudos t\u00e9cnicos s\u00e3o realizados para dar conta de compreender as possibilidades de efici\u00eancia de mercado e garantia de abastecimento, visto o novo horizonte que se aproxima para comercializa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-caps: inherit; font-weight: inherit; text-align: center;\">Diogo antecipou que uma An\u00e1lise de Impacto Regulat\u00f3rio (AIR) \u00e9 realizada por uma grande comiss\u00e3o da ANP para discutir todos os par\u00e2metros regulat\u00f3rios ligados ao GLP. <\/span><strong style=\"font-family: inherit; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-caps: inherit; text-align: center;\"><span class=\"highlight highlighted\">No debate, o representante da audi\u00eancia disse que at\u00e9 7 de novembro a ANP deve entregar este documento para consulta p\u00fablica. Ap\u00f3s ampla discuss\u00e3o, a possibilidade de mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 tem um vislumbre temporal: segundo semestre de 2025.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u201cNesse momento a ANP est\u00e1 desenvolvendo AIR, o nosso prazo para entrega desse AIR \u00e9, que a nossa equipe est\u00e1 focada e est\u00e1 tentando at\u00e9 antecipar isso, hoje \u00e9 7 de novembro. Ent\u00e3o acho que falta pouco pra gente terminar essa discuss\u00e3o. O objetivo desse AIR est\u00e1 muito alinhado com o que foi falado aqui \u00e9 aumentar a efici\u00eancia do mercado e garantir o abastecimento. Fonte alternativa de energia, al\u00e9m de possibilitar um aumento de efici\u00eancia, ela ajuda a garantir o abastecimento, que \u00e9 o grande objetivo da ANP, porqu\u00ea da escolha. Na falta de um energ\u00e9tico, a gente teria possibilidade de utilizar um outro energ\u00e9tico para fornecer aquela energia\u201d, detalhou Diogo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA grande preocupa\u00e7\u00e3o da ANP nesse estudo que vai ser conclu\u00eddo em novembro \u00e9 a garantia do suprimento. Nesse sentido, al\u00e9m de analisar a dualidade permite ou n\u00e3o permite, a gente tem que analisar como permite. Ser\u00e1 que se a ANP optar por permitir, seria interessante se fosse gradual, faseado, ou n\u00e3o?\u201d, destaca o superintendente da ANP.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-caps: inherit; font-weight: inherit;\">O deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS) faz parte da comiss\u00e3o de Minas e Energia da C\u00e2mara Federal. O parlamentar foi respons\u00e1vel por promover a discuss\u00e3o, que ocorreu presencialmente em Campo Grande.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-caps: inherit; font-weight: inherit;\">\u201cPrecisamos o quanto antes criar possibilidades que viabilizem mais desenvolvimento e interiorize o desenvolvimento. Quando falamos em \u00e1reas remotas, o Mato Grosso do Sul sofre, j\u00e1 que as redes de fornecimento de energia el\u00e9trica n\u00e3o s\u00e3o abundantes. Isso traz transtornos. Em v\u00e1rios momentos inviabiliza neg\u00f3cios. Para o desenvolvimento do pa\u00eds, para \u00e1reas menos adensadas, como o Mato Grosso do Sul, precisamos avan\u00e7ar com isso [legisla\u00e7\u00e3o] com celeridade\u201d.<\/span><\/p>\n<blockquote><p>Pedro Zahran Turqueto acredita em um futuro promissor na discuss\u00e3o para diversifica\u00e7\u00e3o no uso. \u201cHoje a gente tem uma regula\u00e7\u00e3o anacr\u00f4nica, que n\u00e3o permite o uso do GLP em motores, para gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Esse debate a gente vem h\u00e1 30 anos do setor tentando mostrar as qualidades e os benef\u00edcios que a sociedade como um todo tem em poder usar o GLP para gera\u00e7\u00e3o de energia em lugares remotos, motores, de trator. Uma s\u00e9rie de oportunidades que o Brasil vem perdendo com uma legisla\u00e7\u00e3o impeditiva\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>&#8220;\u00c9 algo muito importante para o Brasil como um todo e especialmente para MS que tem uma s\u00e9rie de \u00e1reas que t\u00eam investimento, no agroneg\u00f3cio, por exemplo, que tem que, ou usar o diesel para gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, muitas vezes mais caro, mais ineficiente, mais poluente. Neste ponto se d\u00e1 a import\u00e2ncia desse debate&#8221;, comenta.