{"id":40488,"date":"2024-12-05T11:19:33","date_gmt":"2024-12-05T14:19:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=40488"},"modified":"2024-12-05T12:13:04","modified_gmt":"2024-12-05T15:13:04","slug":"sindigas-ve-distribuidoras-de-glp-prontas-para-investimentos-e-pede-mais-acoes-para-reduzir-pobreza-energetica-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=40488","title":{"rendered":"Sindig\u00e1s v\u00ea distribuidoras de GLP prontas para investimentos e pede mais a\u00e7\u00f5es para reduzir Pobreza Energ\u00e9tica no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/petronoticias.com.br\/sindigas-ve-distribuidoras-de-glp-prontas-para-investimentos-e-pede-mais-acoes-para-reduzir-pobreza-energetica-no-pais\/\">PetroNot\u00edcias<\/a> \/ imagem: Sindig\u00e1s<\/p>\n<p>A pauta da edi\u00e7\u00e3o de hoje (5) da nossa s\u00e9rie especial<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/petronoticias.com.br\/tag\/perspectivas-2025\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Perspectivas 2025<\/strong><\/a><span>\u00a0<\/span>ser\u00e1 o segmento de g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP, tamb\u00e9m conhecido como g\u00e1s de cozinha). Para debater sobre como foi o ano de 2024 no setor, nosso convidado desta quinta-feira \u00e9 o presidente do\u00a0Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (Sindig\u00e1s),<span>\u00a0<\/span><strong>S\u00e9rgio Bandeira de Mello<\/strong>. Segundo ele, as empresas desse mercado devem fechar\u00a02024 com alta total nas vendas de 2%. Apesar do n\u00famero positivo,\u00a0o setor ainda apresenta desafios, especialmente\u00a0a derrubada das atuais\u00a0proibi\u00e7\u00f5es aos usos do GLP. \u201c<strong>Com a retirada destas restri\u00e7\u00f5es e com uma forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o na Petrobras que respeite os pre\u00e7os de oportunidades vemos nossas empresas preparadas para seguir com muitos investimentos em infraestrutura de abastecimento prim\u00e1rio<\/strong>\u201d, projetou<strong><span>\u00a0<\/span>Mello<\/strong>. Durante a entrevista, o presidente do Sindig\u00e1s traz um detalhado hist\u00f3rico da atua\u00e7\u00e3o do segmento em 2024, fala sobre oportunidades e desafios na regula\u00e7\u00e3o e na reforma tribut\u00e1ria, alerta para o alto \u00edndice de uso de lenha para coc\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e destaca as proje\u00e7\u00f5es para 2025. \u201c<strong>Esperamos seguir colaborando com o Governo e o Congresso Nacional no melhor modelo de combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica. Para isso, acreditamos firmemente que ser\u00e1 necess\u00e1rio usar meios instant\u00e2neos de pagamento de modo a simplificar e baratear os programas sociais, como o aux\u00edlio-g\u00e1s<\/strong>\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Como foi o ano de 2024 para sua associa\u00e7\u00e3o e seu segmento de atua\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>O ano de 2024 para as empresas segue desafiador, os volumes de vendas de GLP em embalagem de 13kg permaneceu muito est\u00e1vel, com uma pequena tend\u00eancia de queda quando apurado o total de vendas at\u00e9 setembro. J\u00e1 o GLP vendido em embalagens maiores cresceu quase 5%, o que aponta a importante competitividade do produto frente ao g\u00e1s natural e outros energ\u00e9ticos, especialmente para Consumidores Comerciais e Industriais. De qualquer forma, estima-se que o ano feche com uma alta total nas vendas de quase 2%. Para tanto, as empresas precisam criar muitos programas de inova\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o para que consigam manter uma remunera\u00e7\u00e3o adequada.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sob o prisma do Sindig\u00e1s, como associa\u00e7\u00e3o de classe, cabe destacar progressos relevantes em nossas agendas junto ao Governo. Um dos principais feitos foi o fato de o MME e a Casa Civil colocaram em seus objetivos o combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica como um dos desafios mais importantes. E o GLP, presente em 100% dos munic\u00edpios brasileiros, \u00e9 o parceiro energ\u00e9tico mais preparado para responder de forma eficaz e segura ao problema da coc\u00e7\u00e3o com lenha.<\/strong><\/p>\n<p><strong>lenha na matriz energ\u00e9tica residencial. Contudo, o GLP representa cerca de 21%. O interessante nesta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 que dados da PNAD\/IBGE mostram que 91% dos lares informam usar GLP, frente a 19% que utilizaria da lenha, e ainda, que 96% das resid\u00eancias declaram estar preparados para o consumo de GLP.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pelo exposto acima, pode-se concluir que existem muitos lares que usam a lenha para complementar as energias necess\u00e1rias para coc\u00e7\u00e3o de alimentos, convivendo com uma cozinha \u201cflex\u201d. H\u00e1 ainda aqueles que, apesar de terem equipamentos para o consumo de GLP, n\u00e3o conseguem comprar o energ\u00e9tico.