{"id":45540,"date":"2026-06-26T09:10:13","date_gmt":"2026-06-26T12:10:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=45540"},"modified":"2026-06-29T09:12:43","modified_gmt":"2026-06-29T12:12:43","slug":"energy-summit-2026-arena-dialogos-da-transicao-debate-pobreza-energetica-previsibilidade-regulatoria-e-papel-do-glp-na-transicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=45540","title":{"rendered":"Energy Summit 2026: arena Di\u00e1logos da Transi\u00e7\u00e3o debate pobreza energ\u00e9tica, previsibilidade regulat\u00f3ria e papel do GLP na transi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/tnpetroleo.com.br\/noticia\/energy-summit-2026-arena-dialogos-da-transicao-debate-pobreza-energetica-previsibilidade-regulatoria-e-papel-do-glp-na-transicao\/\">TN Petr\u00f3leo<\/a> \/ imagem: <span>Bruno de Lima<\/span><\/p>\n<p>Pobreza energ\u00e9tica, acesso \u00e0 energia, previsibilidade regulat\u00f3ria e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica estiveram no centro dos debates realizados na arena Di\u00e1logos da Transi\u00e7\u00e3o, promovido pela Ag\u00eancia Eixos, durante o\u00a0<strong>Energy Summit 2026<\/strong>, no Rio de Janeiro. Patrocinador master do espa\u00e7o, o\u00a0<strong>Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liquefeito de Petr\u00f3leo (Sindig\u00e1s)<\/strong> reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor em pain\u00e9is e talk shows para discutir como o GLP pode contribuir para uma transi\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com os desafios sociais e econ\u00f4micos do Brasil.<\/p>\n<p>Para o presidente do Sindig\u00e1s, Sergio Bandeira de Mello, a participa\u00e7\u00e3o da entidade em eventos como o Energy Summit \u00e9 fundamental para posicionar o GLP como um energ\u00e9tico estrat\u00e9gico na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. &#8220;O GLP \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o para reduzir emiss\u00f5es de particulados e de carbono quando comparado a outros combust\u00edveis f\u00f3sseis. Al\u00e9m disso, tem papel importante na constru\u00e7\u00e3o de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e inclusiva. Quando olhamos para o fato de que a lenha ainda responde por 23% da matriz energ\u00e9tica brasileira, fica evidente a dimens\u00e3o desse desafio. Como substituto de uma fonte rudimentar que traz s\u00e9rios impactos para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, o GLP nos insere obrigatoriamente nesse debate&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Entre os destaques da programa\u00e7\u00e3o estiveram as discuss\u00f5es sobre o combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica, o papel do GLP para uma transi\u00e7\u00e3o mais justa, os avan\u00e7os do programa G\u00e1s do Povo e os desafios regulat\u00f3rios para a atra\u00e7\u00e3o de investimentos e expans\u00e3o da infraestrutura energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>No primeiro dia, 23, o combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica foi um dos principais temas debatidos na arena. Durante o painel &#8220;G\u00e1s do Povo e Pobreza Energ\u00e9tica&#8221;, Dario de Paula, representante do minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME), Hugo Leal, deputado federal, e Anal\u00facia Faggion Alonso, do minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social (MDS), detalharam a evolu\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica do antigo &#8220;Vale G\u00e1s&#8221; para uma pol\u00edtica p\u00fablica focada no acesso real ao combust\u00edvel e \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de fontes energ\u00e9ticas mais prec\u00e1rias, como a lenha.<\/p>\n<p>Com um or\u00e7amento previsto de R$ 4,7 bilh\u00f5es para 2026, o programa alcan\u00e7ou a marca hist\u00f3rica de estar presente em todos os munic\u00edpios do pa\u00eds em apenas sete meses de implementa\u00e7\u00e3o, beneficiando 15 milh\u00f5es de fam\u00edlias \u2014 cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas. Durante a discuss\u00e3o, destacou-se a efici\u00eancia do sistema tecnol\u00f3gico que permite a troca direta do botij\u00e3o via CPF em mais de 26 mil revendas credenciadas, com foco priorit\u00e1rio em mulheres (93% das benefici\u00e1rias) e na substitui\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos de coc\u00e7\u00e3o perigosos por energia mais limpa que outros combust\u00edveis rudimentares, como a lenha e carv\u00e3o. Al\u00e9m dos resultados operacionais, como as 14 milh\u00f5es de recargas j\u00e1 realizadas, o painel ressaltou a integra\u00e7\u00e3o in\u00e9dita entre os minist\u00e9rios do Desenvolvimento Social e de Minas e Energia, a Caixa Econ\u00f4mica e o setor privado, bem como o lan\u00e7amento da Pol\u00edtica Nacional do Cozimento Limpo, que prev\u00ea o uso de tecnologias sustent\u00e1veis como biodigestores e o apoio a cozinhas solid\u00e1rias.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no primeiro dia, a arena recebeu o presidente da Supergasbras, Julio Cardoso, para uma conversa sobre os desafios para ampliar o acesso \u00e0 energia do Brasil. Durante o encontro, o executivo destacou a import\u00e2ncia do G\u00e1s do Povo para ampliar o acesso \u00e0 energia, comentou os avan\u00e7os na constru\u00e7\u00e3o do novo terminal de GLP no Porto do Pec\u00e9m (CE) e abordou as perspectivas para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es de menor intensidade de carbono, como o BioGL.