{"id":44477,"date":"2026-03-02T14:13:08","date_gmt":"2026-03-02T17:13:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=44477"},"modified":"2026-03-03T14:16:43","modified_gmt":"2026-03-03T17:16:43","slug":"gas-do-povo-avanca-com-crescimento-recorde-do-glp-e-sindigas-cobra-coerencia-regulatoria-para-sustentar-expansao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=44477","title":{"rendered":"G\u00e1s do Povo avan\u00e7a com crescimento recorde do GLP e Sindig\u00e1s cobra coer\u00eancia regulat\u00f3ria para sustentar expans\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/cenarioenergia.com.br\/2026\/03\/02\/gas-do-povo-avanca-com-crescimento-recorde-do-glp-e-sindigas-cobra-coerencia-regulatoria-para-sustentar-expansao\/\">Cen\u00e1rio Energia<\/a> \/ Imagem: G\u00e1s do Povo<\/p>\n<p><em>Com demanda em alta, investimentos bilion\u00e1rios e impacto social ampliado, setor defende manuten\u00e7\u00e3o de regras sobre marca no botij\u00e3o e proibi\u00e7\u00e3o do fracionamento para garantir seguran\u00e7a e previsibilidade<\/em><\/p>\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o do G\u00e1s do Povo como pol\u00edtica permanente, por meio da Lei n\u00ba 15.348\/2026, ocorre em um momento estrat\u00e9gico para o mercado brasileiro de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (GLP). Em meio a uma das maiores proje\u00e7\u00f5es de crescimento da demanda por combust\u00edveis dos \u00faltimos anos, o setor enxerga uma oportunidade hist\u00f3rica de ampliar o acesso \u00e0 energia limpa nos lares brasileiros, mas alerta para a necessidade de coer\u00eancia regulat\u00f3ria e estabilidade institucional para sustentar o ciclo de expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Dados recentes da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) apontam aumento de 3,5 bilh\u00f5es de litros na demanda nacional por combust\u00edveis l\u00edquidos e GLP em 2026, com previs\u00e3o adicional de 3,1 bilh\u00f5es em 2027. No caso espec\u00edfico do GLP, a perspectiva \u00e9 de crescimento em patamar n\u00e3o observado nos \u00faltimos anos, impulsionado pela combina\u00e7\u00e3o entre aumento da renda dispon\u00edvel, pleno emprego e os efeitos diretos do programa social.<\/p>\n<p>O Brasil encerrou 2025 com 7,7 milh\u00f5es de toneladas de GLP comercializadas, consolidando-se como o sexto maior mercado residencial do mundo. Ao mesmo tempo, o desafio da pobreza energ\u00e9tica permanece estrutural: o Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional (BEN 2025) indica que a lenha ainda representa 23% da matriz energ\u00e9tica residencial brasileira, sendo o segundo combust\u00edvel mais utilizado nos lares, atr\u00e1s apenas da eletricidade.<\/p>\n<p>Crescimento do GLP e combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica<br \/>\n\u00c0 frente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (Sindig\u00e1s), Sergio Bandeira de Mello avalia que o cen\u00e1rio combina expans\u00e3o de mercado e oportunidade social.<\/p>\n<p>\u201cEstamos diante de um dos melhores cen\u00e1rios do mercado de GLP. As proje\u00e7\u00f5es significativas de crescimento do setor somadas ao in\u00edcio oficial do programa G\u00e1s do Povo com grande alcance social e apoio do setor privado s\u00e3o uma oportunidade hist\u00f3rica para romper o ciclo da pobreza energ\u00e9tica\u201d, afirma Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (Sindig\u00e1s). \u201cAo garantir o acesso ao GLP para 15 milh\u00f5es de fam\u00edlias, estamos substituindo uma fonte rudimentar e t\u00f3xica por uma energia 98,6% menos poluente no ambiente dom\u00e9stico\u201d.<\/p>\n<p>O G\u00e1s do Povo prev\u00ea a distribui\u00e7\u00e3o de at\u00e9 68 milh\u00f5es de vouchers por ano, com potencial de elevar a demanda nacional de GLP entre 7% e 8%. A pol\u00edtica p\u00fablica amplia o acesso regular ao combust\u00edvel para fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade energ\u00e9tica, fortalecendo a transi\u00e7\u00e3o para fontes mais limpas no ambiente dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Seguran\u00e7a operacional e responsabilidade da marca<br \/>\nO modelo brasileiro de distribui\u00e7\u00e3o de GLP se apoia em forte capilaridade log\u00edstica. Presente em 100% dos munic\u00edpios e em 91% dos lares, o g\u00e1s de cozinha comercializado em botij\u00f5es opera por meio de cerca de 60 mil revendas, com processos industriais concentrados em \u00e1reas compat\u00edveis com as exig\u00eancias t\u00e9cnicas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A cadeia \u00e9 composta por 19 distribuidoras autorizadas pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), 182 bases de distribui\u00e7\u00e3o e um parque circulante estimado em 141 milh\u00f5es de botij\u00f5es de at\u00e9 13 kg. Em 2025, aproximadamente 22 milh\u00f5es de recipientes passaram por requalifica\u00e7\u00e3o, etapa obrigat\u00f3ria aos 15 anos de fabrica\u00e7\u00e3o e, posteriormente, a cada dez anos.<\/p>\n<p>A Lei n\u00ba 15.348\/2026 reafirmou dois pilares considerados estruturais pelo setor: a proibi\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio de GLP fracionado e a exig\u00eancia de que o envase seja realizado pela distribuidora que ostente a marca comercial no botij\u00e3o.