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Visando construir uma solu\u00e7\u00e3o vigorosa para enfrentar esse cen\u00e1rio, o Governo Federal encaminhou, em agosto de 2024, o Projeto de Lei n\u00ba 3335\/2024 para a C\u00e2mara dos Deputados. Tal proposta objetiva modificar e ampliar o programa aux\u00edlio-g\u00e1s, o que poder\u00e1 vir a ampliar o acesso ao GLP para mais de 20 milh\u00f5es de fam\u00edlias de baixa renda.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Outro ponto de destaque relevante foi a trag\u00e9dia que acometeu o Rio Grande do Sul, momento aterrorizante, tendo em vista as dificuldades enfrentadas pelo desastre natural, mas que teve a solidariedade como protagonista. Os desafios foram enormes, mas as empresas colaboraram de todos os modos e contaram com a excepcional coordena\u00e7\u00e3o da ANP e do MME, al\u00e9m da diligente ajuda da Petrobras, de forma a manter o abastecimento intacto, mesmo que com elevado custo. Algumas empresas tiveram bases afetadas em Canoas por v\u00e1rias semanas, e rotas afetadas de diversas formas em todo o estado, mas todos os esfor\u00e7os foram envidados para a supera\u00e7\u00e3o daquele momento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m desafios enfrentados no RS, ainda tivemos a oportunidade de contribuir, junto ao MME e \u00e0 Secretaria Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, no projeto das \u201cCozinhas Solid\u00e1rias\u201d, onde as empresas associadas ao Sindig\u00e1s abasteceram de forma colaborativa, por mais de 5 meses, cerca de 230 cozinhas no estado do sul-rio-grandense.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Muitos outros desafios e debates seguiram no ano de 2024, e concentram-se, principalmente, em quest\u00f5es ligadas \u00e0 oportunidade de o GLP, por suas baix\u00edssimas emiss\u00f5es, ser usado em uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica limpa, justa e inclusiva. A presen\u00e7a do produto em todos os rinc\u00f5es do Pa\u00eds e seu pre\u00e7o acess\u00edvel criam uma oportunidade \u00fanica, e a ANP mostra estar trabalhando firmemente para desobstruir proibi\u00e7\u00f5es ao uso do GLP que n\u00e3o mais condizem com a realidade do setor, pois remontam ao per\u00edodo da Guerra do Golfo, de 1991.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por fim, seguimos com diversos desafios e ainda temos uma intensa agenda na Reforma Tribut\u00e1ria, na qual o Sindig\u00e1s vem atuando para garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddico-regulat\u00f3ria e fiscal, sem buscar privil\u00e9gios para o setor ou o produto, mas sim para que seja percebida a necessidade de que o GLP tenha uma tributa\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com sua relev\u00e2ncia social.<\/strong><\/p>\n<p>Se fosse consultado, quais sugest\u00f5es daria para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios no seu setor?<\/p>\n<p><strong>Indiscutivelmente, faz-se necess\u00e1rio desobstruir proibi\u00e7\u00f5es aos usos do GLP para que existam investimentos que propiciem ao consumidor final escolher o energ\u00e9tico de sua prefer\u00eancia. Sempre defendemos condi\u00e7\u00f5es de ampla competi\u00e7\u00e3o para o GLP e n\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o, ou de tratamento diferenciado. Assim, as restri\u00e7\u00f5es precisam ser superadas e retiradas da regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do setor.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com a retirada destas restri\u00e7\u00f5es e com uma forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o na Petrobras que respeite os pre\u00e7os de oportunidades vemos nossas empresas preparadas para seguir com muitos investimentos em infraestrutura de abastecimento prim\u00e1rio. E isto \u00e9 algo fundamental, pois o GLP sempre teve a Petrobras como a respons\u00e1vel, quase exclusivamente, por seu abastecimento, e com isto a infraestrutura de abastecimento prim\u00e1rio ficou muito fr\u00e1gil.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os n\u00edveis de investimentos em envasamento e distribui\u00e7\u00e3o est\u00e3o colocados, mas realmente ainda persistem gargalos de infraestrutura que precisam ser superados, e a supera\u00e7\u00e3o deve vir dos sinais claros, previsibilidade e transpar\u00eancia, mas n\u00e3o de determina\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias para que exijam n\u00edveis \u201cx\u201d ou \u201cy\u201d de estoques operacionais. Com sinais adequados e com liberdade para empreender, nossas empresas e outras ir\u00e3o investir e superar defici\u00eancias que ainda existem para a manuten\u00e7\u00e3o, no m\u00e9dio e longo prazo, da excel\u00eancia na distribui\u00e7\u00e3o de GLP.