{"id":43407,"date":"2025-09-28T10:56:12","date_gmt":"2025-09-28T13:56:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=43407"},"modified":"2025-09-29T11:01:50","modified_gmt":"2025-09-29T14:01:50","slug":"pesquisa-9-em-cada-10-brasileiros-veem-marca-no-botijao-como-garantia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=43407","title":{"rendered":"Pesquisa: 9 em cada 10 brasileiros veem marca no botij\u00e3o como garantia"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/pesquisa-9-em-cada-10-brasileiros-veem-marca-no-botijao-como-garantia\/\">Ag\u00eancia iNFRA<\/a> \/ imagem: Sindig\u00e1s<\/p>\n<p>Uma pesquisa do Instituto Locomotiva feita com 1.500 brasileiros em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds no per\u00edodo de 5 a 9 de junho de 2025 confirma que a popula\u00e7\u00e3o rejeita as mudan\u00e7as propostas e teme pela seguran\u00e7a. Os resultados s\u00e3o claros:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>93% da popula\u00e7\u00e3o (cerca de 158 milh\u00f5es de brasileiros maiores de 18 anos) temem comprar g\u00e1s sem a garantia da marca conhecida;<\/li>\n<li>97% acreditam que a marca no botij\u00e3o \u00e9 fundamental para garantir a qualidade do g\u00e1s;<\/li>\n<li>94% consideram importante ter o nome da empresa que encheu o botij\u00e3o gravado em alto-relevo, assegurando rastreabilidade;<\/li>\n<li>83% defendem a regra atual de que s\u00f3 a empresa com marca gravada pode encher o botij\u00e3o, para que sejam fiscalizadas e responsabilizadas em caso de acidentes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cA popula\u00e7\u00e3o sabe que um botij\u00e3o mal conservado pode colocar vidas em risco. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o de que, sem a marca da empresa gravada no botij\u00e3o, fica dif\u00edcil saber a proced\u00eancia e quem se responsabiliza por ele. Isso sem contar que a chance de adultera\u00e7\u00e3o ou de receber menos g\u00e1s do que comprou \u00e9 muito grande. A pesquisa mostrou que o brasileiro valoriza pol\u00edticas p\u00fablicas que ampliem o acesso ao g\u00e1s, sim, mas sem abrir m\u00e3o da seguran\u00e7a\u201d, explica Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.<\/p>\n<p>O setor de GLP exige altos investimentos, rigor em seguran\u00e7a e log\u00edstica pesada, sendo dever regulat\u00f3rio assegurar agentes com qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e capacidade sustent\u00e1vel para responder aos elevados par\u00e2metros de seguran\u00e7a e qualidade. O sistema atual protege o consumidor e d\u00e1 confian\u00e7a ao mercado. Afinal, estamos falando de um produto inflam\u00e1vel e vol\u00e1til. Hoje o enchimento dos botij\u00f5es \u00e9 feito em grandes bases industriais, com estrutura e equipes de emerg\u00eancia. Improvisar seria inseguro e, no fim, at\u00e9 mais caro. Agentes do mercado costumam dizer que \u201ccom GLP n\u00e3o se brinca\u201d.<\/p>\n<p>Outro ponto que gera d\u00favidas entre os especialistas: como garantir que o consumidor receba exatamente o que pagou? Sem a pr\u00e9-medida de at\u00e9 13 quilos, o consumidor n\u00e3o tem garantia exata do que recebeu. O risco \u00e9 trazer para o mercado de GLP problemas que hoje existem em outros mercados, como adultera\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o, dificultando a fiscaliza\u00e7\u00e3o que, para o tamanho do pa\u00eds, \u00e9 uma tarefa complexa e custosa.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea afrouxa regras, abre espa\u00e7o para o crime ou, no m\u00ednimo, para a neglig\u00eancia com a seguran\u00e7a. Esse alerta vem da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o, que teme que o g\u00e1s vire moeda de troca em regi\u00f5es onde o Estado \u00e9 ausente. No Paraguai, por exemplo estima-se que 80% do parque de botij\u00f5es est\u00e1 com prazo de requalifica\u00e7\u00e3o vencido. No M\u00e9xico h\u00e1 roubos de produto, botij\u00f5es enchidos com desvio de quantidade. A prolifera\u00e7\u00e3o destes agentes \u00e9 tanta que os \u00f3rg\u00e3os reguladores n\u00e3o t\u00eam capacidade de fiscalizar\u201d, explica Bandeira de Mello.<\/p>\n<p>Para o Sindig\u00e1s, o debate sobre a regula\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre v\u00e1lido e h\u00e1 um entendimento por parte da ANP de que falta competitividade no mercado de GLP. Mas em todo o mundo, trata-se de um mercado onde as empresas precisam realizar altos investimentos para entregar um combust\u00edvel seguro em 100% dos munic\u00edpios. O mesmo acontece em pa\u00edses vizinhos como Chile, Col\u00f4mbia e Uruguai.<\/p>\n<p>\u201cCorremos o risco de mudar uma regra que funciona e d\u00e1 seguran\u00e7a a todo o abastecimento de GLP no pa\u00eds e n\u00e3o conseguir benef\u00edcios reais em troca para o consumidor\u201d, diz Bandeira de Mello, que se preocupa que, no futuro, parte das empresas s\u00e9rias acabe saindo do mercado e o mercado se desorganize.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Ag\u00eancia iNFRA \/ imagem: Sindig\u00e1s Uma pesquisa do Instituto Locomotiva feita com 1.500 brasileiros em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds no per\u00edodo de 5 a 9 de junho de 2025 confirma que a popula\u00e7\u00e3o rejeita as mudan\u00e7as propostas e teme pela seguran\u00e7a. Os resultados s\u00e3o claros: 93% da popula\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":43408,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[48,47],"tags":[],"class_list":["post-43407","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43407","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=43407"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43407\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43409,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43407\/revisions\/43409"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/43408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=43407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=43407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=43407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}