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Bandeira de Mello, esses dispositivos s\u00e3o essenciais para manter o controle t\u00e9cnico e a rastreabilidade da opera\u00e7\u00e3o. \u201cA marca vincula responsabilidade civil e criminal sobre a integridade do recipiente e da carga, al\u00e9m de permitir controle operacional. Em um programa que pode alcan\u00e7ar at\u00e9 15 milh\u00f5es de fam\u00edlias, seguran\u00e7a e clareza de responsabilidade s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas\u201d, afirma Bandeira de Mello.<\/p>\n<p>Ele destaca ainda a sensibilidade da etapa de enchimento na cadeia de valor. \u201cA expans\u00e3o da demanda exige que a seguran\u00e7a acompanhe a escala. N\u00e3o se trata de restringir concorr\u00eancia, mas de preservar um modelo que garante fiscaliza\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o adequada da pol\u00edtica p\u00fablica\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Investimentos bilion\u00e1rios e expans\u00e3o da infraestrutura<br \/>\nPara absorver o crescimento projetado, o setor estima a necessidade de produzir entre 5 e 10 milh\u00f5es de novos botij\u00f5es, com investimentos pr\u00f3ximos a R$ 2,5 bilh\u00f5es. O montante envolve n\u00e3o apenas a fabrica\u00e7\u00e3o de recipientes, mas tamb\u00e9m refor\u00e7o de frota, manuten\u00e7\u00e3o de vasilhames, amplia\u00e7\u00e3o de bases operacionais e aprimoramento do controle log\u00edstico nacional.<\/p>\n<p>Esse movimento ocorre simultaneamente ao aumento estrutural da demanda apontado pela EPE e \u00e0 expans\u00e3o do alcance social do G\u00e1s do Povo. Na vis\u00e3o do Sindig\u00e1s, a converg\u00eancia entre pol\u00edtica p\u00fablica, crescimento econ\u00f4mico e amplia\u00e7\u00e3o do consumo residencial exige ambiente regulat\u00f3rio est\u00e1vel para garantir previsibilidade aos investimentos.<\/p>\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o do marco legal e debate regulat\u00f3rio<br \/>\nA nova legisla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m revogou dispositivos considerados obsoletos que restringiam ou criminalizavam o uso do GLP em aplica\u00e7\u00f5es como motores, aquecimento de piscinas e caldeiras. A atualiza\u00e7\u00e3o adequa o marco legal \u00e0 realidade tecnol\u00f3gica atual e amplia o leque de usos sob par\u00e2metros regulat\u00f3rios definidos.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o legislativo ocorre em paralelo \u00e0s discuss\u00f5es na ANP sobre poss\u00edveis ajustes no modelo de comercializa\u00e7\u00e3o e concorr\u00eancia no segmento.<\/p>\n<p>No entendimento do presidente do Sindig\u00e1s, eventuais mudan\u00e7as precisam ser precedidas de an\u00e1lises quantitativas robustas. \u201cN\u00e3o vimos c\u00e1lculos de trade-off ou de benef\u00edcio social que demonstrem ganho efetivo para o consumidor\u201d, afirma Sergio Bandeira de Mello. Ele ressalta que o setor n\u00e3o se op\u00f5e \u00e0 entrada de novos agentes, mas defende modelagem de risco detalhada quando se trata de pilares como origem do produto, responsabilidade da marca e seguran\u00e7a operacional.<\/p>\n<p>Ao tratar da dimens\u00e3o estrat\u00e9gica do programa, Bandeira de Mello refor\u00e7a a interdepend\u00eancia entre pol\u00edtica p\u00fablica e regula\u00e7\u00e3o setorial. \u201cQuando falamos de um programa dessa dimens\u00e3o, a coer\u00eancia regulat\u00f3ria deixa de ser um debate t\u00e9cnico e passa a ser condi\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablica.\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Com crescimento da demanda de GLP, expans\u00e3o do G\u00e1s do Povo e investimentos bilion\u00e1rios em infraestrutura, o debate sobre seguran\u00e7a, concorr\u00eancia e previsibilidade regulat\u00f3ria tende a ganhar centralidade na agenda do setor de energia em 2026, especialmente em um cen\u00e1rio de combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica e fortalecimento da pol\u00edtica social via mercado de combust\u00edveis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Cen\u00e1rio Energia \/ Imagem: G\u00e1s do Povo Com demanda em alta, investimentos bilion\u00e1rios e impacto social ampliado, setor defende manuten\u00e7\u00e3o de regras sobre marca no botij\u00e3o e proibi\u00e7\u00e3o do fracionamento para garantir seguran\u00e7a e previsibilidade A consolida\u00e7\u00e3o do G\u00e1s do Povo como pol\u00edtica permanente, por meio da Lei n\u00ba [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":43164,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[48,47],"tags":[],"class_list":["post-44477","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44477","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=44477"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44477\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44478,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/44477\/revisions\/44478"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/43164"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=44477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=44477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=44477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}