<\/strong><\/p>\n<p>A seu ver, de que forma os recentes acontecimentos nos cen\u00e1rios pol\u00edtico e internacional podem influenciar os neg\u00f3cios no Brasil?<\/p>\n<p><strong>Acreditamos que o debate sobre a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica n\u00e3o sofrer\u00e1 um baque t\u00e3o profundo como muitos tentam colocar. Entendemos, na verdade, que a transi\u00e7\u00e3o dever\u00e1 passar a ser mais bem compreendida como uma transforma\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, assim como j\u00e1 passamos em muitas outras \u00e9pocas. Temos muito espa\u00e7o para o GLP, mesmo ele sendo um combust\u00edvel f\u00f3ssil, assim como temos espa\u00e7o, ainda sem escala de custo, para o BioGLP ou GLR (GLP renov\u00e1vel), que certamente ter\u00e1 o Brasil como um de seus principais polos de oferta em todo o mundo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>No novo momento, com a ideia de uma \u201cTransforma\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica Justa e Inclusiva\u201d acreditamos que o GLP volte ao centro do debate, em especial para o Sul Global, onde o Brasil est\u00e1 inserido, como uma tecnologia totalmente controlada e que tem baix\u00edssimas emiss\u00f5es e potencial incr\u00edvel de mudar a vida das pessoas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para o leitor desta publica\u00e7\u00e3o talvez pare\u00e7a apelativo, mas a verdade \u00e9 que somente quem depende de catar lenha, acend\u00ea-la e esperar a temperatura ser atingida, tendo nesse processo inalado os gases e particulados deste combust\u00edvel rudimentar, pode compreender o impacto positivo que um botij\u00e3o de GLP tem na vida e sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. O GLP \u00e9 uma energia limpa, quando comparada a energ\u00e9ticos rudimentares como lenha e outros, e representa seguran\u00e7a, confian\u00e7a e comodidade, al\u00e9m de qualidade de sa\u00fade e de vida que impacta diretamente na dignidade das pessoas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O cen\u00e1rio internacional est\u00e1 muito favor\u00e1vel ao GLP que segue com oferta impressionante no Golfo do M\u00e9xico, disponibilizando um produto muito competitivo com outros energ\u00e9ticos, inclusive com alguns bem mais poluentes.<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, quais s\u00e3o as perspectivas de sua associa\u00e7\u00e3o para o ano de 2025?<\/p>\n<p><strong>Esperamos seguir colaborando com o Governo e o Congresso Nacional no melhor modelo de combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica. Para isso, acreditamos firmemente que ser\u00e1 necess\u00e1rio usar meios instant\u00e2neos de pagamento de modo a simplificar e baratear os programas sociais, como o aux\u00edlio-g\u00e1s.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ainda acreditamos que teremos muita negocia\u00e7\u00e3o nas fases de regulamenta\u00e7\u00e3o e transi\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria, mas j\u00e1 vemos muitos de nossos pleitos e recomenda\u00e7\u00f5es acolhidos. Por fim, estamos animados para o debate da agenda regulat\u00f3ria com a ANP, pois a regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do setor volta a estar sob an\u00e1lise e vemos oportunidades importantes de corrigir erros, e de consagrar virtudes da regula\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/strong><\/p>\n<p><strong>As virtudes n\u00e3o s\u00e3o poucas, pois falamos de um setor que \u00e9 isento de fraudes em quantidade e qualidade do GLP, al\u00e9m de uma integridade impressionante dos mais de 130 milh\u00f5es de vasos de press\u00e3o que s\u00e3o usados nos lares, no com\u00e9rcio e na ind\u00fastria. O estado que temos deste parque de cilindros ou botij\u00f5es vem da excel\u00eancia da regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que garante a identifica\u00e7\u00e3o, irremov\u00edvel, do nome da empresa que \u00e9 respons\u00e1vel para toda a vida de uma embalagem de GLP em perfeito estado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O tema n\u00e3o acaba por aqui, e os debates s\u00e3o calorosos, mas temos experi\u00eancia de que ao fim o que importa \u00e9 o ganho social das regras de mercado em prol da seguran\u00e7a do consumidor.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como pode-se observar, as perspectivas s\u00e3o de muito trabalho e de muito di\u00e1logo com a sociedade, ANP e formuladores de pol\u00edtica p\u00fablica.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: PetroNot\u00edcias \/ imagem: Sindig\u00e1s A pauta da edi\u00e7\u00e3o de hoje (5) da nossa s\u00e9rie especial\u00a0Perspectivas 2025\u00a0ser\u00e1 o segmento de g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP, tamb\u00e9m conhecido como g\u00e1s de cozinha). 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