Fonte: CNN / imagem: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) foi confirmado nesta sexta-feira (30) como o indicado do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência da Petrobras.

Prates foi eleito como primeiro suplente da então senadora Fátima Bezerra em 2014. Quando Fátima foi eleita governadora do Rio Grande do Norte, em 2018, ele assumiu a cadeira no Senado. Seu mandato terminaria em 2023.

Ele abriu mão de concorrer à reeleição neste ano para ser suplente de Carlos Eduardo Alves (PDT-RN), o candidato apoiado pelo PT para o Senado no Rio Grande do Norte. Alves não se elegeu.

Com mais de 25 anos de atuação no setor energético, Prates integrou o grupo técnico de Minas e Energia no gabinete de transição de governo. Ele defende que a Petrobras eleve seus investimentos em renováveis, em linha com outras petroleiras globais, e também na área de refino, em busca de segurança energética.

O senador já se posicionou contrário à privatização da empresa e também já questionou a atual política de preços da Petrobras, que está atualmente alinhada às práticas do mercado internacional.

“Quem define política de preço de qualquer coisa no país, se vai intervir ou não, se vai ser livre ou não, se vai ser internacional ou não, é o governo. O que a gente tem que desfazer de uma vez por todas é dizer que a Petrobras é quem define política de preços de combustível”, afirmou Jean Paul após uma das primeiras reuniões do grupo técnico, no fim de novembro.

Prates é o atual líder da minoria no Congresso, e enquanto senador atuou nos temas envolvendo transição energética e práticas sustentáveis.

Foi autor da lei que regulamenta a captura e o armazenamento de carbono, relator do Marco Legal das Ferrovias, das novas leis sobre a produção de biogás em aterros sanitários e da nova lei de mobilidade urbana sustentável.

Ele também representou o partido durante a CPI da Pandemia no Senado, que buscou investigar a conduta do governo federal durante a pandemia de Covid-19. E foi relator de dois projetos de lei com o objetivo de intervir no preço dos combustíveis e que alteram a tributação do setor, que estão parados na Câmara dos Deputados.

Jean Paul Prates tem 54 anos, é advogado e economista. Foi membro da assessoria jurídica da Petrobras Internacional (Braspetro), no final da década de 80.

Ele ainda fundou a primeira consultoria especializada em petróleo do Brasil no início dos anos 90, participou da elaboração da Lei do Petróleo em 1997 e também foi secretário de Estado de Energia do Rio Grande do Norte.

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