<\/p>\n<p><strong>Do acesso \u00e0 energia \u00e0 atra\u00e7\u00e3o de investimentos<\/strong><\/p>\n<p>No segundo dia, 24, a estabilidade jur\u00eddico-regulat\u00f3ria esteve no centro das discuss\u00f5es promovidas na arena Di\u00e1logos da Transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No painel &#8220;A import\u00e2ncia da estabilidade jur\u00eddico-regulat\u00f3ria para promover evolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221;, os especialistas Felipe Oppelt, da Prospectiva, Claudia Viegas, da Ecoa, e Alexandre Arag\u00e3o, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), destacaram que a previsibilidade regulat\u00f3ria \u00e9 condi\u00e7\u00e3o fundamental para ampliar investimentos em infraestrutura, garantir a seguran\u00e7a do abastecimento e viabilizar a expans\u00e3o das novas tecnologias energ\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Os debatedores apontaram que, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o de importantes marcos legais voltados ao mercado de carbono, hidrog\u00eanio de baixo carbono, combust\u00edveis sustent\u00e1veis e e\u00f3licas offshore, o principal desafio passa a ser a regulamenta\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o desses instrumentos.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o tamb\u00e9m abordou os impactos do contingenciamento de recursos das ag\u00eancias reguladoras e a necessidade de fortalecer a capacidade institucional dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela regula\u00e7\u00e3o do setor energ\u00e9tico. Os especialistas defenderam processos regulat\u00f3rios baseados em evid\u00eancias, an\u00e1lises de impacto regulat\u00f3rio e seguran\u00e7a jur\u00eddica como elementos essenciais para atrair investimentos de longo prazo.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, durante talk show com o jornalista Felipe Maciel, o presidente do Sindig\u00e1s, Sergio Bandeira de Mello, destacou o papel estrat\u00e9gico do GLP na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e no combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel. Segundo ele, o combust\u00edvel desempenha papel relevante ao substituir fontes rudimentares de energia, como a lenha, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e para a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Ao analisar o modelo de aux\u00edlio do G\u00e1s do Povo, Bandeira defendeu programas focalizados para ampliar o acesso \u00e0 energia entre a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, argumentando que esse formato permite direcionar recursos para quem mais necessita, com maior efici\u00eancia social e menor impacto fiscal.<\/p>\n<p>O debate tamb\u00e9m destacou a escala do programa, que conta com a ades\u00e3o de 46% das revendas, superando, em velocidade de implementa\u00e7\u00e3o, programas consolidados como o Farm\u00e1cia Popular. A expectativa do governo \u00e9 chegar a 65 milh\u00f5es de recargas gratuitas por ano, um acr\u00e9scimo estimado de 30 milh\u00f5es de cargas (entre 5% e 8% no volume total).<\/p>\n<p><strong>Mercado acredita que libera\u00e7\u00e3o de uso do GLP pode estimular entrada no setor de gera\u00e7\u00e3o de energia<\/strong><\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o da arena Di\u00e1logos da Transi\u00e7\u00e3o continuou nesta quinta-feira (25) com o painel &#8220;O GLP na Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica: desenvolvimento sustent\u00e1vel, crescimento econ\u00f4mico e novas aplica\u00e7\u00f5es&#8221;, reunindo Luiz Pellegrini, da Copa Energia, Alexandre Baldotto, da Supergasbras, Gustavo Gomes, da Ultragaz, e Helo\u00edsa Borges, da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE). Dentre os t\u00f3picos abordados, os panelistas falaram sobre a libera\u00e7\u00e3o do uso do GLP em saunas, piscinas, caldeiras e motores de pequeno porte. &#8220;Essas proibi\u00e7\u00f5es datam de uma \u00e9poca em que o GLP era subsidiado pelo governo para uso dom\u00e9stico. Esse subs\u00eddio n\u00e3o existe mais. Hoje, o GLP oferece uma s\u00e9rie de vantagens para aplica\u00e7\u00f5es industriais quando comparado a combust\u00edveis mais pesados, como maior precis\u00e3o no controle da temperatura, composi\u00e7\u00e3o homog\u00eanea, alto poder calor\u00edfico, menor emiss\u00e3o de poluentes e ampla disponibilidade&#8221;, afirma Heloisa.<\/p>\n<p>A agenda tamb\u00e9m incluiu um talk show com Marcos Mesquita, da Copa Energia.<\/p>\n<p>Ao longo dos dias do Energy Summit 2026, os debates promovidos pelo Sindig\u00e1s refor\u00e7aram a import\u00e2ncia de combinar inclus\u00e3o energ\u00e9tica, seguran\u00e7a do abastecimento e um ambiente regulat\u00f3rio capaz de estimular investimentos de longo prazo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: TN Petr\u00f3leo \/ imagem: Bruno de Lima Pobreza energ\u00e9tica, acesso \u00e0 energia, previsibilidade regulat\u00f3ria e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica estiveram no centro dos debates realizados na arena Di\u00e1logos da Transi\u00e7\u00e3o, promovido pela Ag\u00eancia Eixos, durante o\u00a0Energy Summit 2026, no Rio de Janeiro. 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