Fonte: G1 / imagem: CJJ
O gás de cozinha deve ficar mais caro nas distribuidoras do Distrito Federal. O alerta é do Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP do DF (Sindvargas), que aponta uma alta média de 14% no preço do produto.
Segundo o sindicato, o reajuste é resultado do aumento significativo no custo de aquisição do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), influenciado por:
- oscilações do mercado internacional e
- pela forma de comercialização do produto no país, especialmente por meio de leilões.
De acordo com o presidente do Sindvargas, Sérgio Costa, as revendas têm absorvido parte dos custos para evitar um repasse imediato ao consumidor, mas essa estratégia não é sustentável a longo prazo
“O que estamos vivendo hoje é um desequilíbrio preocupante. As revendas continuam garantindo o abastecimento, muitas vezes absorvendo custos para não repassar integralmente ao consumidor, mas essa conta não fecha por muito tempo. Sem a revisão dos valores, há risco real de inviabilidade econômica para quem está na ponta atendendo a população”, afirma.
👉Dicas para o botijão render mais em casa
O g1 separou sete dicas para economizar no consumo do gás de cozinha, em parceria com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).
1- Cheque o botijão de gás e as mangueiras
- Verifique as roscas do botijão de gás e os canos do fogão e forno despejando um pouco de espuma de sabão e observando se há algum vazamento no caso de formação de bolhas de ar.
- Se as chamas estiverem com tons amarelos ou laranjas, é sinal de que as bocas estão sujas ou com mau funcionamento. Com isso, o fogo perde sua potência e acaba gastando mais gás para cozinhar o alimento.
3- Evite a passagem de vento
- Feche as janelas enquanto cozinha. O vento diminui a potência das chamas, exigindo mais tempo para que a panela atinja a temperatura ideal.
4- Use bocas do fogão adequadas
- Colocar uma panela pequena em uma boca grande é desperdício de gás de cozinha.
5- Tampe as panelas
- Panelas tampadas aproveitam mais as chamas e, por isso, cozinham mais rápido, já que o calor não se dissipa para o ar.
6- Corte os alimentos em pedaços
- O tempo de uso é determinante para a economia de gás. Por isso, quanto menor o corte do alimento, menos tempo ele levará para ser cozido.
7- Otimize o uso do forno
- Tente cozinhar pratos diferentes de uma só vez no forno. Um exemplo são o prato principal e a sobremesa.
O que diz o Sindvargas
“O Sindvargas – Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP do Distrito Federal manifesta preocupação com os impactos recentes no mercado de gás de cozinha e alerta para riscos à sustentabilidade de programas sociais voltados à população de baixa renda.
Além disso, a política de comercialização por meio de leilões tem contribuído para encarecer o produto, gerando distorções entre o custo real do gás e os valores atualmente considerados nos programas sociais.
Segundo o Sindvargas, essa defasagem compromete diretamente a operação das revendas, que são o elo final de atendimento à população.
“O que estamos vivendo hoje é um desequilíbrio preocupante. As revendas continuam garantindo o abastecimento, muitas vezes absorvendo custos para não repassar integralmente ao consumidor, mas essa conta não fecha por muito tempo. Sem a revisão dos valores, há risco real de inviabilidade econômica para quem está na ponta atendendo a população”, afirma Sérgio Costa, presidente do Sindvargas.
O sindicato ressalta que o programa social tem papel fundamental no acesso à energia limpa e segura para milhões de famílias brasileiras, contribuindo para reduzir desigualdades e evitar o uso de fontes precárias de energia.
No entanto, a manutenção do modelo atual, sem ajustes compatíveis com a realidade do mercado, pode levar à redução da adesão das revendas e comprometer a capilaridade da distribuição, especialmente em regiões mais vulneráveis.
“O programa social é essencial e precisa ser preservado. Mas isso só será possível com responsabilidade econômica. É urgente que haja atualização dos preços de referência e maior alinhamento com os custos reais do GLP, para que as revendas consigam continuar operando e atendendo a população com segurança”, reforça Sérgio Costa.
Diante desse cenário, o Sindvargas defende:
•A revisão imediata dos preços de referência utilizados nos programas sociais;
•Maior alinhamento entre os custos reais do GLP e os valores de compensação;
•Adoção de medidas que garantam previsibilidade e equilíbrio econômico para toda a cadeia.
O Sindvargas permanece à disposição para contribuir com o diálogo institucional e a construção de soluções que assegurem tanto a continuidade dos programas sociais quanto o equilíbrio do setor.”