{"id":45784,"date":"2026-07-24T12:27:59","date_gmt":"2026-07-24T15:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=45784"},"modified":"2026-07-24T12:27:59","modified_gmt":"2026-07-24T15:27:59","slug":"botijoes-chineses-provocam-disputa-entre-industria-nacional-e-o-gas-do-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindigas.org.br\/?p=45784","title":{"rendered":"Botij\u00f5es chineses provocam disputa entre ind\u00fastria nacional e o G\u00e1s do Povo"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/afolhahoje.com\/botijoes-chineses-provocam-disputa-entre-industria-nacional-e-o-gas-do-povo\/\">A Folha Hoje<\/a> \/ imagem: Sindig\u00e1s<\/p>\n<p>crescimento das importa\u00e7\u00f5es de botij\u00f5es de g\u00e1s chineses abriu uma disputa comercial entre a ind\u00fastria sider\u00fargica nacional e distribuidoras ligadas ao programa\u00a0G\u00e1s do Povo.<\/p>\n<p>Fabricantes pedem aumento do imposto sobre o produto importado, enquanto distribuidoras defendem tarifa zero, alegando falta de entrega da ind\u00fastria brasileira no curto prazo.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 o G\u00e1s do Povo<\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7ado em 2025, o programa federal prev\u00ea o acesso gratuito a um botij\u00e3o de\u00a0g\u00e1s de cozinha\u00a0de 13 kg por m\u00eas para cerca de 15 milh\u00f5es de fam\u00edlias de baixa renda.<\/p>\n<p>Os vales s\u00e3o liberados no dia 10 de cada m\u00eas e podem ser trocados por um botij\u00e3o em revendas credenciadas, sem custo para a fam\u00edlia beneficiada.<br \/>\nPor que as importa\u00e7\u00f5es da China dispararam<\/p>\n<p>Segundo dados compilados pela Mangels, principal fabricante nacional de botij\u00f5es, as compras de recipientes chineses saltaram de 29 mil unidades em todo o ano de 2025 para 515 mil apenas no primeiro semestre de 2026.<\/p>\n<p>Como o setor compra cerca de 2 milh\u00f5es de botij\u00f5es por ano para repor o volume em circula\u00e7\u00e3o, isso significa que hoje pelo menos um em cada quatro botij\u00f5es vendidos no pa\u00eds vem da\u00a0China.<\/p>\n<p><strong>O que pede a ind\u00fastria nacional<\/strong><\/p>\n<p>A Mangels acionou o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Mdic) para pedir que a tarifa de importa\u00e7\u00e3o dos botij\u00f5es prontos suba de 12,6% para 25%.<\/p>\n<p>A empresa alega uma distor\u00e7\u00e3o: enquanto as chapas de a\u00e7o usadas na fabrica\u00e7\u00e3o dos recipientes pagam 25% de imposto de importa\u00e7\u00e3o, o botij\u00e3o j\u00e1 pronto entra no pa\u00eds com tarifa menor.<\/p>\n<p>Segundo a Mangels, ela pr\u00f3pria tem capacidade de produzir 2,28 milh\u00f5es de botij\u00f5es por ano, volume equivalente a 58% da demanda nacional por botij\u00f5es novos registrada em 2025.<\/p>\n<p>A fabricante afirma ainda que toda a ind\u00fastria nacional pode chegar a 8 milh\u00f5es de unidades por ano em dois turnos, ou at\u00e9 12 milh\u00f5es com a ado\u00e7\u00e3o de um terceiro turno de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que pedem as distribuidoras<\/strong><\/p>\n<p>Do outro lado, o Sindig\u00e1s, que representa as distribuidoras de g\u00e1s de cozinha, pediu \u00e0 Camex (C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior) a redu\u00e7\u00e3o da tarifa de 12,6% para 0%, por 12 meses, numa cota de at\u00e9 10 milh\u00f5es de unidades.<\/p>\n<p>O pedido usa como base a regra de desabastecimento, aplicada quando a produ\u00e7\u00e3o do Mercosul n\u00e3o \u00e9 suficiente para atender \u00e0 demanda de determinado produto.<\/p>\n<p>O presidente do Sindig\u00e1s, S\u00e9rgio Bandeira de Mello, afirma que capacidade instalada de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente de capacidade de entrega efetiva no curto prazo.<\/p>\n<p>Segundo ele, distribuidoras enfrentam dificuldades de fornecimento desde o fim de 2025, o que as levou a recorrer ao mercado internacional para n\u00e3o faltar botij\u00e3o nas revendas.<\/p>\n<p><strong>Quem mais entrou na disputa<\/strong><\/p>\n<p>O pedido do Sindig\u00e1s gerou rea\u00e7\u00e3o de empresas como Aratell, CSN, Usiminas, ArcelorMittal e Gerdau, al\u00e9m do Instituto A\u00e7o Brasil e sindicatos de trabalhadores do setor.<\/p>\n<p>Essas empresas argumentam que n\u00e3o h\u00e1 desabastecimento real de botij\u00f5es no pa\u00eds e que a cota pedida \u00e9 desproporcional, com risco para empregos e para o consumo de a\u00e7o nacional.<\/p>\n<p>A cobertura completa de economia e pol\u00edtica econ\u00f4mica voc\u00ea encontra na editoria do\u00a0A Folha Hoje.<\/p>\n<p><strong>Contexto<\/strong><\/p>\n<p>O pedido da Mangels est\u00e1 em an\u00e1lise t\u00e9cnica no Mdic. Depois dessa etapa, o processo segue para avalia\u00e7\u00e3o da Camex, que decide se altera a tarifa de importa\u00e7\u00e3o dos botij\u00f5es.<\/p>\n<p>A disputa tamb\u00e9m reflete a diferen\u00e7a de escala entre os dois pa\u00edses na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o: a China produziu cerca de 991 milh\u00f5es de toneladas em 2024, contra 31,5 milh\u00f5es de toneladas do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: A Folha Hoje \/ imagem: Sindig\u00e1s crescimento das importa\u00e7\u00f5es de botij\u00f5es de g\u00e1s chineses abriu uma disputa comercial entre a ind\u00fastria sider\u00fargica nacional e distribuidoras ligadas ao programa\u00a0G\u00e1s do Povo. 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