Fonte: UOL

Lima, 23 jan (EFE).- A explosão de um caminhão que transportava gás nesta quinta-feira deixou dois mortos, mais de 50 feridos, dezenas deles com queimaduras graves, e casas destruídas no distrito de Villa El Salvador, no sul de Lima.

O acidente ocorreu depois que o veículo passou por uma avenida que, segundo moradores locais, tem um grande buraco que danificou o tanque e causou o vazamento de gás. De acordo com imagens gravadas por testemunhas, o motorista tentou desesperadamente controlar o vazamento.

Investigações iniciais indicam que a explosão causou a morte imediata do motorista. Posteriormente, o diretor do Instituto Nacional de Saúde da Criança, Ricardo Zopfi, confirmou a morte de uma menina de 13 anos, que chegou ao hospital após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

“Tentamos ressuscitá-la, mas não foi possível. É uma menina. Apesar dos esforços, não pudemos ressuscitá-la”, se lamentou Zopfi em entrevista à emissora estatal “TV Perú”.

O médico detalhou que o hospital recebeu oito crianças feridas, entre elas um bebê de dez meses que está sendo operado, e que todos têm queimaduras de segundo e terceiro graus em grande parte do corpo.

INCÊNDIO CONTROLADO

Enquanto autoridades atendiam os feridos, o comandante dos bombeiros Mario Casaretto disse que “o fogo já está sob controle” por parte dos voluntários.

Casaretto acrescentou que, por medidas de segurança, foi pedido para que a companhia de eletricidade interrompesse o serviço na região e os moradores locais ventilassem as casas e limpassem o chão para evitar “maiores conseqüências”.

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, se lamentou pela “magnitude e as consequências” do acidente. Após dizer que o fato será investigado, garantiu que os feridos e parentes das vítimas receberão “todo o apoio”.

MAIS DE 50 FERIDOS.

A equipe médica do hospital Villa El Salvador relatou o atendimento de dezenas de feridos, vários com “queimaduras graves”. A maioria dos feridos sofreu queimaduras no rosto, nas costas e em extremidades devido à explosão.

O diretor executivo dos serviços de emergência declarou que 31 pessoas foram inicialmente levadas para aquele hospital, de onde foram encaminhadas para outros em Lima, enquanto mais de 20 pessoas afetadas foram tratadas em ambulâncias no local do acidente.

A Polícia Nacional assumiu o controle da área e instalou um cordão de segurança a dois quarteirões de distância, além de um posto de emergência móvel.

No local da emergência, uma mulher com ataduras nas pernas disse à “RPP Noticias” que sofreu queimaduras de primeiro grau que terão de ser tratadas em regime ambulatorial.

“Foi como um pesadelo”, disse ela, ao explicar que o cunhado também tem feridas nos braços e a irmã, identificada como Lucero Garcia, foi levada para o hospital com queimaduras de segundo grau.

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