Fonte: ND+ / imagem: Pexels
A conta de gás vai ficar mais cara para consumidores de Santa Catarina no segundo semestre de 2026. O reajuste médio das tarifas será de 12,5%, percentual influenciado principalmente pela alta do petróleo no mercado internacional, pela valorização do dólar e pelas tensões geopolíticas que elevaram os custos de aquisição do combustível.
Isso ocorre porque uma parcela significativa dos contratos de compra de gás natural no Brasil é indexada ao petróleo Brent e à moeda norte-americana. Com esses indicadores em alta, o custo do gás e do transporte também aumentou, impactando diretamente a tarifa paga pelos consumidores.
De acordo com a SCGÁS, o reajuste poderia ter sido ainda maior. A companhia afirma que renegociou contratos, diversificou fornecedores e buscou novas condições de compra, reduzindo o impacto nas tarifas. Sem essas medidas, a estimativa era de que o aumento pudesse chegar a aproximadamente 30%.
O que muda na conta de gás
Embora o reajuste chegue ao consumidor, a SCGÁS destaca que a margem de distribuição — parcela da tarifa administrada pela companhia — permanece sem alterações desde 2019. O aumento aprovado para o segundo semestre está relacionado, principalmente, ao encarecimento da compra do gás natural e do seu transporte.
Segundo a empresa, desde 2023 as mudanças na estratégia de contratação do combustível já proporcionaram uma economia estimada em R$ 300 milhões para o mercado cativo, formado pelos consumidores atendidos nas condições reguladas.
O reajuste foi oficializado pela Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (ARESC) por meio das Resoluções nº 407/2026 e nº 410/2026, que tratam da revisão da margem de distribuição e do repasse dos custos de aquisição e transporte do gás natural.
As novas tarifas passam a valer no segundo semestre de 2026, conforme definido pela agência reguladora.