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a ao agroneg\u00f3cio pode vir do GLP<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: inherit; font-size: inherit; font-style: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-caps: inherit; font-weight: inherit; text-align: center;\">A pesquisa apresentada pelo representante da UFMS relacionada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de til\u00e1pia aponta direcionamentos que podem dar mais seguran\u00e7a ao agroneg\u00f3cio brasileiro. Com propriedades rurais distantes de grandes centros de produ\u00e7\u00e3o de energia, os propriet\u00e1rios carecem de uma rede el\u00e9trica eficaz para manterem de forma sustent\u00e1vel os neg\u00f3cios.<\/span><\/p>\n<p>No caso das til\u00e1pias, o GLP foi aplicado para gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica que abastecia aeradores, para promover uma maior quantidade de oxig\u00eanio nos tanques dos peixes. \u201cQuanto mais oxig\u00eanio, podemos ter mais peixes em um menor espa\u00e7o. Os peixes v\u00e3o se desenvolver melhor. O GLP aparece como uma alternativa segura neste pacote energ\u00e9tico\u201d, detalha Saulo.<\/p>\n<p>O sistema de aera\u00e7\u00e3o instalado nos tanques de peixes foram testados como uma fonte firme de energia ininterrupta, o que n\u00e3o ocorre comumente com a energia el\u00e9trica oferecida atualmente. As intemp\u00e9ries clim\u00e1ticas s\u00e3o empecilhos para o atual abastecimento, Saulo comenta que o GLP tamb\u00e9m preenche este gargalo: \u201cna pesquisa observamos que o GLP traz seguran\u00e7a \u00e0s produ\u00e7\u00f5es, ao agroneg\u00f3cio. Dando oportunidades e outras possibilidades\u201d.<\/p>\n<p><strong>Na pesquisa da UFMS, os cientistas chegaram \u00e0s seguintes conclus\u00f5es ligadas ao uso do GLP:<\/strong><\/p>\n<div class=\"wall protected-content\">\n<div id=\"chunk-89lvg\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"75\" data-block-id=\"83\">\n<ul class=\"content-unordered-list\" data-mrf-recirculation=\"Recomendado\">\n<li>Maior competitividade para o pequeno produtor;<\/li>\n<li>Gera\u00e7\u00e3o de renda para a agricultura familiar;<\/li>\n<li>Tem baixa emiss\u00e3o de poluentes e baixo impacto ambiental;<\/li>\n<li>Grande potencial para novo mercado gerando emprego e renda;<\/li>\n<li>Seguran\u00e7a energ\u00e9tica com abastecimento em regi\u00f5es remotas, gerando uma independ\u00eancia que evita interrup\u00e7\u00f5es moment\u00e2neas no fornecimento;<\/li>\n<li>Custo menor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tarifa de energia el\u00e9trica nos hor\u00e1rios de ponta;<\/li>\n<li>\u00c9 f\u00e1cil de armazenar e transportar;<\/li>\n<li>Minimiza\u00e7\u00e3o dos riscos de mortalidade dos peixes na produ\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O professor Ruy Corr\u00eaa, respons\u00e1vel pela pesquisa diretamente ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o dos peixes, frisa sobre a necessidade de oferecer aos produtores rurais uma fonte energ\u00e9tica segura, que garanta a viabiliza\u00e7\u00e3o de um sistema produtivo mais robusto.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"chunk-2n6fm\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"81\" data-block-id=\"86\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">\u201cSe ficar um tempo sem energia, os produtores perdem mesmo. Comentamos com os produtores sobre os projetos desenvolvidos na UFMS. Os olhos de todos brilharam. Eles viram a possibilidade do uso de um outro energ\u00e9tico que poderia viabilizar o uso de sistemas com maiores produtividades. O GLP traz a possibilidade para o setor do agroneg\u00f3cio. Tudo \u00e9 importante, quando se pensa em sistemas com mais produtividades. Precisamos pensar mais no nosso estado, que \u00e9 pouco adensado e tem grande dist\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: G1 \/ imagem: Copa Energia Contextos hist\u00f3ricos, culturais e econ\u00f4micos de uma determinada \u00e9poca s\u00e3o importantes nas formula\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas, seja no passado, atualmente ou at\u00e9 mesmo no futuro.\u00a0S\u00e9culo XX, o ano de 1991: a lei 8.176 foi promulgada no Brasil. 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